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2 de dezembro de 2015

A garota no trem

Editora Record

"A Garota no trem", de Paula Hawkins, é o sucesso editorial de 2015, com milhões de livros vendidos ao redor do mundo e uma adaptação cinematográfica engatilhada. A história do livro é realmente boa. A forma de narrar também. Mas é um livro pesado. Não no tamanho (demorei umas 4 horas para ler), mas no conteúdo, ele é quase um soco no estômago.

A classificação do livro é mistério, e vai por aí mesmo. Uma mulher morre, e nós vamos precisar conhece-la melhor antes de entender seu trágico desfecho. A garota no trem é a personagem principal, que fica intrigada e interessada na mulher que é assassinada.Tem também a vizinha, que começa pequena e vai se destacando. Megan, Rachel e Anna. 

Há personagens masculinos importantes, mas a trama é contada em capítulos alternados da visão dessas mulheres. São 3 perspectivas diferentes (e temporalmente não sincronizado - a história da Megan começa bem antes), e a cada página, vamos conhecendo melhor cada uma delas. Sofrendo junto. Temendo junto. Torcendo junto.

O subtítulo da edição é: "Você não sabe quem ela é, mas ela conhece você", contudo posso dizer que o livro todo é sobre o quanto você pode não conhecer alguém... 


6 de abril de 2015

O Cavalo Amarelo

Editora L&PM - Capa designedbydavid.co.uk

"O Cavalo Amarelo" é uma histórias da Agatha Christie que eu mais gosto. A base da história envolve o sobrenatural - matar pessoas usando o poder da mente, magia, feitiço, bruxaria, como você quiser definir. É interessante que a Agatha Christie gostava desse assunto, principalmente espiritismo, e há alguns contos dela que tratam do assunto - sem passar perto de crimes e assassinatos (como você pode ver em Miss Marple And Mystery: The Complete Short Stories). 

Nesse livro, não vemos Miss Marple ou Poirot, mas tem a autora Ariadne Oliver, que sempre me leva a pensar o quanto da própria Agatha Christie é relevado através da personagem, que é engraçada sem querer, ao não gostar muito de encontrar pessoas e ser um pouco distraída. Em certo trecho, a Ariadne comenta sobre um dilema na narrativa da história que ela está escrevendo, como tornar plausível uma cena para que o mistério permaneça, e eu imagino a Agatha Christie passando exatamente pela mesma coisa, já que um dos seus maiores trunfos é realmente nos enganar muito bem.

27 de janeiro de 2013

I've Got Your Number

Editora The Dial Press - Capa Shasti O'Leary Soudant e Anne Keenan Higgins

O último livro da Sophie Kinsella, "Fiquei com seu número", é um chick lit delicioso! É maravilhoso ler uma história que você sabe exatamente como vai acabar, mas isso não faz diferença, porque o caminho percorrido é emocionante.

Eu li em praticamente 24 horas - não dá vontade de largar, são várias surpresas e reviravoltas, dignas de filme. Eu já quase ASSISTI esse livro, tem tudo para ser uma deliciosa comédia romântica - por favor, me digam que já estão pensando num roteiro! Então, fãs de boa literatura para garotas, não percam esse livro que é de apaixonar!

16 de outubro de 2012

Mammy Walsh's A-Z of the Walsh Family

Editora Penguin

Marian Keyes lançou recentemente mais dois livros sobra a família Walsh - personagens da maioria dos seus livros, um deles um romance propriamente dito sobre Helen ("The Mistery of Mercy Close") e o outro é como um "teaser" de filme, um e-book curtinho: "Família Walsh de A a Z - pela Mamãe Walsh" (numa tradução minha de "Mamy Walsh's A-Z of the Walsh Family").

É uma leitura curta, de uma hora ou menos, mas muito divertida. Está ali pingando de ironia e o humor ácido da Marian Keyes que você pode conhecer de outros livros. Além disso, é uma boa perspectiva unificada dessa família (confesso que eu já me perdi entre tantas irmãs e histórias). Algumas partes são apelativas - é estranho pensar numa mãe - avó falando tanto sobre sexo, mas também é interessante ver um pouco de "gente real" com bons e maus sentimentos de uma forma tão cândida.

Eu sou fã das Walshs, então o segundo livro sobre a Helen é definitivamente um dos próximos da minha lista!

16 de junho de 2012

A vida é um jogo

Conrad Livros - Capa JR Ferraz

Ler quadrinhos é um passatempo na sua definição mais clássica: passa o tempo, de maneira leve e descontraída. Nesse livrinho, todas as histórias da turma de Charlie Brown são relacionadas a esportes, mas principalmente basebol e patinação no gelo - bem americano.

Se você considerar que os personagens de tirinha estão "presos no tempo", não crescem, não envelhecem, não mudam de situação, é interessante como a infinididade de situações pode espelhar a vida de todos nós, mesmo, e talvez principalmente, adultos. Charles M. Schulz, assim como outros autores de quadrinhos, tem essa virtude em seus trabalhos, de ao apresentar algo breve, leve, também vão direto ao ponto de expor aspectos particulares dos relacionamentos humanos.

Ou seja, é possível  encarar como passatempo ou como análise da sociedade, mas com certeza, é para se divertir.

23 de janeiro de 2012

Dilbert 6 - Terapia em Grupo

Editora L&PM

Quem trabalha com engenharia, principalmente de software, já leu alguma tirinha do Dilbert e lembrou de situações e pessoas muito parecidas com as retratadas ali em seu escritório (às vezes exageradas, às vezes cruelmente reais) e deu risada... Eu acho legal também porque mostra que "não estamos sozinhos" e às vezes nossos problemas são bem parecidos com o de muita gente por aí (a ponto de virar uma tirinha).

Dilbert foi publicado pela primeira vez em 89 por Scott Adams, que realmente foi programador (igual ao personagem), mas continua bem atual e contemporâneo: esse livreto tem as tirinhas de 2009, bem pontuado com o assunto do momento na época: a crise financeira.

Para quem gosta, eu recomendo o site oficial, dá para se inscrever e receber uma tirinha por dia direto na sua caixa de emails. Para quem não conhece, vai aí um tira gosto:

(Carol: Esse escritório está congelando.. Por que você não está com frio?
Dilbert: Meu cérebro é muito maior que o seu. Ele aquece meu corpo inteiro quando eu penso.
Dilbert: Mas seja o que for que você estiver fazendo parece estar funcionando também.)
Scott Adams - publicada em 01/mai/2009



10 de janeiro de 2012

Orgias

 Editora Objetiva - Capa Crama Design Estratégico

Não é inusitado que o senhor simpático retratado como um fofo boneco na capa do livro escreva um livro chamado Orgias? Quem conhece Luis Fernando Veríssimo não se surpreende, e sabe que não encontrará entre as crônicas nenhuma que seja ofensiva ou pornográfica, por assim dizer. Só humor de qualidade, de rir alto, dar risadinhas disfarçadas e ver o mundo ali retratado de forma muito sagaz.

As orgias do título se referem a diversas situações em que os instintos ganham da racionalidade ou civilidade, entre carnaval e festa de final de ano da empresa, entre festinhas infantis regadas a brigadeiro e papos de bar regados a cerveja. Tudo muito familiar a grande parte da população (se você ainda está nos papos de bar, talvez ainda não chegou nas festinhas de criança, mas se ainda participa das festas de criança, talvez ainda não chegou nos papos de bar).

Com diálogos rápidos e várias referências contemporâneas, o livro é leve e delicioso. De ler em um dia, e reler sempre que puder. 

2 de maio de 2011

Diário de Bordo: China

Esse é um livro muito especial! Foi escrito por um amigo meu, o Leonardo Alves, ou Leo Branco, ou Leo - e isso é muito louco! Conhecer alguém, mas conhecer de verdade, que já publicou um livro, está disponível na Saraiva... Muito louco.

O Leo adora viajar, e já conheceu diferentes lugares do mundo, mas em 2009 ele foi para o lugar mais louco de todos: China, para passar um mês estudando mandarim, convivendo com chineses e conhecendo todos os pontos turísticos de Pequim. Ou Beijing.

Parênteses: Por que passamos a chamar Pequim de Beijing? Nós chamamos "London" de Londres, não? E "New York" de Nova York (ou Iorque!), não? Fecha parênteses.

É a visão da China e do mundo oriental de um estudante brasileiro de 20 e pouquinhos anos, bem aberto a conversar com as pessoas (mesmo se for uma chinesa na fila para ver o corpo embalsamado de Mao perguntando sobre Jackie Chan), bem aberto para experimentar coisas novas (literalmente, de cérebro de cavalo - booooom - a bicho de seda - nojeeeeento), e escrever um diário bem aberto sobre o que está pensando de toda situação e fazendo comparações com a cultura ocidental e nosso modo de pensar. Tudo de uma maneira bem informal e sincera, como emails enviados para amigos devem ser (e foram, literalmente).

Dá vontade de conhecer a China pessoalmente, mas é ótimo ter a visão de uma outra pessoa, que faz jus ao título de turista, fazendo coisas que eu nunca faria (como comer coisas estranhas). (E para relativamente corajosos para ir até lá: há opções de pizza hut e macdonalds a restaurantes brasileiros).

É uma leitura fácil, rápida e divertida. Eu recomendo e faço propaganda: é possível comprar o livro na Saraiva e na Loja Singular.

PS: Hoje é o dia dos parênteses.
PPS: (Hoje.)
PPPS: (Adoro!)

15 de fevereiro de 2011

Cega

Editora Record - Capa Marcelo Martinez
Esse livro é um romance policial, daqueles meio gordos, mas que você lê de uma tacada só. Eu demorei dois dias, aproveitando todo tempo livro possível, porque suspense realmente não dá para esperar muito para saber o final, não é?

O livro começa logo com a dra. Sara Linton descobrindo uma mulher quase morta no banheiro de uma cidadezinha do interior da Georgia. Quase morta é praticamente um eufemismo, porque a narração é bem explícita para contar detalhes fortes sobre o sangue pingando, cortes, machucados e etc. E o fato da tal doutora ser a legista encarregada das autópsias só ajuda nesse aspecto - mais detalhes horripilantes. (Detalhe: a Sara é pediatra, mas faz bico de legista - para não se entendiar só cuidando de inflamação de ouvido). Completando, o ex-marido é o delegado da cidade, aparece uma segunda mulher desaparecida e depois quase morta, a polícia local começa a procurar o serial killer. A história é rápida, passa-se em mais ou menos uma semana, com direito a segredos do passado e desejo de vingança da irmã da tal mulher morta que é investigadora.

O livro fala com muitos detalhes descritivos de violência sexual e física, o que me deixou muito impressionada. Realmente não sou do tipo que "curte" isso (se é que há alguém "são" que goste). Para mim, era quase uma questão de fechar os olhos até passar a cena, se fosse possível. A história é bem articulada, mas achei meio fraca do ponto de vista "CSI", o que é facilmente justificada considerando que são um bando de caipiras do interior procurando um monstro. Com certeza, a Cláu pode criticar melhor esse livro, já que ela gosta de assuntos relacionados a perfis (profiles) de criminosos e companhia ilimitada. A autora Karin Slaughter ainda escreveu outros livros com a mesma médica, na mesma cidadezinha fictícia Grant County - que se existir com tantos crimes assim, ninguém mais vai querer morar lá. Eu considero um entretenimento rápido, para descansar a mente que eu estava precisando.

Só para constar uma curiosidade, o livro cita duas leis interessantes no estado da Geórgia, EUA: uma assistente social é encarregada de ligar todos os anos para as vítimas de abusos sexuais para informá-las da situação do criminoso, se continua preso, se está em condicional, onde mora e tal. A outra é a da 3a infração: depois da 3a vez que ele for considerado culpado (seja algo grande ou pequeno), o bandido nunca mais sai da cadeia.

Agradeço a biblioteca FJGAH, localizada em Vinhedo, sempre com uma coleção variada disponível... Você está longe, fér, mas a gente aproveita!

1 de fevereiro de 2011

Depois que você foi embora

Editora Record - Capa Mauritius
Esse livro da Maggie O'Farrell tem muitos dos itens que garantem a minha alegria ao ler um livro: uma história emocionante, personagens cativantes, uma prosa bem feita, tão envolvente que não dá vontade de largar (eu li praticamente em 2 dias).
No começo da história, somos apresentados a Alice, uma mulher jovem, que está incomodada e deprimida, e é atropelada - foi um acidente? Ou ela se jogou na frente do carro? Essa parte da história é entremeada por cenas do passado, de quando ela era criança, da juventude da sua mãe, ou da sua vó. Como uma colcha de retalhos, vamos conhecendo detalhes da vida e da família dela, construindo a identidade de Alice aos poucos, descobrindo sua alma.
Lá pelas tantas, você conhece John, o marido de Alice, mas o que será que aconteceu com ele? Porque eles não estão juntos? E nisso o livro pega o leitor... Ou mais especificamene, a leitora. É um drama mesmo, um romance, e acho que as garotas vão gostar mais do que os garotos, não sei...

Para o momento reflexivo deste post, sobre vocabulário de relacionamento e tradução:

"Alice é minha namorada, diz a si mesmo. Minha nova namorada. As palavras para explicar tipos de relacionamento deixam-no frustrado. Detesta a expressão: "estamos saindo juntos". "Namorada" parece coisa de adolescente, uma palavra inadequada. Como dizer então? "Amante" é um pouco forte para uma linguagem corriqueira, fica parecendo que eles têm alguma coisa a esconder. "Amiga especial", pior ainda! Nenhuma dessas expressões serve, porque o que ele realmente quer dizer para si mesmo e para todos é..."

Provavelmente, o que foi traduzido como "namorada" é o tal do "girlfriend", que literalmente é o "amiga menina", que parece adolescente mesmo, não? "Amante" deve ser o "lover", e "special friend", amiga especial, deve ser uma expressão politicamente correta e não muito íntima para falar para outra pessoa... (Aceito sugestões nessa tradução inversa).
O interessante é que, em português, não acredito que "namorada" seja tão adolescente como "girlfriend" é, então o pensamento do personagem fica um pouco deslocado. Ou não?

Certeza é que vou procurar outros livros dessa autora - esse eu comprei num sebo e já foi emprestado para várias pessoas, como minha mãe e irmã. Quero sabe também a opinião de vocês, família, comentem aí!

7 de dezembro de 2010

O ladrão de cadáveres

Finalmente, FINALMENTE, li Patrícia Melo. Já tinha paquerado os livros policiais dela em livraria, sem coragem de arriscar. Assim, com risco zero, resolvi alugar "O ladrão de cadáveres", um dos últimos livros lançados por ela, brasileira, contemporânea, figurinha rara de encontrar (se vc conhece bons autores brasileiros contemporâneos, me avisa). (Agora o wikipedia me esclarece: ela é casada com o maestro John Neschling, família cultural).
O livro fala sobre um paulista, supervisor de equipe de telemarketing, que muda para Corumbá, depois de uma situação estressante no trabalho. Ele vai levado por um primo, e ali acaba encontrando um cadáver e se envolvendo numa grande confusão, com direito a 2 mulheres, índios, tráfico e etc. Realmente não vou contar detalhes, porque a história é muito boa e fascinante, é melhor ler!
A história se passa agora, com cenários conhecidos por nós, circustâncias como as nossas, até as notícias citadas no meio da trama são referências atuais para nós, brasileiros. Fiquei impressionada, acho que é um dos poucos livros realmente bons que tratam da nossa realidade agora, embora, claro, a história seja ficcional.
A prosa da Patrícia é clara, simples, fluida. Para ler rápido mesmo, em um dia, e não querer soltar do livro só para ver no que vai dar. A riqueza psicológica dos personagens é incrível, mesmo os coadjuvantes tem uma história por trás para dar a eles densidade.
Comparando com o livro anterior que eu li, totalmente diferente! (Ok, eu não sou esquizofrênica - cada tipo de livro para um momento, assim como dá para curtir fast food e restaurante a 100 reais a cabeça.) Recomendo muito e mal posso esperar para ler outros dela!

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PS: Com esse livro, chega ao final meu 1 mês de sócia da Mundilivros. Deu para ler 7 livros e assim testar bem o serviço de aluguel. (E eu só li tudo isso porque dava prioridade máxima para eles, e lia meus livros nos "intervalos", o que me deixa com 3 livros por acabar nesse momento).
O atendimento deles é muito bom, toda vez que eu mandei email recebi a resposta em menos de 1 dia. Dos 7 livros que eu aluguei, apenas um não foi entregue no prazo de 2 dias úteis. (No entanto, 2 vezes eu esqueci de fazer a solicitação no site até às 17h, e isso atrasou um pouco meu fluxo de empréstimos, então realmente precisa de disciplina nesse sentido).
Eu entendi que o serviço é recente, então o site ainda pode ter melhorias - alguns livros estão classificados em categorias nada a ver, e há poucas informações sobre o livro que eles vão efetivamente entregar  (mesmo no histórico, só diz quando foi feita solicitação, e não o livro enviado). Eles pedem para você deixar uma lista de 10 livros com prioridade desejada, mas talvez por uma questão de disponibilidade nem sempre eles entregavam na ordem escolhida. Eu só descobria que livro ia ler quando ia pegar a sacola laranja na portaria.
O catálogo é bem sortido, tem muitos lançamentos e best sellers, então eu procurei privilegiar a leitura desses. Eu paguei 13,50 num voucher daqueles clubes de compra conjunta, mas os 26 reais regulares também valeriam a pena (deu menos de 2 reais por livro, olha a economia, hahahaha!)
Não vou renovar agora porque eu tenho vários livros na fila aqui em casa mesmo para ler, mas com certeza reativo a minha conta no ano que vem.
Ratos de livros, órfãos de biblioteca nessa megalópole, recomendo a vocês!

20 de novembro de 2010

Mais comédias para ler na escola

É o quarto livro do Veríssimo no ano - ainda bem que ele produz bastante para sempre ter algo legal para a gente ler. É uma coletânea de crônicas sem censura, e eu realmente ficaria feliz se as escolas do Brasil a fora estivessem adotando literatura desse nível em seus currículos. Provavelmente teríamos mais leitores do que atualmente...
Em Conversas sobre o tempo, Luis Fernando não considera como literatura os seus livros, é mais algo para entretenimento. Não sou expert, mas sei que existe muita coisa por aí que não é nem literatura e nem entretenimento e ainda faz muita gente ganhar dinheiro (por favor, cada um nesse momento crie seus próprios exemplos). Se literatura é arte, os textos do Veríssimo são literatura sim, humor inteligente, atual e bem escrito.
Aí vale o alerta - se você receber um texto muito piegas escrito por ele por email, por mais que você goste, desconfie. Vale mais beber da fonte - seja no jornal de domingo ou nessas coletâneas. Você vai se surpreender com toda diversão que você vai ter...
Esse é o 2o livro alugado da Mundilivros, vale muito a pena para ler de um dia para o outro.

15 de novembro de 2010

Twenties Girl

Não tem jeito, eu adoro chick lit, livros para garotas fáceis e rápidos de ler. Esse eu até pensei que ia ser meio estranho - afinal é sobre uma garota que vê o fantasma da tia avó, quando ela tinha cerca de 20 anos (sendo que a mulher morreu com 104) - mas é bem bonitinho.
A tal da tia avó que é a "Twenties Girl", algo como a garota dos anos 20, e que está surpresa com o que o mundo se tornou - um monte de gente usando umas calças grosseiras azuis, "uma cor horrorosa". A questão é que a fantasminha está procurando um colar com uma libélula (esse da capa) e quer que sobrinha neta o encontre para que ela seja enterrada, ou melhor, cremada com ele. No meio do caminho, ela quer que outros desejos intermediários também sejam satisfeitos, e ela os pede com bastante teimosia.
E essa é a parte que eu achei muito interessante: por influência da tal tia avó, a garota (com seus quase 30 anos) faz coisas que nunca faria: como chamar um bonitão desconhecido para sair, se vestir com roupas dos anos 20 para ir a uma  festa importante do trabalho, e dançar no meio do bar. Tudo aceito com a prerrogativa: "E daí? eu não conheço essas pessoas que vão ver isso mesmo. Eu não ligo para o que eles vão pensar." Veja bem, ela não estava cometendo crimes, ela só estava fazendo coisas fora das convenções sociais. Para ela, agir diferente, acaba sendo libertador. Nós somos tão oprimidos pela sociedade mesmo? Mais do que pela nossa própria consciência? Ou é isso que chamam de senso comum mesmo?

Recomendo o livro, ele não é nem de perto filosófico assim, hahahahaha, mas eu gosto de histórias que me fazem pensar sobre o comportamento humano... Obrigada, Ju, pelo empréstimo!

27 de outubro de 2010

The Last Song

"A última música" é um livro desses bem açucarados, muito gostosos e rápidos de ler. Ele também é um filme da Miley Cirus que, para variar, eu não assisti. O autor, Nicholas Sparks, é especialista em escrever livros que vão (ou para?) virar filmes: "Um amor para recordar", "Diário da nossa paixão", "Uma carta de amor", "Querido Jonh" entre outros que (ainda) não viraram filmes. Se você já assistiu algum desses, pode imaginar a quantidade de romance que se pode esperar num livro dele.
Essa é a história de Ronnie, que mora com a mãe em Nova York, e aos 17 anos, final do colegial, é levada junto com o irmão caçula para passar as férias de verão com o pai numa cidade litôranea minúscula. Aí o história vai sobre a relação dela com o pai, os problemas de adolescente revoltadinha, o que fazer com a vida, e, claro, chega na paixão com um local, que precisa se provar se "sobe a serra" ou não, como dizem por aqui... Mas como nada vem de graça, tem um fator surpresa no livro muito importante, que eu não vou contar, claro, mas cuidado ao ler em público - ainda bem que eu já estava em casa quando comecei a chorar...
Eu estava com muita vontade de ler livros desse autor, e o meu marido me deu de presente - 9 anos e meio de namoro mês que vem. E eu posso dizer que ao ler o livro, e ver descrito ali um garoto dos sonhos, eu pude ficar feliz porque eu encontrei meu príncipe encantado (3 anos de casamento hoje)... E ele ainda não virou sapo, hahahahaha.
Mas é claro que ninguém é perfeito como os livros-para-garotas querem provar. Não adianta se iludir, pensando que a vida vai ser um conto de fadas, por mais que a gente case com o príncipe, e ele lhe trate como princesa, a vida real dá mais trabalho (pensando na Tati). Mas é muito mais gostosa por isso. É real.
E eu acredito no viver felizes para sempre, Deus está abençoando demais o nosso relacionamento, isso eu posso sentir. Para quem duvida, daqui a uns trocentos anos, eu confirmo para vocês!

9 de outubro de 2010

Last Chance Saloon

Em português, os nomes dos livros da Marian Keyes são bem mais chatos: este, algo como o Salão da última chance, virou um É Agora... ou nunca, o que realmente não é a mesma coisa como pode parecer.
Trata de 3 amigos irlandeses em londres: Katherine, Tara e Fintan, aos 30 anos de idade, cada um enfrentando um desafio particular.
Tara é a desesperada, acha que está ficando velha, não tem mais tempo para arranjar um marido, então se mantém num relacionamento horroroso só para não ficar sozinha ou achar alguém que preste. Dá muita raiva como alguém pode ser tão auto-destrutivo! E eu sei que tem muita gente por aí que é a Tara da vida real. Como diria a Ania, 35 anos é uma idade ótima para se casar! Por que a pressa?
Katherine é a personagem que eu mais gostei. Com um trauma no passado, ela prefere não se envolver com os caras, manter uma aura enigmática, se fazer de durona, que não chora.
Fintan é bem sucedido, bonito, tem um relacionamento estável com um italiano (sim, é gay), até o diagnóstico surpreendente de câncer. Todo mundo acha que ele tem AIDS, é o maior preconceito. O fato de ele ir para o hospital, fazer quimio e tal, deixa as duas outras amigas a pensarem na vida completamente de outra forma.
Eu gosto da Marian porque ela um livro que se aproxima muito da nossa realidade, dá para ver conhecidos em situações parecidas. É realmente a chicklit moderna, vai falar de consumismo, dieta, romance, paixão com gente comum - Katherine é contadora, Tara é programadora (olha! primeira vez que eu vejo um livro com uma mulher que escreve software!). E tudo de maneira muito engraçada. Mas, aviso aos incautos, às vezes lembra bem aqueles romances de banca...
Esse livro quem me emprestou foi a Tati, que é a minha amiga digna de virar personagem desse tipo de livro!

28 de setembro de 2010

O grande abismo

Esse livro do C.S. Lewis é uma ficção - uma historinha sobre o céu e o inferno, e diálogos entre almas perdidas e salvas. Ele é bem cuidadoso ao afirmar que ele não está propondo ou teorizando sobre como vai ser a nossa vida pós-morte, o conto (curto mesmo) é mais uma forma de fazer uma ginástica mental sobre o tema, com base, claro, no cristianismo e na Bíblia.
Ele não vai definir o que é salvação e porque uns estão de um lado e outros de outro, mas a partir dos diálogos é possível deduzir.
Para os espíritos no céu, Deus é o foco, o propósito, fonte do verdadeiro Amor, que satisfaz e alegra completamente. Para os espíritos no inferno, outros detalhes borram a visão.
"Houve homens que se interessaram de tal forma em provar a existência de Deus que acabaram desinteressando-se por completo do próprio Deus... como se o bom Deus nada tivesse a fazer além de existir! Houve alguns tão preocupados em tornar o Cristianismo conhecido que jamais pensaram em Cristo."
 Gostei muito da parte que fala de uma mãe, obsessiva por seu filho que morreu ainda jovem, e que acha que aquilo é amor, e se defende atrás do argumento que instinto maternal é natural, e por consequência, correto.
"Deus queria que seu amor de mãe puramente instintivo pelo filho (as tigresas partilham desse sentimento, você sabe!) se transformasse em algo superior. Queria que você amasse seu filho como Ele compreende o amor. Não é possível amar um semelhante perfeitamente até que se ame a Deus."
C. S. Lewis realmente é um gênio da palavra e do entendimento da palavra de Deus.
" Há dois tipos de pessoas: as que em submissão e amor, dizem a Deus: seja feita a Tua vontade, e aquelas a quem o própio Deus diz: seja feita a sua vontade."

25 de agosto de 2010

O último olimpiano

Finalmente, li o último livro da série Percy Jackson, a qual eu já tinha anunciado nesse post aqui. Ah, como eu adoro livros infanto juvenis! E séries são especiais, porque é mais tempo para você curtir os personagens e uma história (mais tempo relativamente, afinal, cada um deles dessa coleção é sim para ler em 1 dia).

Na definição do meu amigo Lucas, o Percy Jackson é um Harry Potter melhor, porque sai a bruxaria e entra a mitologia grega (e obviamente ele curte os antigos deuses). No início da saga, são muitas as similaridades: o pré-adolescente, depois de ter passado por vários episódios estranhos em sua vida, tem uma revelação de que na verdade é "especial", vai para uma escola (acampamento de férias no caso) com outros especiais, e, para deixar mais emocionante, existe uma profecia sobre o jovem, que trará problemas, mas ele não foge à responsabilidade, e no final, vai ser uma grande lição de moral. Ah, claro, para todas as aventuras, ele terá uma amiga super inteligente e um amigo meio bobo mas fiel.

Viu a fórmula? Ok. Ela funciona, certo, então, paciência.

No caso, Percy Jackson descobre que é um semi-deus, ou herói, filho de Poseidon com uma humana (sua mãe). Sim, porque os deuses gregos continuam existindo, como sempre existiram, acompanhando os centros de poder da civilização por isso que agora o Monte Olimpo fica numa dimensão acima de Nova York. Ele vai para o tal acampamento, conhece outros jovens especiais que vão para lá aprender mais sobre seus poderes, e fica amigo de uma filha de Atena (a garota sabichona) e de um centauro (de bom coração e confuso). Existe uma profecia dada pelo Oráculo de Delfos que uma escolha dele (o herói) vai definir o destino dos deuses antes de ele fazer 16 anos. Mas antes disso acontecer, muita confusão vai rolar, mas bem específicas - uma por ano, uma por livro, como no HP (ele começa a história com 11 anos).

Diferente do Potter, ao invés de acompanharmos a vida dele durante o longo ano escolar (e nas férias não acontecer nada), cada livro cobre um período de uns 7 dias, e no resto do ano não acontece nada. Mas é muita aventura concentrada - tudo acontece muito rápido, muita confusão, lutas, viagens, e etc - realmente mais dinâmico nesse sentido.

Para quem gosta de mitologia grega, obviamente, é um prato cheio. Eu conheço alguma coisa e já achei bem legal. Existem muitas referências a deuses maiores e menores, picuinhas internas e personalidades - o livro explica um pouco sobre a mitologia, mas se você entende, vai aproveitar bem mais. Tem um romancezinho, algum esforço intelectual e estratégico por parte dos personagens (principalmente a filha de Atena) mas as coisas são resolvidas bem mais na "paulada" - acho que esse livro apela mais aos garotos, mas é uma impressão contraditória, porque eu gostei, hehehe.

Claro que eu recomendo a coleção inteira para se divertir mesmo, já avisando que vem mais por aí como prometido pelo autor (mas possivelmente não com os mesmos personagens). Ah, cuidado, pode viciar e tirar algumas horas do seu sono!

29 de julho de 2010

Os relógios

Para distrair, nada como uma leitura leve! Agatha Christie, a rainha do crime!
Nessa história, ocorre um crime estranho - um homem aparece morto na sala de uma mulher cega, descoberto por outra mulher que não era para estar ali - no meio de 4 relógios marcando 4:13 - mais ou menos uma hora adiantados em relação a hora certa da descoberta do cadáver. (Isso leva uma personagem a afirmar: ah, deve ser porque eles são de fora. Uma vez, eu e meu marido fomos visitar Itália e Suiça e lá também é uma hora para frente - adooooooooro o humor da Agatha Christie).
O incrível Hercule Poirot entra na história desafiado a desvendar o crime a distância, só exercitando suas células cinzentas, que de tão desocupadas, estão lendo clássicos literários do crime (e aí a autora mistura autores reais e fictícios como a sua personagem Ariadne).
Esse livro eu comprei no sebo aqui do lado de casa, que tem um nome que eu adoro (Diadorim).

29 de junho de 2010

Miss Marple Omnibus volume 3

Agatha Christie é uma autora fenomenal - escreveu histórias interessantes, intrigantes, leves, na medida para um entretenimento fácil e garantido. E o que é surpreendente: ela escreveu mais de 80 livros! Muito mais do que a maioria dos autores que já existiram, e, na minha opinião, mantendo a qualidade. Assim um dos meus sonhos é realmente ler e ter todos esses livros, porque eles são ótimos de reler também (desde que o intervalo seja adequado, assim, você esquece quem é o assassino e se diverte da mesma maneira tentando descobrir.
Eu comprei esse livro num sebo em paris (numa edição anterior), e ele vem com 4 histórias da Miss Marple, uma senhorinha que mora numa pequena cidade no interior da inglaterra, e se considera uma grande estudiosa do comportamento humano. Com isso, ela desvenda vários mistérios - que pode ser o atraso do leiteiro num dia específico, ou um assassinato. E, claro, para ter a maior graça, ela realmente "encontra sem querer" muitos assassinatos para desvendar ao longo da sua 3a idade (ela sempre é velhinha).
Nesse volume, as quatro histórias são: Nêmesis, Assassinato Adormecido, No Hotel Bertram e Assassinato na casa do Vigário (em traduções livres minhas). Na primeira história, a minha preferida, Miss Marple recebe uma incumbência de um amigo em seu testamento - desvendar um mistério. Não há muitos detalhes, mas ela conclui que o caso é de assassinato (já que eles se tornaram amigos por causa de um outro que desvenderam juntos). Assim, ela precisa descobrir quem é o morto, quem matou e o porquê - e assim trazer justiça e vingança, como Nêmesis, a deusa grega. Simples assim. Só Agatha Christie para fazer uma história dessas...

18 de abril de 2010

Gossip Girl 1, 2, 3 e continua...

Algumas pessoas, principalmente aquelas com contato com garotas adolescentes, já devem ter ouvido falar de Gossip Girl, um seriado americano e uma coleção de livros sobre adolescentes riquíssimos de Nova
York e sua rotina de aula, compras, fofocas, drogas, festas.
Eu já li o volume zero ano passado, aí assisti a primeira temporada, e agora esses três primeiros livros, emprestados da Nani. Minhas impressões:
- os livros são bem fáceis de ler, ou seja, em 1 dia e um pouco de dedicação, eles já eram.
- vários cenários da cidade são mencionados, então se você está familiarizado, é mais interessante;
- muita, mas muita marca de roupa é citada. Se aparece um personagem, você vai saber não só o que eles está vestindo, mas quem assina a bendita peça de roupa. Para mim, uma inutilidade, já que eu mal sei de quem eles estão falando.
- os personagens são (praticamente) os mesmos, mas eles são beeeeeeeeeem diferentes em detalhes importantíssimos.
Acho que isso que acabou me decepcionando mais, porque, a TV deve ter alguma censura implícita com certeza. Para quem conhece: o Nate é um drogado mega bobo, a Serena também é boba, não sabe o que fazer com o sucesso que faz com os homens, e não está nem aí para nada em geral, a mãe da Blair, depois de ser largada pelo marido gay, arranja um cara folgado e brega para casar, e quem tem um irmão mais novo é a Blair e não a Serena, o Dan é um idiota que acha que é Rimbaud. Não que o seriado seja mais profundo ou mais articulado, mas as pessoas são mais "boazinhas", e disso eu gosto, hahahaha.
Bom, tá sem nada para fazer? Quer descansar a cabeça? Pega um desses para ler - é melhor que novela!