23 de outubro de 2019

Não aguento meu emprego

Editora Mundo Cristão

Segue dica de leitura para as férias: "Não aguento meu emprego". Rá.

Ou é melhor ler um pouquinho por dia, sem ser férias, para ser inspirado pelos conselhos dos autores Gary Chapman, Paul White e Harold Myra, conforme o subtítulo: "como viver bem num ambiente de trabalho que faz mal".

Spoiler: às vezes não dá mesmo para viver assim.

Eu gostei muito que o livro é curto, então não vai pesar na agenda de quem está trabalhando demais muito estressado mesmo. (Eu li numa tarde, nas férias). Ele é permeado pela temática cristã, mas os causos contados se aplicam a qualquer comunidade, assim como as sugestões de postura e de mudança. A maior diferença do cristão é que ele pode confiar no Senhor para abrir portas e mostrar saídas, além de ter consciência de um processo de melhoria contínua, tanto interna como das outras pessoas. Essa diferença é o maior privilégio.



20 de outubro de 2019

A Pequena Pianista

Editora Gente - Estúdio Capiama

Jane Hawking escreveu "A teoria de tudo", que eu não li, mas vi o filme. E, nesse caso, fazia todo o sentido, pois ela escrevia sobre o ex-marido, o famoso Stephen Hawking. Acredito que ela tomou gosto pela escrita e resolveu escrever ficção, que é o caso desse A Pequena Pianista.

É um bom livro, de entretenimento, e apresenta algumas questões culturais interessantes, como as escolas e as novas relações culturais no pós guerra, com direito a personagem com depressão internado em hospital psiquiátrico. Há também muito sobre música, como dá para entender a partir do título em português (em inglês, o título é mais poético: Silent Music). O conflito principal é justamente a vontade que a criança tem de tocar piano / aprender música, e a aceitação dos pais desse talento - está presente toda a tensão, embora a profundidade psicológica dos personagens seja rasa.

É um outro mundo em relação ao filme, então vale mais se você tiver interesse em música, e na realidade da Inglaterra no pós guerra (em contexto familiar, não sociológico).



19 de outubro de 2019

The Goldfinch

Editora Little Brown and Company - Capa Keith Hayes 

Eu comecei a ler O Pintassilgo, de Donna Tartt, e os seus capítulos inicias são uma das aberturas mais incríveis que eu já li. Acostumamos a ler livros sobre guerra, mas esse é um dos poucos que eu já li num contexto de ataque terrorista. 

No entanto, esse é um livro longo, muito longo. São mais de 800 páginas, e em certo momento, quando percebo que não dá para torcer mais para o mocinho ficar bem (é muita tragédia e desencontro), deu aquele desânimo, e eu comecei a intercalar com outros livros, e esse se arrastou por meses.

Ele é um ganhador de Pulitzer, o que, na minha opinião, significa que é uma incrível história humana, então, continuei a ler até o final, que foi surpreendentemente bom. 

Fizeram um filme de impressionantes 2h30 (o que quer dizer pouco, pois, como eu disse, são 800 páginas de livro), mas talvez valha mais a pena que ler o original mesmo.

9 de outubro de 2019

The Overdue Life of Amy Byler

Editora Laje Union Publishing - Capa David Drummond

Já li muitos livros do tipo "chicklit" em que a personagem principal está a procura de um marido, mas esse da Kelly Harms apresenta a personagem do título já com dois filhos, depois de uma separação conturbada, tirando férias e se redescobrindo. Temos ainda todos os clichês - a mulher que é mais bonita do que pensa (só precisa de uma arrumada), o sucesso profissional incluído, um homem bonito, gentil e interessado.

O título é algo como "A vida pendente de Amy Byler", ou seja, aí tem outro clichê que a maternidade interrompe a vida da mulher, ou ocupa tanto, que ela não vive mais. Não é que não faça sentido, mas o livro reforça a necessidade de umas "férias espetaculares", que, mesmo com a "culpa materna bombando", vai mudar a vida da mãe.

Ser mulher não é fácil não.

7 de outubro de 2019

O maravilhoso e bom Deus

Editora Vida - Capa Arte Peniel
"O Maravilhoso e bom Deus" é um livro de grupo de estudo, já estruturado para ter uma parte introdutória, tarefa para casa, e perguntas de discussão, mas também é possível lê-lo sozinho, claro. Embora o subtítulo do livro indique o propósito claro do autor James Bryan Smith: "Apaixonando-se pelo Deus que Jesus conhece", assunto que é discutido ao longo dos capítulos, o que eu achei mais interessante foram as "lições de casa", ou práticas devocionais sugeridas, como acalmar-se na presença de Deus, contemplar a criação ou ler o livro inteiro de João em uma semana. Ele realmente faz parecer simples e exequível, e é possível escolher uma ou outra para colocar em prática e incorporar na rotina.


3 de outubro de 2019

Trilha Sonora para os Fins do Tempo

Editora Intrínseca - Capa Elisa Von Randow

É curioso ver um autor norte-americano, Anthony Marra, escrevendo sobre a Rússia / URSS, mas é isso que ocorre - e embora eu não tenha verificado os detalhes históricos, o livro todo é bem verossímil. Em capítulos que são quase contos, o autor passa por um período longo de tempo, e inclui vários personagens que estão mais ou menos relacionados entre si, que nos leva a pensar nas relações humanas e como pequenas decisões ou acontecimentos afetam não só a nossa vida como muitas ao redor, não importa quão insignificante parecemos ser.

Também achei interessante ver uma história numa Rússia mais moderna, já que eu li muita literatura russa do século XIX e, bem, o mundo mudou bastante.

O título estranho: "Trilha Sonora para o Fim dos Tempos" é bem poético e acaba sendo aquele aperto no peito no final do livro, quando já estamos ali, envolvidos com os personagens.