6 de junho de 2020

Um Urso chamado Paddington

 

Editora WMF Martins Fontes

Comprei o livro "Um Urso chamado Paddington" para as minhas filhas antes de assistir o filme, só pelo meu amor por Londres e livros clássicos infantis. O livro é uma graça, com bons paralelos entre adoção, e muito respeito pela simplicidade da vida.

O filme já é bem mais moderno, com um vilão mais atuante e mais emoção, por assim dizer, mas também é legal. 

3 de junho de 2020

O Crime da Galeria de Cristal

Editora Companhia das Letras - Capa Raul Loureiro


O advogado Boris Fausto escolheu 3 crimes famosos do início no século XX em São Paulo para recontar em seu livro "O Crime da Galeria de Cristal e os dois crimes da mala - São Paulo, 1908-1928" e, embora tenha muito ali de um linguajar jurídico e um interesse técnico no assunto, há muito mais sobre a cultura e a sociedade da época.

O crime da galeria de cristal, que cronologicamente é o segundo da tríade, é contado primeiro por ter sido executado por uma mulher, e não é lá muito comum um assassinato a faca e arma ser feito por uma mulher. Nos outros dois crimes, temos uma mulher como vítima e uma mulher como suspeita, e dessa forma, o autor traz uma discussão sobre questões de gênero interessantes de 100 anos atrás. 

Há também registros da repercussão nas mídias escritas, e como jornais diferentes abordavam o assunto dependendo de sua posição e público. 

Não há um interesse mórbido no assunto "crime" e sim um pequeno estudo social, o que torna esse livro interessante para quem gosta de história e causos reais.

30 de maio de 2020

A Estranha Madame Mizu

Editora Companhia das Letrinhas - Capa Silvia Ribeiro

A minha filha de 7 anos trouxe "A Estranha Madame Mizu" da biblioteca da escola, e cá estamos a quarentena toda com essa obra de Thierry Lenain que eu nunca tinha ouvido falar.

Nele, a garota Zoé passa muito tempo sozinha em seu apartamento, e preenche de imaginação e criatividade a vida, principalmente conjecturando sobre a vizinha do andar de cima, a Madame Mizu, que deve ser uma bruxa, de acordo com vários indícios da cabeça dela. 

O que eu mais gostei desse livro é a que o narrador, a princípio onisciente, entra na história quando algum personagem fala com ele ("ei você que está escrevendo a história"), e emite opiniões sobre se deve ou não participar de algum acontecimento. Eu sempre gostei desse tipo de narrador, e ainda mais num livro de criança.

Se você quiser saber o que a Anna achou desse livro, pode ver aqui.

Caminhando com Deus em meio à Dor e ao Sofrimento

Editora Vida Nova

Falar de sofrimento e de Deus nunca é fácil. Quando se menciona um Deus bom e justo, então... parece quase impossível. Mas o incrível Timothy Keller atende ao desafio e supera as expectativas com o livro "Caminhando com Deus em meio à dor e ao sofrimento".

É um pouco dolorido ler esse livro se você estava passando pelo sofrimento (como eu) (aliás, eu fugi dele por um tempo), mas ele atende a várias perspectivas: tem uma apresentação teórica teológica, muita base bíblica (comparando até com outras explicações para o sofrimento humano), e depois fala na prática - se você está passando por isso, ou se precisa suportar alguém passando pela dor.

Ninguém passa pelo sofrimento da mesma forma, e o que funciona com uma pessoa pode não funcionar com outra, mas ele ressalta a importância de conhecermos os planos de Deus por meio da Bíblia, para que o consolo divino faça sentido em nossas vidas quando precisarmos.

23 de maio de 2020

Diário de Pilar na Grécia


Editora Pequena Zahar - Projeto Gráfico Joana Penna

Eu sempre achei que, quando as minhas filhas começassem a ler livros interessantes sozinhas, eu iria conseguir lê-los também, compartilhando com elas esse novo mundo da literatura infantil, agora de um olhar adulto. Mas eis que a Anna chega nessa fase e a quarentena traz todo mundo para dentro de casa (inclusive o trabalho), e ela começa a consumir livros com uma velocidade impressionante, que não dá para acompanhar (a menos que eu abra mão dos livros de adulta que eu estou lendo). 

Assim, comecei a colocar os livros dela na minha lista, para ir acompanhando mesmo, e o primeiro foi esse: Diário de Pilar na Grécia, que ela ganhou da avó Rita de aniversário. Eu li em pouco mais de uma hora, de uma sentada só. 

A Pilar tem 10 anos, é filha única, mora com a mãe e o avô, e tem um amigo chamado Breno. O pai foi viajar um dia e não voltou mais. Um certo dia, ela deita numa rede mágica amarela e é transportada para a Grécia, para onde ela queria ir procurar o avô que tinha viajado  alguns dias antes. 

O livro é uma verdadeira aventura, em que Pilar faz amizade com um avô e uma neta gregos e também conhece seres mitológicos. O livro tem notas sobre mitologia e história, além de ser muito bem ilustrado, o que torna o livro educativo sem ser chato, sensível sem ser meloso.

Toda a série foca em viagens com atenção para assuntos relacionados a mitologia e religião, em lugares como Amazônia, China, Egito - todos esses 4 já lidos pela Anna, em poucos dias cada um (ela tem 7 anos e está no 2o ano).

Nessa jornada pela literatura, acabei levando-a também para o mundo dos blogs, então você pode ver a opinião dela sobre esse e outros livros em Leituras da Anna.

19 de maio de 2020

Lost in Translation


Editora Livros da Raposa Vermelha

Um livro lindo. Em "Lost In Translation" (Perdido na Tradução), são apresentados termos de diferentes idiomas (português, japonês e até línguas tribais mais desconhecidas) que a autora Ella Frances Sanders foi reunindo ao longo do tempo.

Uma ilustração linda e uma explicação para a palavra, que pode não ter tradução exata em nosso idioma, mas faz sentido dentro dessa comunidade que chamamos de humanidade. 

Um livro que eu fui lendo aos poucos, para durar mais, ser um deleite, e tenho para ser visitado sempre que quiser.

16 de maio de 2020

Did you see Melody?

Editora Hodder & Stoughton

Sophie Hannah foi escolhida pela família de Agatha Christie para continuar a escrever histórias sobre Hercule Poirot, o que eu considero um grande mérito que fala por si mesmo. Assim, estava curiosíssima para ler algum livro dela, e comecei por esse, Did you see Melody? (Você viu Melody? - ainda sem tradução no Brasil, Keep her safe - nos Estados Unidos).

É uma daquelas histórias que estão fazendo sucesso agora, em que o personagem principal não é confiável (Cara Burrows) que parece ter visto uma criança que foi assassinada pelos pais há alguns anos (a Melody, cujo corpo nunca foi encontrado). É uma trama cheia de problemas familiares, com exploração da cultura judicial em programas de televisão nos Estados Unidos, além do desdobramento do crime em si (não há dúvida que a personagem realmente viu a Melody, só como vai se desenrolar a história de um assassinato que não ocorreu).

Não achei nada assim genial, embora muito interessante, principalmente a personagem Tarin Fry, uma florista que se mete a investigadora, e é uma ótima leitora de pessoas, como uma atitude positiva em relação a vida em geral. Virei fã, e adoraria que ela, coincidentemente, aparecesse em outros lugares onde ocorrem crimes, tipo uma Miss Marple moderna.