24 de julho de 2016

The mirror crack'd from side to side

Editora Harper

Eu li "A Maldição do Espelho" da Agatha Christie há muitos anos, e o reli agora, e eu nem sei dizer se realmente gosto dele, pois o que mais me impressiona e deixa desconfortável é o motivo do assassinato. Algo assim que pode acontecer com qualquer pessoa... E talvez entrar no rol de "motivos justos", embora eu não acredite em motivos justos para matar alguém.

17 de julho de 2016

Editora Record - Capa Leonardo Iaccarino

Eu realmente gostei da filosofia educacional da Tania Zagury, equilibrada e coerente, por isso recomendo mesmo seus livros (alguns estão no kindle unilimited). "Limites sem trauma - Construindo cidadãos" explora o tema de como criar e defender os limites para as crianças, tão necessários, sem apelar para o famoso cantinho do pensamento ou mesmo para as também famosas palmadas. 

Tania Zagury é adepta principalmente de um reforço positivo, mas é claro que sem exageros - sem apelar a toda hora para presentes comprados ou uma chantagem (se você fizer isso, ganha isso, se você me obedecer, eu te dou isso), que torna tanto o pai como a criança reféns do negócio.

Sinceramente, eu gosto realmente de ouvir a minha filha de 3 anos dizer: "mãe, não fala brava comigo, fica feliz, eu vou obedecer você", porque ela está aprendendo que os sentimentos das pessoas ao redor é o que há de mais importante nos relacionamentos.

12 de julho de 2016

A probabilidade estatística do amor à primeira vista

Editora Galera - Capa Izabel Barreto

Ok, eu tenho uma queda por livros com títulos nerds como "A probabilidade estatística do amor à primeira vista" de Jennifer E. Smith. Fora o mega título (em tamanho, vai, sei que não é uma genialidade), o livro não é algo marcante, faz algumas semanas que eu li e lembro só de algumas coisas da trama (sim, o blog está meio atrasado).

O mote é garota vai viajar dos Estados Unidos para Inglaterra para o casamento do pai ainda cheia de mágoa do divórcio da sua mãe, mas se atrasa, perde o voo, e encontra o amor da sua vida. É romance adolescente, nada profundo, para se distrair e esquecer.

4 de julho de 2016

Como pensar mais sobre sexo

Editora Objetiva - Capa adaptada por Trio Studio sobre design original de Marcia Mihotich
Eu posso dizer que não cheguei nesse livro pelo título e vocês podem discordar, certo? Afinal, trata-se de uma coleção chamada "A Escola da Vida", que procura discutir questões fundamentais sobre o indivíduo e esse livro é claro: "Como pensar mais sobre sexo".

O fato é que Alain de Botton, o autor e filósofo em questão, não dá essa receita de bolo. Ele discute o sexo sim, em cada um dos capítulos, mas explicando porque a sociedade moderna está tão enrolada com esse assunto delicado, mesmo ele estando cada vez mais escancarado em nosso dia-a-dia.

É interessante que não se trata de um estudo científico e sim filosófico. Ou seja, o autor não procura mostrar estatística ou dados de estudos clínicos / psicológicos controlados, mas sim discute com razão e lógica as questões apresentadas. É possível argumentar contra, claro, e então tem-se um debate. 

No entanto, seus pensamentos sobre relacionamento amoroso, expectativas, traições ficaram muito próximo dos ensinamentos cristãos que eu tenho escutado, e então concordei animadamente com o que era dito, vendo reflexos da minha própria vida e de amigos (sem, é claro, ser um livro cristão, ou mencionar a Bíblia).

Definitivamente, um dos melhores livros sobre sexo que eu já li (não que eu tenha lido vários, claro, mas aí está a minha opinião).

7 de junho de 2016

O Poderoso Chefão

Editora Record - Capa Leonardo Iaccarino

Paradoxalmente, eu não consigo assistir filmes violentos (eu literalmente fecho os olhos), mas ler até que rola (mas eu me permito pular algumas linhas das partes mais sangrentas). Sendo assim, foi ótimo ler O Poderoso Chefão, um livro realmente espetacular, daqueles de ficar órfã no fim (no entanto, não gostei da sinopse das continuações). Deu para entender porque tanta gente adora os filmes (embora eu tenha desistido de assistir no primeiro - era muita gente apanhando e morrendo para a história fazer sentido nas partes que eu conseguia assistir, hahaha).

Mário Puzo retratou de forma admirável o que foi a máfia italiana nos Estados Unidos, com direito a explicação das origens. Dá para ter um vislumbre da realidade italiana nas primeiras décadas do século passado também, já que tem um trecho da história que se passa lá (e mesmo sendo ficção, é possível imaginar o que era realidade de tudo o que foi contado).

Um dos pontos interessantes é como Don Corleone se tornou poderoso - é um pouco do que ele era capaz de fazer, e muito de ter a postura correta, e conseguir arrebanhar seguidores fiéis (até por isso, o nome original - The Godfather / O Padrinho, é melhor do que o nome brasileiro - ele não aceitaria ser chamado de O Poderoso Chefão, embora ele o fosse sim e soubesse disso). 

É preciso muita inteligência e capacidade de liderança para conseguir a quantidade certa de temor - a base de recompensa e ameça - que mantenha os seguidores obedientes sem que eles se considerem merecedores de assumir o poder, ou mais privilégios (o que acontece, claro). 

Dá para imaginar o que não tem de Don Corleone no cenário do crime brasileiro - com requinte menor ou igual ao original...

O diário da Princesa

Editora Record - Design de capa adaptado de Ray Shappell

Entre os 100 livros da lista da BBC, estavam listados os dois primeiros da série O Diário da Princesa, de Meg Cabot. Aproveitei o Kindle Unlimited para ler, rapidinho, em menos de 5 dias, os dois. Eu não assisti o filme (para variar), mas sei que foi feito com a Anna Hathway jovem, o que já mostra uma boa diferença para os livros: a garota que se descobre princesa tem uns 11-12 anos de idade, ainda na pré-adolescência. 

Acredito inclusive que o filme deve ser um compilado dos primeiros livros, porque a historinha é curta, um conflito simples, nada muito intricado, de duração de uns 2-3 meses. Livro para pré-adolescente ler e crescer junto (e deve crescer bastante, já que são mais de 10 livros publicados sobre a personagem.) (Mas, na minha opinião, se for para crescer junto, que seja com Harry Potter). 

3 de maio de 2016

Quarto

Editora Verus - Capa André S. Tavares da Silva e Fearn Cutler de Vicq

Emma Donoghue escreveu um livro impressionante e impactante, daqueles de prender a atenção e dar pesadelos depois: "Quarto", A história é tão boa, que, transformada em filme - O Quarto de Jack - foi nomeado e ganhou prêmios importantes (embora isso (livro bom - filme bom) claramente não seja uma regra). 

A narrativa é do ponto de vista de Jack, que nascido no cárcere privado em que sua mãe é mantida, nunca viu "o mundo lá fora", e realmente achava que nada existia - o que passa na TV é "de mentirinha". Sua mãe fez o melhor que podia nas suas circunstâncias, já que, o filho dela, (tadinha), não veio com manual de instruções para situações difíceis.

Eu mesma mãe de crianças pequenas me impressiono sempre como somos nós (pais, educadores, adultos ao redor) que construímos o universo da criança, explicando e interpretando o que ela vê, o que é dito, o que acontece e até o que ela sente. São inúmeros os "por que aconteceu isso?", "por que você disse isso?", "por que ela fez aquilo?", e cada resposta é um tijolinho na realidade daquela pessoa pequena. Para ser confirmado, desconstruído, derrubado e refeito ao longo da vida, mas sendo formado mesmo assim.

Eu gosto da literatura que nos leva ao extremo da realidade - e se acontecesse esse absurdo? - e coloca gente de verdade ali - não heróis perfeitos, mas pessoas que procuram fazer o seu melhor, e possuem fraquezas, medos e erram. Gosto de ver uma mãe que tenta proteger ao máximo o filho, fazer o melhor por ele, mas não é a mãe perfeita sempre, porque ninguém é. E não deixa de ser fantástica por isso.