25 de junho de 2017

Short Stories from Hogwarts of Heroism, Hardship and Dangerous Hobbies

Pottermore

Eu ouvi 20 anos de Harry Potter?

Depois de terminada a saga, foi lançado um site chamado Pottermore, para se cadastrar, descobrir de que casa você é, e continuar "vivendo a aventura" Harry Potter, fazendo pequenas tarefas, se relacionando na comunidade virtual e etc. Acontece que eu nunca fui muito desse mundo virtual - eu sabia que a J. K. Rowling estava compartilhando "novidades" por ali, mais informações sobre esse universo incrível, mas ainda assim confesso que me senti um pouco *velha* para ter paciência para ficar brincando nesse site (sim, eu tentei - por uns 15 minutos).

Ano passado, para atingir uma população mais ampla (vide capitalizar) foram lançados pequenos livros virtuais com textos cursos sobre Hogwarts advindos de Pottermore - e o primeiro que eu li foi "Short Stories from Hogwarts of Heroism, Hardship and Dangerous Hobbies". 

Nesse, conhecemos mais sobre Minerva McGonagall (com certeza uma das minhas personagens preferidas - nos livros e nos filmes), Remus Lupin, Sybill Trelawne e Silvanus Kettleburn (o professor de Trato das Criaturas Mágicas antes de Hagrid).

É um leitura super rápida mesmo, mas obviamente interessante (apenas) para os super fãs da série. 

Bellefleur

Editora Ecco

Eu li "Bellefleur" para conhecer a autora Joyce Carol Oates. Eu não sabia muito bem onde eu estava me metendo, e aí em paralelo a uma leitura beeeeeeeem leeeeeeeeeeenta, eu descobri que esse é um romance da sua saga gótica. Aí que eu não tenho uma definição teórica sobre isso, mas, na prática, a história é bem sombria com toques surrealistas. 

Nesse livro, é contada a história da família Bellefleur, por décadas, de maneira não linear. Apesar da genealogia logo na primeira página, é difícil de acompanhar alguns pulos, até você pescar um nome e ir achar mais ou menos o ponto em que se está na cronologia. Embora muito seja bem verossímil, vira e mexe algo fantástico acontece: uma ave enorme captura e leva embora um bebê, um marido se revela um vampiro que bebe lentamente o sangue da esposa, um homem volta 50 anos depois de ter sido levado por uma enchente. 

A família é marcada por assassinatos, disputas e brigas, então não é mesmo um passeio no campo, apesar de ter alguns momentos bonitos e reflexivos, principalmente relacionados a histórias de amor. Pode-se dizer até que é um livro sobre relacionamentos amorosos, nas suas mais diversas formas.

Eu geralmente gosto disso - romance - mas achei o livro difícil de fluir, de se envolver. É interessante, mas não é gostoso. A autora é uma das candidatas frequentes ao Prêmio Nobel de Literatura, mas não pretendo encarar outro livro dela no médio prazo.

6 de junho de 2017

Eles eram muitos cavalos

Editora Companhia das Letras - Capa Kiko Farkas / Máquina Estúdio Roman Atamanczuk 

Título: Eles eram muitos cavalos
Autor: Luiz Ruffato

Motivo pelo qual comprei esse livro: sinopse indica que as histórias se passam no dia 9 de maio de 2000 (dia do meu aniversário).

Motivo pelo qual eu li esse livro até o final: teimosia.

Motivos pelo qual eu não gostei desse livro: muita modernidade.

É uma colagem de formatos de textos diferentes, incluindo pequenas cenas sobre personagens aleatórios destacados na cidade de São Paulo. Possivelmente é um retrato da cidade em si e da época, mas achei chato ficar pulando de um tipo de texto (inclui menu de jantar, lista de itens num quarto, santinho de são expedito) para dentro da cabeça de pessoas desconexas. Porque sim, muitas cenas retratam o que as pessoas estão pensando, e puxa, para acompanhar linhas confusas de pensamento, já bastam as nossas próprias.

21 de maio de 2017

Encontros com Jesus

Editora Vida Nova
"Encontros com Jesus" é um dos livros que mais me surpreendeu nos últimos tempos. Afinal, muitas dos encontros narrados aqui eu conheço desde criancinha - em casa, na escola, na igreja, já me foram lidos, relidos, relatados por diversas vezes. Mas Timothy Keller traz luz nova sobre eles, e não retorcendo os fatos, mas simplesmente contextualizando melhor, usando os termos originais, relacionando com a Bíblia em si - tudo com linguagem simples e direta.

É incrível como temos a tendência de ler algumas passagens bíblicas isoladamente, procurando significado em si mesmo - e achamos estranho quando algo fica não tão bem explicado, ou não faz sentido. A Bíblia é composta por vários livros, mas, para aqueles que creem, é um livro só, uma história contínua do relacionamento de Deus com a humanidade visando a salvação, e é assim que cada parte deveria ser lido.

Eu estou gostando cada vez mais de estudar a Bíblia por meio de autores bem recomendados, que iluminam o caminho. Recomendo fortemente esse livro para uma teologia prática, próxima e transformadora da nossa rotina.

The freedom of self forgetfulness

Editora 10 Publishing - Design por Diane Bainbridge

Timothy Keller é um grande pregador cristão, então faz sentido pegar seus melhores sermões e publica-los no formato de livros. É claro que isso resulta em textos curtos, como esse "A liberdade do auto-esquecimento" (numa tradução aproximada do título The Freedom of Self-Forgetfulness". Além disso, é possível encontrar a pregação em si na internet (eu não procurei) - então é realmente de se analisar se realmente vale a pena comprar o livro - mas que o texto é bom, certamente que sim.

Aqui, Tim Keller fala sobre esquecer a si mesmo, não se preocupar sem com baixa auto-estima, nem com ego inflamado, simplesmente tirar o foco de si e colocar o foco no que importa: Cristo, e o serviço à Igreja de Deus. A liberdade de esquecer a si mesmo é o que vai levar ao caminho da verdadeira alegria cristã (basicamente, o título e o subtítulo do livro), e nisso eu acredito mesmo.




16 de maio de 2017

The Miniaturist

Editora Ecco - Capa Allison Saltzman

Miniaturista é um livro que se passa na Holanda do século XVII, um cenário bem pouco usual. Estamos no burburinho da grande Amsterdã, com os burgueses e os protestantes, no ponto de virada do mundo medieval para o mundo moderno. Esse contexto histórico é um dos grandes atrativos do livro, e bem dirá seu ponto mais importante.

Na sinopse, uma jovem do interior casa-se com o burguês bem sucedido, e na estranheza da casa nova - onde também estão a cunhada e os empregados, ela ganha uma réplica da própria casa em miniatura, e verba para mobilia-la. A jovem faz encomendas, mas recebe peças misteriosas também - que indica segredos de seus novos familiares, a quem ela não conhece bem.

Ao que parece, era um costume da época essa brincadeira de casa de bonecas, e a história é realmente inspirada pela casa de miniatura que sobreviveu dezenas de anos e agora está em um museu, a casa de Bonecas de Petronella Oortman. (Petronella é também o nome da jovem dona da miniatura no livro):


A autora Jessie Burton parte desse objeto, mas não faz uma recriação histórica. Ela escreve fugindo da expectativa comum - apresenta o que poderia ser uma história de amor (a jovem do interior que casa com um burguês rico da cidade grande), apresenta um suspense envolvendo um pessoa misteriosa (quem é o miniaturista que entrega o que não é encomendado e sabe tanto da vida íntima das pessoas da casa), mas resolve discutir a posição feminina nessa sociedade, com diferentes personagem marcantes, com pitadas de assuntos religiosos, sexuais, financeiros, espirituais. 

Como eu mencionei, o que é mais interessante mesmo é esse retrato da época, tão difícil de ser retratada numa literatura de bestseller - esse livro ganhou prêmios e chegou a figurar em listas de livros populares. É um bom livro, que incomoda e não satisfaz, mas deixa uma forte impressão.

Para terminar, gostaria de deixar aqui uma citação que me chamou atenção por ser algo em que eu realmente acredito (em minha tradução):

"Eles se conhecem há muito tempo, e às vezes é difícil amar uma pessoa que você conhece tão bem. (...) Quanto você verdadeiramente passa a conhecer uma pessoa, Nella - quando você vê por baixo dos gestos doces, os sorrisos - quando você vê a raiva e o medo lamentável que cada um de nós esconde - então o perdão é tudo. Nós todos necessitamos desesperadamente de perdão."

15 de maio de 2017

The Return of Sherlock Holmes

Editora Wilco Publishing House

Eu comprei os três volumes de histórias do Sherlock Holmes há muitos anos atrás - 7 - e eu fiquei assim, guardando o último para ler depois para ver se não acabava. Mas acabou e foi muito bom! "The return of Sherlock Holmes" já mostra nosso amado personagem no auge da fama, escolhendo casos cada vez mais intrincados, no limite da criatividade do autor.

O que eu gostei dessa vez foi relacionar com a série da BBC - Sherlock - que fez um trabalho maravilhoso de adaptar as obras para a atualidade. É interessante ver como eles conseguiram preservar a essência dos personagens, e souberam ousar de maneira coerente com o universo fantástico de Arthur Conan Doyle. 

Pronto, gastei vários adjetivos como elogios - e mais um para terminar: isso é entrentenimento de qualidade!