12 de setembro de 2018

O mito da mãe perfeita

Editora vida Melhor - Capa Rafael Brum

Ao ler o título desse livro: "O mito da mãe perfeita", você pode pensar assim: "sim! eu sempre soube que se trata de um mito! não dá mesmo para fazer tudo!" e passar adiante, mas você pode ler o livro - que é fácil e rápido - e aquecer o seu coração ao ver histórias de outras mães, que pregam o "não julgamento", o apoio mútuo e uma forma mais leve de maternar.

Karen Ehman e Ruth Schwenk apresentam "Dez coisas sobre a maternidade das quais você precisa desapegar", e algumas você já pode ter desapegado, outras estão mais arraigadas ou você está trabalhando com elas na etapa de "negação", mas eu tenho certeza que vão ressoar fundo na sua vida e levá-la a pensar diferente. Elas não escrevem para um tipo de mãe (que trabalha fora / que fica em casa / nova / mais velha / com filho único / com muitos filhos / casada / solteira), mas para todas as mães que estão buscando ser a melhor (perfeita, pronto, eu disse) mãe para seus filhos (-as, -o, -a).

As autoras são cristãs e falam de Deus na criação dos filhos. Confesso que é um pouco mais fácil ser mãe quando você sabe que não é superpoderosa, mas tem alguém superpoderoso cuidando deles pessoalmente - e é essa perspectiva que elas apresentam ao longo do livro. Mas também há menção há estudos científicos e experiências de vida delas, de amigos e conhecidos. 

Elas tem blog ativo na internet, e especialmente o da Ruth Schwenk tem sido fonte de inspiração, alento e consolo para mim recentemente: www.bettermom.com, dá para programar para receber os textos em inglês diretamente no seu e-mail.

Eu realmente adorei esse livro (que eu li digital), e fiquei tão empolgada com ele que comprei mais cópias para presentear minhas amigas.

30 de agosto de 2018

João - As glórias do Filho de Deus

Editora Hagnos - Capa Hagnos

Hernandes Dias Lopes já escreveu muitos livros sobre livros bíblicos, e João - As glórias do Filho de Deus é mais um deles. Os capítulos são relativamente cursos, e completos em si mesmo, porque foram pregações, e também possuem várias referências (outros livros de estudo), que enriquem a análise. No entanto, não é simplesmente uma livro de interpretação bíblica, mas possui aplicação,  uma "moral da história", o que seria esperado de uma pregação de um culto de domingo.

O evangelho de João é um evangelho denso, e com muito conteúdo para entender, então esse pode ser um bom livro como porta de entrada para caminhar na sua compreensão.

21 de agosto de 2018

Apesar dos Filhos

Editora Vida Melhor - Capa Douglas Lucas
O título desse livro é ótimo em inglês e compreende bem a sua motivação: For Better or For Kids, que remete aos votos tradicionais de casamento em inglês:

"I, ____, take you, ____, to be my lawfully wedded (husband/wife), to have and to hold, from this day forward, for better, for worse, for richer, for poorer, in sickness and in health, until death do us part."

Que seria traduzido por:

"Eu,____, aceito você, ____, para ser meu legalmente casado (esposo / esposa), para ter e manter, desse dia em diante, para o melhor, para o pior, para a riqueza, para a pobreza, na saúde ou na doença, até que a morte nos separe."

Então, sim, os autores substituíram a parte de "para o pior" por "crianças" - o que faz muito sentido, porque crianças geram uma tensão em casamento que antes - quando se tratava do relacionamento entre dois adultos capazes e sensatos - não existia (ou é bem mais fácil de lidar).

Os autores Patrick e Ruth Schwenk falam com conhecimento de causa: são casados, com 4 filhos, e eles relatam episódios pessoais, além de dar fundamentos e estratégias para lidar melhor com essa fase delicada - para que todos saiam vivos: os filhos, os pais e, principalmente, o casamento.

Eles defendem o casamento com base bíblica, mas não deixam de empatizar com as dificuldades características desse relacionamento humano, não há mundo cor de rosa ou problema besta que é minimizado. O livro é ótimo mesmo.

A Ruth Schwenk mantém um blog maravilhoso para mães: "The Better Mom" e foi através dele que eu cheguei nesse livro. Ela envia os textos do blog também por e-mail periodicamente, e eles são realmente inspirados, consoladores e encorajadores para as mães - eu não poderia desejar mais que outras mães lesses esses textos também.

5 de agosto de 2018

Regarding Anna

Publicado por Florence Osmund - Capa Tugboat Design

Confesso que li "Regarding Anna" só porque tinha "Anna" no título, e continuei para ver no que ia dar. É uma história de mistério na década de 60 nos Estados Unidos, com a personagem principal (Grace) descobrindo que era adotada após os pais morrerem num acidente com monóxido de carbono em sua própria casa - então fica a curiosidade de saber quem é a mãe dela, e porque há um rastro de violência e ganhadores de dinheiro na sua história. Mas é uma trama um pouco forçada, e a escrita de Florence Osmundo não ajuda muito. É um livro só para quem gosta muito de livros de mistério e não tem mais o que ler mesmo.

1 de julho de 2018

Harry Potter and the Cursed Child

Editora Scholastic

Finalmente, li "Harry Potter e a criança amaldiçoada" - o livro que não ia existir e, bem, praticamente não existe, já que é uma peça de teatro. Confesso que eu estava guardando - essa última expectativa de acompanhar a história do Harry Potter e os incríveis personagens que o rodeiam (não me venham com Bichos Fantásticos, que ainda não rolou uma motivação para ler o livro ou assistir a série. Não é HP sem HP).

Eu acredito que John Tiffany e Jack Thorne, os criadores da peça e do roteiro que envolveram J.K. Rowling nesse projeto, para nossa felicidade, fizeram um ótimo trabalho. A história, 19 anos depois, é ótima. Continua trazendo conflitos humanos num universo mágico, e também dá respostas ou sacia o apetite para os fãs que ficam remoendo revisitando a história original.

Eu fiquei obviamente muito curiosa para ver a peça ao vivo - deve ser algo realmente impressionante, porque as cenas descritas são realmente coisas de filme. Depois de Londres e NY, será que é uma peça que chegará aos mares brasileiros? Esperamos que sim!

24 de junho de 2018

The Woman in White


"A Mulher de branco", de Wilkie Collins é um tijolo - 800 páginas e bem poucos personagens, então a história é lenta, cheia de enroscos - mas é interessante: um mistério bem articulado com pressupostos assassinatos e roubos de fortunas - e o pior de tudo: perdas de honra! (Aí prova-se que o romance tem mais de 150 anos mesmo).

Há um professor de desenho, Hartright, que conhece uma mulher, que, de costas, olhando por uma janela, é linda, elegante, interessante - e ela vira e ele se choca: é feia! Aí aparece a meia-irmã, muito parecida nas proporções, na elegância e - é linda! A primeira é inteligente, decidida, e sabe que é feia - então já se conformou em continuar solteira e apoiar a irmã linda (e rica) no que ela precisar. (Ou ela sabe que o melhor é não ter um marido que vá tolher sua relativa liberdade de solteirona). A irmã bonita é toda frágil, naive, limitada mesmo, mas por ser linda (e rica) tem os homens aos seus pés, inclusive o professor de desenho - que, verdade seja dita, amou-a pela beleza, por ser esse ideal feminino, e não por sua riqueza.

Vi agora que a BBC fez uma série, mantendo a época, mas dando toques atuais para alguns diálogos - deve valer a pena.


31 de maio de 2018

A Guerra não tem Rosto de Mulher

Editora Companhia das Letras - Capa Daniel Trench

Svetlana Aleksiévitch ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2015, e comentaram que sua escrita era documental, baseada em relatos de depoimentos relacionados a sobreviventes da II Guerra Mundial e Tchernobyl. Fiquei curiosa, é claro, e esse ano chegou a hora de me surpreender.

"A guerra não tem rosto de mulher" é incrível, supreendente, um lado da humanidade - um lado da guerra - que a gente não imagina, não consegueria imaginar se não fosse contado para a gente. Incrível que tem tantos filmes e livros sobre guerra, e como essa visão feminina não tenha aparecido antes. Sabemos da Joana D´Arc, claro, mas e todas as mulheres que resolveram pegar em armas? As espiãs? As com funções administrativas? As enfermeiras? As mulheres que lavavam roupas... existiam lavadeiras na guerra, e eu nunca tinha pensado nisso.

Esse livro reforça a minha ideia de que homens e mulheres são diferentes sim. Mesmo nas mesmas funções, no mesmo lugar, no mesmo evento - são diferentes. E isso não é ruim.

No livro, a autora tanto descreve o que ela ouviu das mulheres que entrevistou, assim como também a sua jornada de busca por depoimentos, e como foi filtrar / escolher o que entraria no livro e até com que ela queria falar, já que era muitas mulheres mesmo que a começaram a procurar quando descobriram o trabalho que ela estava fazendo.

Realmente, digna de ganhar um prêmio nobel e, seu livro, digno de ser lido por todo mundo que quer conhecer o que é humanidade.