11 de janeiro de 2020

Ironweed

Editora Simon & Schuster

Ironweed, de William Kennedy, é um livro ganhador de Pulitzer, mas não é um livro que me ganhou. Contando a história de um morador de rua, que rememora os eventos principais da sua vida, ao mesmo que passa por uma crise ao ter a melhor amiga doente. É um panorama dessa sociedade que não me é familiar, de um outro país, de uma outra época, e realmente não me conectei aos personagens. 

Como curiosidade, a adaptação a filme foi feita sob direção do Hector Babenco, e os dois atores principais foram indicados ao Oscar: Jack Nicholson and Meryl Streep.



4 de janeiro de 2020

Amigos e Amantes

Editora Vida Nova - Capa 

A proposta da Série Cruciforme é apresentar livros simples sobre temas relevantes para a vida prática do cristão, e com esse livro de Joel R. Beeke, eles acertam em cheio. "Amigos e Amantes" tem pouco mais de 100 páginas, texto fácil com dicas práticas e pertinentes, sem delongas.

Como o próprio autor fala, é fácil ver livros sobre relacionamentos amorosos falando de amor, sexo, finanças, resolução de conflitos, etc, mas não tanto sobre amizade. Geralmente um namoro começa com a amizade, mas parece que isso "tem que acabar" quando se é "promovido a cônjuge". Não são mais amigos, são casados. Acredito que a lembrança de que amizade importa e sempre importará é muito válida.

Recomendo o livro para homens e mulheres casados - é realmente rápido de ler e com dicas práticas, embasando o subtítulo: "como cultivar a amizade e a intimidade no relacionamento".

31 de dezembro de 2019

Top 2019

Ficção

Watership Down - Richard Adams

Obra Completa - Raduan Nassar

Americanah - Chimamanda Ngozi Adichie

I know why the caged bird sing - Maya Angelou

Ratos e Homens - John Steinbeck

Circe - Madeline Miller

The Hand that first held mine - Maggie O´Farrell

Gilead - Marilynne Robinson


Não ficção

Garra: O poder da paixão e da perseverança - Angela Duckworth

A Bíblia - A Mensagem - Eugene H. Peterson

A Jane Austen Education - William Deresiwwicz

As coisa da Terra - Joe Rigney


Estatística

Em 2019, consegui atingir minha meta de 1 livro por semana, e ultrapassa-la. Não assisto tantas séries e filmes, é verdade, mas dei vazão para meus livros, inclusive lendo alguns físicos que estavam na pilha há tempos, sendo protelados pelos digitais que eu acho bem mais fáceis de ler na minha rotina.

Em números:

- 57 livros lidos
- 19812 páginas (em média, são 54 páginas por dia, e livros de 348 páginas)
- 41 livros digitais (dispositivo kindle e aplicativo no celular)
- 8 livros brasileiros
- 33 dos EUA, 10 da Inglaterra, 1 Nigéria, 1 Escócia, 1 Irlanda, 1 Romênia, 1 Índia, 1 Venezuela (sempre considero o lugar que o autor nasceu)
- 33 livros lidos no idioma original (português e inglês)
- 33 livros em português, 24 livros em inglês
- 35 livros escritos por mulheres (não acho difícil mesmo ler autoras, leio várias sem fazer uma busca intencional por elas)
- 44 livros do presente século (muitos livros recentes mesmo, a literatura continua!)

Em gráfico:


Esse é o 10o ano desse blog, 10o ano de estatística e a minha média anual de leituras são 60 livros por ano, puxado pelo começo da década sem filhos... Por enquanto, a minha meta vai continuar sendo 52 livros por ano, mas acredito que vai dar para aumentar essa meta na próxima década.

Com relação a metas, eu não li tantos livros das listas, mas acho bom para ter sempre livros de qualidade como referência. Por isso, estou incluindo também os ganhadores dos prêmios Oceanos (literatura em língua portuguesa) e do Jabuti - ficção, para ler mais autores em português e brasileiros.



30 de dezembro de 2019

Be Frank with me

Editora Corvus

Esse livro eu escolhi pelo título: Be Frank with me, um trocadilho com o nome do personagem principal, Frank, uma criança excêntrica, filho de uma escritora excêntrica. Acho ótimo histórias que trazem um pouco do absurdo (verossímeis ou não) para um pouco mais perto de nós.

Esse livro foi escrito pela Julia Claiborne Johnson e não foi publicado no Brasil, só em Portugal com o título: "Quem não sonha voar, Alice?". É um livro fácil e com a quantidade de certa de eventos e revira-voltas para não ficar maçante e nem tão exagerado.

Há um "problema principal" que é resolvido de maneira bem criativa, e outros probleminhas com indicação de solução, mas eu fiquei incomodada com a falta de solução para o Frank especificamente. Por sua excentricidade, com características de autismo de alto desempenho, ele não se encaixa na escola, e lá pelas tantas é dito que ele já passou por várias escolas e foi convidado a se retirar. Eu acho esse assunto triste e complexo e fiquei um pouco decepcionada do livro não aborda-lo melhor - com uma indicação de solução que seja. Claro que Frank não é um menino real que precisa ser integrado e ter um cuidado específico, mas acredito que seria uma maneira de atingir pessoas que possam ter conhecidos, familiares ou amigos, nessa situação.


27 de dezembro de 2019

Noite em Caracas

Editora Intríseca - Capa Lola Vaz

Karina Sainz Borgo é venezuelana, radicada na Espanha, e escreveu um livro em primeira pessoa sobre uma venezuelana que quer sair do país. Impossível não cogitar o tanto do que ela escreve em "Noite em Caracas" é verdade, mas logo no final do livro é declarado que se trata de uma "história de ficção. Alguns episódios e personagens do romance são inspirados em fatos reais, mas não atendem à exigência dos eventos. Desprendem-se da realidade om uma vocação literária, não de testemunho."

De qualquer forma, não dá para não ficar impressionada com essa história que se passa num país tão próximo, a tanto tempo numa "ditadura de esquerda", com relatos de miséria, violência, anarquia impressionantes. É uma história forte sobre uma pessoa levada a um extremo por situações extremas, e justamente por não se apegar a realidade, a história fica melhor ainda. Vale a leitura.

26 de dezembro de 2019

Gilead

Editora Virago / Picador

Depois que eu acabei de ler esse livro, que eu achei incrível, fui pesquisar sobre ele no google, e algumas informações chamam a atenção. "Gilead", além de ser ganhador do prêmio pulitzer, é um dos livros favoritos de Barack Obama (que até entrevistou a autora), e é considerado o segundo livro dos 100 melhores deste século pelo The Guardian.

John Ames, um idoso já doente, escreve um relato de suas memórias e do seu dia a dia para o filho, que ele não espera ver adulto (a criança tem 7 anos na história). Ele é um pastor de uma cidade pequena dos Estados Unidos, na década de 1950, e há reflexões sobre a vida, a morte, família, amizades, religião e cristianismo. É incrível como a autora Marilynne Robinson consegue passar por tantos assuntos espinhosos de maneira tão serena e sensata.

Eu estou gostando muito de ler livros com personagens mais velhos, e acho que isso é um reflexo do fato de eu já estar na minha segunda metade da vida, praticamente. É possível apreciar mais a sabedoria e a experiência de quem já viveu muito, e como isso pode ser libertador.