12 de outubro de 2018

Outros Jeitos de Usar a Boca

Editora Planeta - Capa Victor Igual, S.L.

Um livro de poesia! Algo que é raro nas minhas listas de leitura - não é que eu não goste de poesia, mas ler um livro inteiro de poesia de uma vez só, não me empolga muito. Eu gosto de ler uma ou outra aqui e ali - ou melhor, eu adoro ouvir poesias lidas pelo Fábio Malavoglia, de segunda a sexta, por volta de 9h25, na rádio Cultura FM. Ele dá o contexto do autor, do poema, e lê maravilhosamente (ele também é o tradutor de vários poemas).

Voltando ao assunto do post, foi fácil ler "Outros jeitos de usar a boca", são poemas curtos, então o livro todo não me custou 1h, para ler de uma sentada só. A autora, Rupi Kaur, é jovem, e publicou muito dos seus poemas no instagram, então eles são breves, diretos, com temas jovens - auto-afirmação, romance, separação, sexo, abuso (não necessariamente nessa ordem). São fortes, intensos, poéticos. 

Eu consegui entender como ela se alinha com a cabeça de muitas mulheres por aí, que devem se identificar com os assuntos ou o formato, mas acredito que o público é realmente mais jovem do que eu. Vale a leitura - está no kindle unlimited. 



6 de outubro de 2018

Serena

Editora Companhia das Letras
Ian McEwan não me decepciona. Eu li que "Serena" não é dos seus melhores livros, que tem gente que não gostou, mas eu gostei sim. É uma prosa gostosa, uma história interessante - que brinca com o tema espionagem e interferência cultural, algo meio teoria da conspiração (no sentido de que a gente acha que fazem isso mesmo), mas que é um romance - há um relacionamento no centro da história.

A história se passa há décadas atrás, pós II Guerra, e fala do papel da literatura, pelo potencial de influenciar uma sociedade a tomar uma decisão ou outra, a ir num caminho ou outro. Agora na era da comunicação rápida, vejo isso ocorrer de maneira muito mais danosa ao se propagar notícias falsas e análises sem profundidade de maneira tão corriqueira e afetar uma eleição em nosso país.

Acredito que o papel da literatura - e principalmente da literatura na sala de aula, como forma de aprender interpretação de texto, análise, pensamento crítico - torna-se cada vez mais importante e essencial. Mas para algumas pessoas, isso já foi tarde demais.


12 de setembro de 2018

O mito da mãe perfeita

Editora vida Melhor - Capa Rafael Brum

Ao ler o título desse livro: "O mito da mãe perfeita", você pode pensar assim: "sim! eu sempre soube que se trata de um mito! não dá mesmo para fazer tudo!" e passar adiante, mas você pode ler o livro - que é fácil e rápido - e aquecer o seu coração ao ver histórias de outras mães, que pregam o "não julgamento", o apoio mútuo e uma forma mais leve de maternar.

Karen Ehman e Ruth Schwenk apresentam "Dez coisas sobre a maternidade das quais você precisa desapegar", e algumas você já pode ter desapegado, outras estão mais arraigadas ou você está trabalhando com elas na etapa de "negação", mas eu tenho certeza que vão ressoar fundo na sua vida e levá-la a pensar diferente. Elas não escrevem para um tipo de mãe (que trabalha fora / que fica em casa / nova / mais velha / com filho único / com muitos filhos / casada / solteira), mas para todas as mães que estão buscando ser a melhor (perfeita, pronto, eu disse) mãe para seus filhos (-as, -o, -a).

As autoras são cristãs e falam de Deus na criação dos filhos. Confesso que é um pouco mais fácil ser mãe quando você sabe que não é superpoderosa, mas tem alguém superpoderoso cuidando deles pessoalmente - e é essa perspectiva que elas apresentam ao longo do livro. Mas também há menção há estudos científicos e experiências de vida delas, de amigos e conhecidos. 

Elas tem blog ativo na internet, e especialmente o da Ruth Schwenk tem sido fonte de inspiração, alento e consolo para mim recentemente: www.bettermom.com, dá para programar para receber os textos em inglês diretamente no seu e-mail.

Eu realmente adorei esse livro (que eu li digital), e fiquei tão empolgada com ele que comprei mais cópias para presentear minhas amigas.

30 de agosto de 2018

João - As glórias do Filho de Deus

Editora Hagnos - Capa Hagnos

Hernandes Dias Lopes já escreveu muitos livros sobre livros bíblicos, e João - As glórias do Filho de Deus é mais um deles. Os capítulos são relativamente cursos, e completos em si mesmo, porque foram pregações, e também possuem várias referências (outros livros de estudo), que enriquem a análise. No entanto, não é simplesmente uma livro de interpretação bíblica, mas possui aplicação,  uma "moral da história", o que seria esperado de uma pregação de um culto de domingo.

O evangelho de João é um evangelho denso, e com muito conteúdo para entender, então esse pode ser um bom livro como porta de entrada para caminhar na sua compreensão.

21 de agosto de 2018

Apesar dos Filhos

Editora Vida Melhor - Capa Douglas Lucas
O título desse livro é ótimo em inglês e compreende bem a sua motivação: For Better or For Kids, que remete aos votos tradicionais de casamento em inglês:

"I, ____, take you, ____, to be my lawfully wedded (husband/wife), to have and to hold, from this day forward, for better, for worse, for richer, for poorer, in sickness and in health, until death do us part."

Que seria traduzido por:

"Eu,____, aceito você, ____, para ser meu legalmente casado (esposo / esposa), para ter e manter, desse dia em diante, para o melhor, para o pior, para a riqueza, para a pobreza, na saúde ou na doença, até que a morte nos separe."

Então, sim, os autores substituíram a parte de "para o pior" por "crianças" - o que faz muito sentido, porque crianças geram uma tensão em casamento que antes - quando se tratava do relacionamento entre dois adultos capazes e sensatos - não existia (ou é bem mais fácil de lidar).

Os autores Patrick e Ruth Schwenk falam com conhecimento de causa: são casados, com 4 filhos, e eles relatam episódios pessoais, além de dar fundamentos e estratégias para lidar melhor com essa fase delicada - para que todos saiam vivos: os filhos, os pais e, principalmente, o casamento.

Eles defendem o casamento com base bíblica, mas não deixam de empatizar com as dificuldades características desse relacionamento humano, não há mundo cor de rosa ou problema besta que é minimizado. O livro é ótimo mesmo.

A Ruth Schwenk mantém um blog maravilhoso para mães: "The Better Mom" e foi através dele que eu cheguei nesse livro. Ela envia os textos do blog também por e-mail periodicamente, e eles são realmente inspirados, consoladores e encorajadores para as mães - eu não poderia desejar mais que outras mães lesses esses textos também.

5 de agosto de 2018

Regarding Anna

Publicado por Florence Osmund - Capa Tugboat Design

Confesso que li "Regarding Anna" só porque tinha "Anna" no título, e continuei para ver no que ia dar. É uma história de mistério na década de 60 nos Estados Unidos, com a personagem principal (Grace) descobrindo que era adotada após os pais morrerem num acidente com monóxido de carbono em sua própria casa - então fica a curiosidade de saber quem é a mãe dela, e porque há um rastro de violência e ganhadores de dinheiro na sua história. Mas é uma trama um pouco forçada, e a escrita de Florence Osmundo não ajuda muito. É um livro só para quem gosta muito de livros de mistério e não tem mais o que ler mesmo.

1 de julho de 2018

Harry Potter and the Cursed Child

Editora Scholastic

Finalmente, li "Harry Potter e a criança amaldiçoada" - o livro que não ia existir e, bem, praticamente não existe, já que é uma peça de teatro. Confesso que eu estava guardando - essa última expectativa de acompanhar a história do Harry Potter e os incríveis personagens que o rodeiam (não me venham com Bichos Fantásticos, que ainda não rolou uma motivação para ler o livro ou assistir a série. Não é HP sem HP).

Eu acredito que John Tiffany e Jack Thorne, os criadores da peça e do roteiro que envolveram J.K. Rowling nesse projeto, para nossa felicidade, fizeram um ótimo trabalho. A história, 19 anos depois, é ótima. Continua trazendo conflitos humanos num universo mágico, e também dá respostas ou sacia o apetite para os fãs que ficam remoendo revisitando a história original.

Eu fiquei obviamente muito curiosa para ver a peça ao vivo - deve ser algo realmente impressionante, porque as cenas descritas são realmente coisas de filme. Depois de Londres e NY, será que é uma peça que chegará aos mares brasileiros? Esperamos que sim!