17 de janeiro de 2026

Caixa 19

 

Editora Companhia das Letras

Claire-Louise Bennett escreve uma obra que parece uma longa carta para uma amiga: há algo sobre sua vida, reflexões sobre leituras e escolhas, pedaços de contos lembrados e reescritos... É uma mistura que nos leva a conhece-la (ou uma personagem?), ver seu amadurecimento. 

O que eu mais gostei foram suas citações de leituras - há inclusive Clarice Lispector, vê-la falar de livros clássicos que já li ou não, que fizeram parte de sua formação como estudante de literatura e/ou escritora.

O título é meio nada a ver (ela trabalhava num supermercado, sempre no caixa 19), mas acho que ajuda a não trazer expectativas para esse livro.




13 de janeiro de 2026

Eva

 

Editora Todavia

Eu gostei do começo do livro "Eva", da Nara Vidal, mas depois achei tão confuso, difícil de saber em que momento se está no livro, ou até, na última parte, quem estava contando a história...

Ele traz temas sérios sobre a mulher - maternidade, violência, se xualidade, mas achei pesado e difícil de acompanhar. 


12 de janeiro de 2026

Shogun

 

Editora Companhia das Letras

Eu gosto de ficções históricas - é sempre possível aprender mais sobre a cultura e os acontecimentos de um povo ou nação através da literatura. É necessário dar um peso para a veracidade, é claro, não se trata de uma aula de história, mas algo construído para entreter.

No caso de Shogun, ainda no começo do livro, eu fui achando tão estranho como os japoneses estavam sendo descritos, que comecei a desconfiar que havia um certo exagero ali, embora para o lado positivo. Pelo que eu vi de resenhas na internet, o autor James Clavell buscava sim posicionar a cultura japonesa como algo superior a cultura ocidental que ele fazia parte (nasceu na Austrália, cresceu na Inglaterra, morou nos Estados Unidos). Então, acabei achando algumas descrições bem artificiais, e realmente não sei o que é água do banho e o que é o bebê.

Isto posto, o livro é interessante, com bastante ação e personagens femininas fortes e objetificadas (me pareceu um livro para homens). Não assisti a série, mas entendo como deve ser um adaptação impressionante.

No entanto, o final me pareceu muito súbito - e fiquei sem saber se era o final mesmo ou um problema no arquivo que eu recebi via NetGalley em troca de uma resenha. Fiquei querendo saber mais.

Quem já leu para trocar ideias comigo?



7 de janeiro de 2026

Asymmetry

Editora Simon & Schuster

Assimetria é composto por 3 histórias - e embora eu tenha lido na sinopse que as duas primeiras contam sobre relações assimétricas (ou seja, alguém tem mais poder que o outro), a terceira foi para mim muito confusa - nada como a internet para explicar o caso.

Lisa Halliday escreve bem, e eu gostei particularmente da segunda (que fala sobre imigração) e também traz uma perspectiva cultural diferente.

31 de dezembro de 2025

Top 2025

 Atendendo a pedidos das melhores (o Clube da Lulu), cá estão meus preferidos do ano!


Ficção - Internacional

Sem Despedida - Kang Han

Belo mundo, onde você está - Sally Rooney

Stone Yard Devotional - Charlotte Wood

O perigo de estar lúcida - Rosa Montero

James - Percival Everett

A Polícia da Memória - Yoko Ogawa

10 minutos e 38 segundos neste mundo estranho - Elif Shafak

A Crônica de uma morte anunciada - Gabriel García Marquez


Ficção - Brasileiros

Oração para Desaparecer - Socorro Accioli

Vera - José Falero

Um prefácio para Olívia Guerra - Liana Ferraz

Lia: cem vistas do monte Fuji - Caetano W. Galindo


Entretenimento

Daisy Jones & The Six - Taylor Jenkins Reid

The Exception to the rule - Christina Lauren


Não Ficção

A Geração Ansiosa - Jonathan Haidt

Latim em pó - Caetano W. Galindo


Cristãos

Liturgia do ordinário - Tish H. Warren

Quando a Alegria não vem pela manhã - Ricardo Barbosa de Sousa

O Discípulo Radical - Jonh Stott

A construção da feminilidade bíblica - Beth Allison Barr

The Disciple - Lucy Peppiatt

Paul and Gender: Reclaiming the Apostle's Vision for Men and Women in Christ - Cynthia Long Westfall


Paul and Gender

 

Editora Baker Academic

O Apóstolo Paulo, em suas cartas, faz afirmações que foram usadas por muito tempo para calar as mulheres na igreja. No entanto, em alguns trechos, temos Paulo falando de igreja que se reúne em casas de mulheres, mulheres como diaconisas lendo a carta para a igreja em Roma (Febe) e como apóstolas (Júnia).

Como conciliar esses pontos de vista aparentemente opostos?

Como entender melhor a teologia de Paulo em relação às diferenças de gênero?

Cynthia Long Westfall é especialista em Novo Testamento e neste livro apresenta uma teologia consistente e coerente sobre a perspectiva de Paulo sobre homem e mulher, como o subtítulo indica.

Seu texto é bastante técnico (com muitas notas), com explicações sobre os termos em hebraico, discussões sobre tradução e contexto bíblico. Não é um livro fácil, mas ele traz luz para uma discussão cada vez mais relevante para o mundo atual - resgatando a revelação de Deus e não inventando uma nova teoria.

Em português, o livro se chama "O Homem e a Mulher Segundo Paulo", da editora Thomas Nelson Brasil.





28 de dezembro de 2025

Liturgia do Ordinário

Editora Pilgrim

O livro da Tish H. Warren é um chá quentinho e um abraço - teologia prática aplicada, o sagrado encontrando o ordinário (onde nós estamos), Deus conosco. 

Cada capítulo é um momento do dia, e ela relaciona com os elementos do culto de domingo (ela é da igreja anglicana, então o culto tem muitos elementos da igreja católica romana e dos cultos reformados tradicionais). Assim, ela mostra para nós como podemos encher de "domingo" nossa semana, e ver cada dia e todo dia como adoração a Deus.

Recomendo para todos os cristãos, uma forma de entender mais sobre liturgia de culto e também como encontrar Deus no ordinário do dia a dia.