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28 de outubro de 2018

Olive Kitteridge

Editora Simon & Schuster

Olive Kitteridge ganhou o Pulitzer em 2009 e já é uma série da HBO, que eu não assisti, mas adorei o livro. São vários contos que circulam em torno de um longo período de tempo, cada um focando em uma pessoa dessa cidadezinha no interior dos Estados Unidos, mas principalmente a personagem título.

Uma amiga não gostou desse livro, achou chato mesmo, mas ele focar o cotidiano, o trivial, personagens mais velhos - nada de muita ação ou grandes romances por aqui, faça dessa obra de Elizabeth Strout pouco atrativa.

No entanto, eu amei os dramas humanos, principalmente os ligados ao envelhecimento. De certa forma, já me sinto na 2a metade da vida, e esse livro me fez pensar muito sobre o que eu espero que aconteça no futuro. Sinto que, às vezes, os nossos planos de adolescência se resumem a se formar numa profissão, casar, ter filhos (esses grandes eventos) e pouco pensamos sobre o que vai ser o dia a dia depois dessas metas serem concluídas.

Reitero como é muito satisfatório ler livros bons, e o Pulitzer tem se mostrado um selo muito bom de qualidade.




1 de março de 2018

The Hours

Editora Picador USA

Além de ter ganhado um Pulitzer, "As Horas" foi adaptado para um filme de sucesso com Meryl Streep, Nicole Kidman e Juliane Moore. Eu não lembro de ter assistido o filme, então fui me surpreendendo com a história, de um dia na vida dessas 3 mulheres em momentos de vida e épocas tão diferentes, mas tão naturalmente similares.

Michael Cunnigham realmente me surpreendeu pela sensibilidade de apresentar um fluxo de pensamento tão coerente para pessoas do sexo oposto. Eu sei que é isso que os bons escritores fazem: se multiplicam em diversos personagens, mas isso é feito com maestria nessa obra.

Parece ser um dia comum para as três, mas enquanto a superfície é calma e rotineira, por dentro, borbulham inquietações, dúvidas e crises. Com relação a Virgínia Wolf, sabemos o que irá acontecer por ser um fato histórico (mas que ocorre no futuro do tempo do livro), mas para as outras duas, vamos acompanhando passo a passo como vai se desenrolar.

A história começa mais devagar - porque é uma apreciação dessa superfície inócua, mas a medida que os eventos aceleram - na verdade, a medida que as conhecemos melhor (o que inclui lembranças, conversas, reflexões), o livro vai se tornando muito mais interessante e é difícil parar até chegar ao fim.



23 de outubro de 2017

On the Road

Editora L&PM Pocket - Capa Marcello Lima

"É um clássico", eles disseram. "Marcou uma geração", eles disseram. "O filme é bom", eles disseram. (Está na lista da BBC, eu disse).

Aí eu fui ler "On the Road", ou Pé na Estrada, de Jack Kerouac. Eu li tudo. Até o final. Cada alucinação. Cada loucura. Só para escrever que eu não gostei, não é o meu tipo de livro.

Contado em primeira pessoa, um cara que quer ser escritor viaja pelo interior dos Estados Unidos com os amigos, de um lado para o outro, com pouco dinheiro, mudando de garotas, se aproveitando da solidariedade alheia. Bebendo e se drogando e criando filosofias muito loucas. Fazendo filho por aí (estamos falando do começo da década de 50), sem se importar muito com isso. Amando muito, amando desesperadamente, amando loucamente cada mulher, sem saber o que  é amor mesmo.

Sim, sou careta.

Não vi o filme, mas já aviso você que pelo que eu fiquei sabendo ele é um resumo polido do livro. São várias viagens da costa oeste para a costa leste. Ida e volta. Vários carros diferentes. Vários romances diferentes ( começa com uma, surge outra, volta para uma, aí vem uma terceira, volta para a segunda, lembra da primeira, aí aparece a quinta e por aí vai...)

Eu realmente não curti - e acho que se você gostou do filme, fica com ele mesmo. 



1 de agosto de 2017

Intérprete de Males

Editora Globo - Capa Adriana Bertolla

O livro "Intérprete de Males" de Jhumpa Lahiri, é um livro incrível de contos disponível no Kindle Unlimited (nem só de bast seller e literatura de banca vive esse programa, ufa) e ganhou o prêmio Pulitzer de 2000.

Com esse nome diferente, estranha-se um pouco ela ter ganhado um prêmio para autores dos Estados Unidos - mas estamos falando do país onde os sonhos se tornam realidade: a família dela emigrou da Índia para o Reino Unido, ela nasceu em Londres e com dois anos eles mudaram para lá, e ela se considera americana, afinal viveu praticamente toda sua vida lá.

O livro, no entanto, reflete essa pluralidade cultural, as histórias são sobre indianos - na Índia, na América - uma comunidade diferente, interessante não tão presente aqui no Brasil (como outros imigrantes, por exemplo, europeus e japoneses). Embora as histórias sejam bem corriqueiras (referem-se a pessoas comuns), há um pouco de pano de fundo histórico aqui e acolá, o que é uma ótima oportunidade para aprender sobre a história desse país do outro lado do mundo. 

Em cada conto, transborda-se humanidade. Relacionamentos amorosos, amizades, paternidade, religião, imigração, sanidade estão ali trazendo uma riqueza para a história graças ao olhar cuidadoso da Lahiri. É de se encantar.

12 de julho de 2016

A probabilidade estatística do amor à primeira vista

Editora Galera - Capa Izabel Barreto

Ok, eu tenho uma queda por livros com títulos nerds como "A probabilidade estatística do amor à primeira vista" de Jennifer E. Smith. Fora o mega título (em tamanho, vai, sei que não é uma genialidade), o livro não é algo marcante, faz algumas semanas que eu li e lembro só de algumas coisas da trama (sim, o blog está meio atrasado).

O mote é garota vai viajar dos Estados Unidos para Inglaterra para o casamento do pai ainda cheia de mágoa do divórcio da sua mãe, mas se atrasa, perde o voo, e encontra o amor da sua vida. É romance adolescente, nada profundo, para se distrair e esquecer.

13 de abril de 2016

Toda luz que não podemos ver

Editora Intrínseca
É fácil criar expectativas a partir de um título tão poético: "Toda luz que não podemos ver". Melhor ainda é descobrir lá pelo meio do livro que é uma alusão ao espectro não visível da luz - física pura. Anthony Doerr faz um livro assim: poético com um toque de tecnologia - no caso, o rádio.

A maior parte da história se passa durante a segunda guerra mundial, e embora eu concorde que esse tema já tenha sido bem explorado, eu gostei da abordagem do autor: tem um pouco de Alemanha, um pouquinho da fuga de Paris frente a Ocupação, e a convivência forçada com o Eixo numa cidadezinha litorânea, Saint Malo.

Além disso, temos duas personagens muito carismáticas - Werner Pfennig, um garoto pobre alemão que se mostra um técnico de rádios incrível e por isso tem as portas abertas para uma carreira promissora - no caso, no exército alemão, e Marie-Laure LeBlanc, uma garota cega que é filha do chaveiro do museu do Louvre, e que foge com o pai para Saint-Malo. É claro que as histórias estão entrelaçadas, mas o como eu vou deixar você descobrir. 

É um livro mais leve do que se pode esperar (considerando que estamos falando da Europa em guerra), e ficção descarada (até com um elemento fantástico), mas com uma visão diferente do evento histórico de quem está acostumando a ler sobre os judeus, os campos de concentração e o front de batalha. Daria um belo filme!

19 de fevereiro de 2016

Garota Exemplar

Editora Intrínseca

Considerei, adiei, relutei, decidi aguardar o filme, desencanei, e então, finalmente, peguei para ler Garota Exemplar. O livro é daqueles que não dá para parar de ler mesmo. Narrado do ponto de vista do marido - a partir do desaparecimento - e da esposa, num diário de anos anteriores, você vai se envolvendo com a história, os personagens, ora acreditando numa coisa, ora em outra, até perceber que o esquema é desconfiar de tudo e de todos até revelações melhores.

Gillian Flynn realmente criou uma personagem incrível - a Garota Exemplar, ou a garota que foi (Gone Girl, em inglês) - Amy. Já o marido, sei lá - uma hora parece normal, na outra idiota, na outra espertinho. 

Dá vontade de conversar sobre esse livro com alguém, discutir, xingar as pessoas, e pensar em finais alternativos - eu particularmente não gostei muito do final real. No entanto, é difícil de não dar spoiler - então, minha dica é: leia junto com algum amigo / amiga! 

(E eu acho que não vou ver o filme. Eu já li o livro visualizando Ben Affleck e Rosamund Pike, está bom, né?) 

2 de dezembro de 2015

A garota no trem

Editora Record

"A Garota no trem", de Paula Hawkins, é o sucesso editorial de 2015, com milhões de livros vendidos ao redor do mundo e uma adaptação cinematográfica engatilhada. A história do livro é realmente boa. A forma de narrar também. Mas é um livro pesado. Não no tamanho (demorei umas 4 horas para ler), mas no conteúdo, ele é quase um soco no estômago.

A classificação do livro é mistério, e vai por aí mesmo. Uma mulher morre, e nós vamos precisar conhece-la melhor antes de entender seu trágico desfecho. A garota no trem é a personagem principal, que fica intrigada e interessada na mulher que é assassinada.Tem também a vizinha, que começa pequena e vai se destacando. Megan, Rachel e Anna. 

Há personagens masculinos importantes, mas a trama é contada em capítulos alternados da visão dessas mulheres. São 3 perspectivas diferentes (e temporalmente não sincronizado - a história da Megan começa bem antes), e a cada página, vamos conhecendo melhor cada uma delas. Sofrendo junto. Temendo junto. Torcendo junto.

O subtítulo da edição é: "Você não sabe quem ela é, mas ela conhece você", contudo posso dizer que o livro todo é sobre o quanto você pode não conhecer alguém... 


29 de novembro de 2015

The Name of the Wind e The Wise Man's Fear

Editora DAW Books - Capas por G-Force Design

Uma grande amiga indicou os livros do Patrick Rothfuss como um "Harry Potter" para adultos. Como somos órfãs do bruxinho (por mais releituras que possamos fazer), resolvemos encarar os livros: "The name of the wind" e "The Wise Man's Fear". E aí está o primeiro ponto de atenção - a trilogia ainda não está completa e o autor não dá nem previsão de quando irá lançar o próximo tijolinho. Sim, cá estamos presas no meio de uma série assim como "Guerra dos Tronos". Não gostamos disso definitivamente, mas já tínhamos começado a ler a série quando descobrimos isso.

O personagem principal Kvothe é um bruxo prodígio e precoce (assim como Harry Potter), que resolve contar a história da sua vida para um "historiador", que viaja pelo mundo recolhendo histórias e as reconta. Ele é realmente um gênio, mas vive como um dono de estalagem, simples e simplório, embora tenha algo como um aprendiz, que sabe quem ele é realmente. O ponto é, claro, como um mágico de alto potencial não está usando seus talentos e conhecimentos para ajudar a si mesmo e talvez até o mundo (que está passando por uma grande ameaça de forças desconhecidas / negras). 

Eu particularmente não gostei muito do primeiro livro - achei o Kvothe um chato metido. Se você não simpatiza com o personagem principal, fica difícil se envolver na história. No segundo livro, um pouco mais maduro, ele realmente fica menos metido, e demonstra melhor suas fraquezas. Então, estou ansiando pelo terceiro para ver como tudo se resolve, e não só como o bruxo chega a dono de estalagem, mas como vai ser sua redenção - porque estou torcendo pelo seu sucesso, e a vitória do bem contra o mal, e a mocinha ficar com o mocinho.

Não substitui o HP no meu coração (nem chega perto), mas vale como um novo mundo de fantasia para se entreter. 



24 de setembro de 2015

O Complexo de Portnoy

Editora Companhia das Letras - Capa Jeff Fisher

Em "O Complexo de Portnoy", Philip Roth nos leva para a sessão de terapia de Alexander, um jovem advogado judeu que vai contando sobre sua vida desde a infância. Ele é irônico e direto, sem desviar de assuntos pouco nobres - como a constipação constante do pai - ou íntimos, como sua vida sexual presente (o que é natura se ele está num divã). No entanto, o assunto que mais impressiona é o tanto que ele fala de masturbação - e esse deve ser o complexo do título mesmo. É possível citar muitos livros e filmes em que figuram ou se insinuam cenas de sexo, mas poucos falam de masturbação, ainda mais na vida adulta - no adolescente é algo mais comum. Portnoy, no livro, é completamente obcecado pelo assunto, e é de se espantar como ele extravasa isso em qualquer lugar. O livro não é vulgar, e até por isso deve ter se tornado bestseller e pode ser considerado um clássico, mas eu fiquei espantada com algumas cenas.

Além disso, é o tempo todo ele falando, então nós nos sentimos o terapeuta, tentando analisar o que é dito para quem sabe responder a suas angústias presentes... ou quem sabe esse é o meu lado engenheiro que gosta de resolver tudo. :)

26 de maio de 2014

Confie em mim

Editora sextante - Capa Raul Fernandes

Harlan Coben é um autor popular no trem (é um bom indicativo do que "as massas" estão lendo - geralmente, Bíblia, livros espíritas, e outras cositas más - da fase Harry Potter, a fase Crepúsculo, e Tons de Cinza). Assim, eu fiquei curiosa de ler algo do autor, pelo menos para conhecer, não é? A minha estratégia para dúvidas literárias populares  é sempre assim: pegar emprestado quando possível - e eu consegui depois de muito tempo "Confie em mim" com meu cunhado.

A história tem um preceito interessante: há um limite para o que os pais podem fazer para saber sobre a vida dos filhos? Ou há um limite do que eles podem fazer para controlar ou direcionar os filhos? Na história, o casal principal coloca um software espião para ler tudo o que o filho adolescente faz no seu computador pessoal. Verdade seja dita, eles se sentem incomodados ao terem acesso a tanta informação, mas continuam espionando com a melhor das intenções. 

O problema é que há várias tramas se cruzando e uma delas é MUITO violenta. Foi tanta violência explícita e gratuita (realmente não acho que agregou ao livro, poderia ter algo mais insinuado do que descrito), que eu realmente considerei parar de ler. (Continuei porque meu cunhado garantiu que o pior já tinha passado, ufa). Li inteiro, achei interessante todo desenrolar, mas realmente não pretendo er outro livro do mesmo autor, a menos que muito bem recomendado (e sem tanta violência). 





14 de maio de 2014

Sh*t my dad says

Editora Harper Collins - Capa Milan Bozic

Uns anos atrás, um twitter fez muito sucesso: "Sh*t my dad says", e o filho do tal cara, jornalista, aproveitou para lançar um livro com o mesmo título, que aqui no Brasil virou: "Meu pai fala cada m*rda". Eu coloquei esse livro na wishlist faz bastante tempo, porque fico curiosa com essas pessoas assim, super sinceras, e só li recentemente.

Justin Halpern voltou a morar com os pais perto dos 30 anos, quando estava sem namorada, sem casa, e com pouca renda - então o livro contempla essa sua fase da vida, mas é basicamente memórias da sua adolescência, quando o pai deu lições de vida valiosas e engraçadas por serem tão diretas. É claro que o pai é um cara legal, e o final do livro é desnecessariamente meloso, mas sendo curto, é um entretenimento leve.

Fizeram uma série com esse nome, retratando esse período da vida do Justin Halpern com seu pai, e sim, a recente série "Surviving Jack" é baseada nos mesmos personagens, só que agora na década de 90, com o filho ainda adolescente.  

10 de maio de 2014

The four loves

Editora First Mariner Books

C. S. Lewis é um autor fantástico que sabe explicar conceitos cristãos como ninguém. Em "Os Quatro Amores", ele distingue quatro tipos desse sentimento que é de uso tão geral, que por vezes se banaliza. Os conceitos que ele apresenta são: Afeição, Amizade, Eros e Caridade, explicando como é o lado positivo e quando eles podem se tornar danosos.

Eu fui impactada bastante por esse livro, principalmente pelo capítulo da Amizade, que realmente foge um pouco do conceito atual, em era de rede social, principalmente. Nele também, há um ponto super polêmico sobre o fato de que homens e mulheres não podem ser amigos porque não tem assuntos em comum. Que se uma mulher está num grupo de homens, eles não conseguem conversar sobre política e filosofia, ou qualquer um desses assuntos sérios, porque ela não acompanha, e vai trazer a discussão para assuntos mais mundanos, como moda ou crianças.

De primeira, é fácil ficar ofendida. Aí você se lembra que esse livro é de mais de 50 anos atrás, então o autor estava simplesmente observando o seu ambiente (ele era professor de faculdade em Oxford, Inglaterra). Então, você pensa que o mundo mudou, as mulheres estão no mercado de trabalho, e as conversas num grupo misto podem conter um alto nível intelectual, e serem sobre "ideias" e não sobre "pessoas", como dizem por aí... Ou nem sempre. (E nem por culpa de um dos lados).

2 de maio de 2014

13 reasons why

Editora Penguin
Depois de eu ler "A Culpa é das Estrelas", a Amazon me sugeriu "Os 13 porquês", na mesma temática drama na adolescência. Nesse livro, Clay recebe um pacote com fitas cassetes de um destinatário desconhecido e ao começar a ouvir percebe que é a última mensagem de Hannah Baker antes de se suicidar - em cada lado de uma fita, uma pequena história envolvendo a lista de pessoas que vai receber as fitas, com a sua "culpa no cartório".

Eu realmente fiquei interessada na sinopse - vamos ouvindo a Hannah contar sua vida, com alguns comentários de Clay, que não está entendendo nada porque está relacionado a morte de Hannah, por quem ele era apaixonado. Mas eu não gostei do livro. Primeiro, porque não simpatizei com a Hannah - ela traça sua própria rota de auto-destruição, embora, claro, tenha sido mesmo uma vítima em algumas situações. Segundo, estou muito longe do universo que se passa o livro - o high school americano - tempo e culturalmente. Não reconheci as situações, e, talvez, esteja realmente ficando velha para histórias adolescentes que não sejam realmente boas.

Parece que vão fazer o filme... mas é esperar para ver (ou não).


18 de abril de 2014

Crianças de 1 a 3 anos - Manual do Proprietário

Editora Gente - Capa Marcelo S. Almeida
Como feliz proprietária de uma criança de 1 ano e engenheira, gostei muito do fato de Brett R. Kuhn e José Borgenicht escreverem o livro "Crianças de 1 a 3 anos: manual do proprietário, Instruções e conselhos para solução de problemas e manutenção permanente". É claro que se brinca ao referir a criança como "modelo", mas o interessante mesmo é que o livro não supõe nenhum conhecimento prévio, e explica tudo de maneira clara e objetiva. Por exemplo, quando fala em como ensinar o seu modelo a se vestir sozinho, o livro apresenta um método para isso, que inclui desenhos!

Eu também gostei da parte da disciplina, em que ele dá alternativas para comportamento do tipo A (morder, atirar comida) e do tipo B (acesso de raiva e choradeira), ou estratégias específicas de "como ensinar a reação correta ao não", como ensinar a dizer 'por favor' e 'obrigado'" ou "como ensinar a esperar" (que realmente parecem adestramento, mas deve funcionar, o futuro dirá).

7 de abril de 2014

The fault in our stars

Editora Dutton Children's

Finalmente li meu primeiro livro do Jonh Green, e percebi que não será o último. Gostei do estilo do autor, com várias frases bonitas, que dá vontade de grifar (não cheguei ao ponto de querer tatuar, como eu vi pela internet - rs).

A culpa é das estrelas (em inglês, achei melhor: The fault in our stars) é um livro daqueles que pega pesado: é a história de amor de dois adolescentes com câncer. E não parece piegas ou uma chantagem emocional, é sensível e delicado. 

O autor afirma se tratar de ficção, mas parece realmente que foi inspirado numa garota que existiu de verdade - não me interessei em saber mais sobre ela, porque eu gostei muito do livro e isso me basta. Não sei se o filme, que estreia esse ano vai conseguir corresponder ao livro, já que, como eu disse, há citações tão boas que valem a leitura.

22 de fevereiro de 2014

Inferno

Capa Michael J. Windsor - Editora Random House

Eu adorei o último livro do Dan Brown, Inferno. Finalmente, um livro tão bom quanto o Código DaVinci. São diversas referências culturais a partir da cidade italiana Florença e a obra de Dante Alighieri, Divina Comédia. Eu visitei Florença em 2012 e não gostei muito da cidade, mas depois de ler sobre os personagens passeando por ela, as referências culturais e literárias, eu já a estou vendo com outros olhos.

Há também uma discussão interessante sobre superpopulação e as implicações ecológicas para o planeta e o próprio futuro da espécie humana. Tem algo de ciência nisso, mas muito relacionado a moral - e além de deixar a história muito emocionante, realmente me fez pensar sobre esse assunto.

Eu acho que tem potencial de ser um filme ótimo também, com o galã Robert Langdon, e uma mocinha bonita e esperta, Sienna. O começo da história já é bem inusitado - com o Langdon no meio de uma enrascada, mas com amnésia por causa de um ferimento na cabeça que apagou os últimos 2 dias de sua vida - então somos nós e ele tentando entender melhor o que está acontecendo (como ele veio dos Estados Unidos para a Itália, e por que ele está sendo perseguido).

Recomendo para quem quer uma leitura divertida e para quem pretende visitar Florença qualquer dia desses (mais legal que ler guia, com certeza).

2 de fevereiro de 2014

Coleção Completa Mágico de Oz

Editora Bedford Park Books

Finalmente acabei de ler os dois últimos livros da Coleção Completa do Mágico de Oz, por L. Frank Baum. Se bem que "ler" não é a palavra certa, porque eu "ouvi" boa parte dos dois últimos livros, usando o recurso do "Text-to-speech" do Kindle. Por ser um leitor automático, não tem entonação, e é preciso ficar bem esperta para perceber quando uma frase emenda na outra (são pausas bem curtas). Não é o ideal, mas pelo menos eu uso bem o meu tempo parada no trânsito. :)

O que vale a pena comentar sobre o conjunto completo da obra é a importância das mulheres na história. Embora chame-se O Mágico de Oz, ele depois cede o poder para Ozma, a verdadeira regente da terra de Oz, que também é uma fada muito poderosa. A principal feiticeira é Glinda, que ensina o Mágico de Oz a fazer mágicas de verdade. Dorothy, é claro, torna-se princesa do reino e muito querida e respeitada. Há também alguns garotas que vão para a terra de Oz, e mesmo em algumas historietas, temos muitas líderes femininas - seja para o mal ou para o bem. Girl power! Intencional ou não, é realmente interessante ver uma história tão pouco machista de mais de 100 anos. 

30 de dezembro de 2013

Coleção (quase) Completa do Mágico de Oz

Editora Bedford Park Books

E quando vocês menos esperam, eu apareço para contar sobre os últimos 12 livros do ano: A Coleção (quase) Completa do Mágico de Oz. (As minhas prioridades de tempo livre são a Anna e dormir, então 2 livros ficaram para o ano que vem.) 

Aqui no Brasil, esses livros não são muito conhecidos, (aliás, quem sabia que o filme Mágico de Oz foi baseado num livro?), mas Dorothy, o Mágico de Oz, o Espantalho, o Homem de Lata, o Leão, Ozma, Glinda e muitos outros personagens desse reino encantado povoaram a infância de muitas crianças americanas. L. Frank Baum escreveu 14 livros sempre agradecendo a crianças de todas as idades que escreviam cartas perguntando sobre o reino de Oz, seus habitantes e como fazer para chegar lá.

Escritas no começo do século XIX, as histórias parecem "Faz de Conta" de criança mesmo: cheias de situações que parecem insolúveis e aí aparece um ser que voa para tira-los da enrascada, ou o inimigo fica cansado de brigar, ou uma mágica resolve a situação. Histórias inocentes, onde o mal e o bem estão bem definidos, há mensagens morais claras e o bem sempre vence. 

No entanto, meu personagem favorito foi Rinkitink, um rei muito irônico e folgado que fugiu dos seus súditos na história que se passa quase completamente fora do reino de Oz, "Rinkitink em Oz". Ele tem uma cabra super mal humorada, e ótimos diálogos se passam entre eles (porque, sim, todos os animais falam).

Eu estou lendo em inglês (sim, pretendo acabar), e a coleção completa é super barata no Kindle (menos de 1 dólar). Para finalizar, algumas citações:

"Quanto mais alguém sabe, mais sortudo ele é, porque conhecimento é o maior presente na vida."

"Conselho não custa nada - a menos que você siga-o."

"Esse é a maneira de ter ideias [para se salvar de alguma situação]: nunca deixe nenhuma circunstância adversa desencoraja-lo, mas acredite que existe uma forma de sair de toda situação difícil, que pode ser descoberta por um raciocínio cuidadoso."

"Pensamentos devem ser contidos da mesma maneira que o seu óleo [para o Homem de Lata], e somente aplicado quando necessário e para um bom propósito. Se usado cautelosamente, pensamentos são uma boa coisa para se ter."




17 de dezembro de 2013

O Grande Gatsby

Editora Companhia das Letras - Capa Raul Loureiro e Cláudia Warrak
Quando eu era adolescente, eu li uma versão adaptada do livro "O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald, e tudo o que eu lembrava era que se tratava de pessoas ricas de Nova York, na década de 1920, e o livro era meio chato. Nada como ler o original, quando se está mais madura!

Primeiro, se trata de uma história de amor - e isso sempre me atrai. Segundo, é um retrato da sociedade norte-americana da época muito bem feito. O autor mostra a sedução do dinheiro e do status, e brinca com o jogo de aparências de tal forma, que alguns personagens parecem artificiais, forçados, tamanha a superficialidade que eles vivem. 

O livro é relativamente curto e bem fácil - fiquei com vontade de assistir o filme, porque não deve ter sido difícil adapta-lo para o cinema.