31 de dezembro de 2020

Top 2020

 Ficção

A Morte de Ivan Ilitch - Leon Tolstoy

Dando um tempo - Marian Keyes

Little Fires Everywhere - Celeste Ng

Tudo que você não soube - Fernanda Young


Não ficção

Becoming - Michelle Obama

Caminhando com Deus em meio à dor e ao sofrimento - Timothy J. Keller

I am, I am, I am: Seventeen Brushes with Death

O cérebro da criança - Daniel J. Siegel, Tina Payne Bryson

O cérebro que diz sim: Como criar filhos corajosos, curiosos e resilientes - Daniel J. Siegel, Tina Payne Bryson

Raising Worry-Free Girls - Sissy Goff


Infantil

As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis

Encantados - Helena Gomes

A Estranha Madame Mizu - Thierry Lenain

Diário de Pilar na Grécia - Flávia Lins e Silva

Um urso chamado Paddington - Michael Bond



Estatística 2020

2020 foi um ano duro para todo mundo.

Mas ficar em casa me levou a ler mais - principalmente livros físicos, e ter uma nova leitora fluente em casa (a Anna) abriu as portas para a literatura infantil "de capítulos" novamente no meu dia a dia (e eu li só uma parte do que ela já leu, simplesmente não foi possível ler tudo que ela leu + os livros da minha lista de leitura). 

Em números:

- 73 livros lidos

- 24950 páginas (em média, são 68 páginas por dia, e livros de 341 páginas)

- 53 livros digitais, e pela primeira vez, 1 audiobook

- 17 livros brasileiros

- 29 livros lidos no idioma original (português e inglês)

- 60 livros em português, 13 livros em inglês (muita preguiça para ler livros em inglês esse ano)

- 33 livros escritos por mulheres

- 59 livros do presente século (cada vez menos clássicos na minha vida)


Em gráfico:


Não li muitos livros das minhas metas nesse ano, mas elas continuam valendo:









Crônicas de Nárnia

 

Editora WMF Martins Fontes

Comecei a ler para as minhas filhas o volume único de As Crônicas de Nárnia com a proposta de ler o livro antes de assistir os filmes, em junho de 2020. Era uma proposta ousada, mais de 700 páginas lidas 6 páginas por vez, antes de dormir, no dia que eu fazia a rotina de coloca-las na cama. Para a minha surpresa, elas se envolveram com a história - com a Anna logo vendo que Aslam era uma representação de Jesus, e as duas curtindo o protagonismo das crianças, Diggory, Polly, Pedro, Susana, Edmundo, Lúcia, Eustáquio, Jill. 

Quando eu percebi, elas já estavam envolvidas e eu curtindo muito mais as histórias do que quando eu tinha lido alguns anos atrás. Foi possível perceber o talento de C.S. Lewis na construção de paralelos, no seu conhecimento teológico, e como ele fez verdadeiramente uma história infantil, sem menosprezar a inteligência das crianças.

Fazendo as contas, foi possível perceber que era possível terminar tudo ainda esse ano - e agora em dezembro lemos "A última batalha", o livro que fala dos fins dos tempos, e dá tanto nervoso e sofrimento.

Mas o final é feliz, amigos, todos chegam ao país de Aslam, onde não há medo, dor ou tristeza, onde correm e não se cansam, onde a comida é mais saborosa e onde a história não tem fim. Há esperança logo ali após um portão de ouro e dentro dos nossos corações, e é com essa esperança que eu vejo 2020 terminar - e espero que 2021 seja melhor. 


15 de novembro de 2020

Melodia Mortal

 

Editora Fábrica 231

Eu quiser ler o livro "Melodia Mortal: Sherlock Holmes investiga as mortes de gênios da música", pois eu gosto de 1 - Sherlock Holmes, 2 - Música clássica, 3 - o autor Pedro Bandeira. Esse último escreveu esse livro com Guido Carlos Levi, que colaborou com a parte médica, que é bem específica.

Em cada capítulo, é apresentado um conto do Sherlock Holmes investigando a morte de alguém como Chopin ou Beethoven, discutindo se o motivo alegado de morte (mesmo sendo uma doença e não criminal) é o verdadeiro motivo. No final, há um grupo de amigos médicos que leram junto esse conto e discutem a perspectiva da morte considerando as informações atualizadas, também como bons detetives, mas científicos.

O Pedro Bandeira dá um tom de humor ao Sherlock Holmes, abrindo uma cortina para desmascara-lo através do olhar do Watson quando suas deduções estão erradas, mas ele é poupado de ser confrontado com seus erros.

É um livro ok e interessante, mas às vezes parece muito técnico (do ponto de vista médico) e não tão divertido.






2 de agosto de 2020

O Fim da História

 

Editora José Olympio

Em "O Fim da História", acompanhamos o relato em primeira pessoa de romance que a personagem teve anos atrás, que durou pouco e a deixou arrasada. A escrita da história não é linear, e a personagem já comenta o fato de que a sua própria organização das memórias já modifica o que aconteceu, e a sua situação atual (muitos anos depois, em um relacionamento estável, geograficamente distante) também interfere no que ela está contando.

Então, a graça da história não é o que aconteceu mas como está sendo relatado e revivido pela narradora. É o tipo de personagem que dá vontade de entrar em diálogo, e questionar suas decisões de vida, aquela amiga que precisa de uma intervenção urgente, hahaha. 

Lydia Davis aparenta ser uma mestre em narração e alma feminina... Com certeza gostaria de ler outros livros dela.

29 de julho de 2020

Feminilidade Radical

 

Editora Fiel

Eu tenho ouvido falar tanto do livro "Feminilidade Radical", que me parecia algo novo - e aí que eu fui reparar que ele é de 2008, ou seja, não exatamente recente. 

A autora Carolyn McCulley deixa bem claro que tem um passado de feminista e questionamento da situação feminina no mundo atual, mas, depois de convertida a fé cristã, teve uma mudança de postura radical, e esse livro é sua argumentação para sua posição.

No início, ela traça um panorama histórico do feminismo, apontando a participação de cristãs - reivindicando o seu valor na sociedade norte-americana, e as campanhas pelo voto feminino. Eu acredito que esse é o maior valor do livro, conhecer um pouco mais da história, e mais informações sobre o contexto norte-americano (já que muito do que é apresentado ali só chegou como rebarba e impacto secundário aqui no Brasil).

Eu fiquei com a impressão também que parte das fontes históricas que ela usa são casos isolados, como se fossem tiradas conclusões de fatos ou manifestações pontuais sem necessariamente verificar se foram abrangentes como aparentam.

Ela reforça a importância da Bíblia e da fé cristã para sua vida prática, mas depois de tanto criticar o outro lado, tem pouco espaço para afirmações positivas ou algo concreto que signifique a tal fé feminina ou a feminilidade radical.

Eu realmente sinto falta de livros que falem com a nossa realidade aqui no Brasil, de mulher e cristã, e esse não é um dos livros que suprem essa carência.


23 de julho de 2020

Lendo de Cabeça para Baixo

 

Editora Rocco

A capa desse livro de Jo Platt, Lendo de Cabeça para Baixo, tão bonitinha, tem alguns elementos importantes dessa história: um gosto por livros e chá, a participação especial de um porquinho da índia, uma cerca e o vizinho do outro lado.

A frase do título é mencionada na história, mas, realmente talvez funcione melhor em inglês.

Há romance, drama, comédia, reviravoltas e o final feliz tão esperado - um chick lit razoável, leve para essa época de pandemia.