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13 de junho de 2011

Fernando Pessoa

Fonte: Google
O Google está homenageando Fernando Pessoa hoje, no que seria seu aniversário de 123 anos. Ele é um dos meus poetas preferidos - claro, como não gostar de pelo menos de 1 dos seus heteronômios?

Ainda no clima do dia dos namorados, compartilho com vocês uma das poesias de que mais gosto, do Álvaro de Campos.

Todas as Cartas de Amor são Ridículas


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

 
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

11 de junho de 2011

Senhora

Editora L&PM Pocket

Hoje é o aniversário da Fér, com quem eu compartilho uma amizade transatlântica. E para falar dela, eu escolhi um livro com título bem oposto a postagem dela de hoje, já adiantando que eu não a considero uma senhora não!

Nós ficamos muito amigas na 8a série (atual 9o ano e isso denuncia como ficamos velhas rápido ou como o sistema educacional brasileiro muda rapdiamente), e esse livro foi a fonte de uma brincadeira entre nós duas, a qual eu não irei especificar aqui e nem ninguém nos comentários, hein!

De qualquer forma, esse foi um dos primeiros clássicos da literatura brasileira que eu realmente gostei. A linguagem é difícil, é verdade, mas só pelo mudança dinâmica da língua, algumas palavras e expressões que já não se usam mais - e eu gosto particularmente de uma delas: "sentou-se ao pé de Aurélia..." José de Alencar gosta de descrever o pé da mesinha ao lado do sofá da protagonista, como dizem por aí, mas é uma ambientação incrível de uma época que não existe mais. A sociedade é machista e restritiva às mulheres... opa! esse é o exato ponto que torna esse livro interessante!

Para quem não lembra da história, Aurélia é uma moça pobre e bonita que se apaixona por Fernando e ele a troca por uma rica que vem com um dote. Quando ela recebe uma herança do avô, ainda magoada, faz um intermediário negociar o casamento com o Fernando, sem que ele saiba quem é a noiva. O mancebo acorda o valor do dote e fica super feliz no casório quando descobre que se trata da sua paixão de adolescência, mas na noite de núpcias ela deixa claro que "o comprou" e o casamento é de fachada.

Assim como Brumas de Avalon, homenagem de aniversário a outras amigas do mesmo Clubedalulu, esse livro marcou nossa adolescência com exemplo de uma personalidade forte feminina, do poder feminino e... bem, como também nós podemos ser más num relacionamento amoroso (vide exemplo da Aurélia comprando o marido e jogando isso na cara dele).

Mas o final do romance é feliz! E disso nós gostamos mais ainda! Fér, que sua vida de senhora-senhorita seja todo dia um final feliz!

10 de maio de 2011

A Princesinha

Editora Penguin Books

Gostei da sugestão da minha irmã no último comentário e resolvi escrever sobre um dos meus livros preferidos de todos os tempos - A Princesinha.

Eu primeiro vi o filme de Alfonso Cuarón, que é muito bonito, tanto pela história como pelas imagens. O filme conta em paralelo uma história de um deus indiano, e isso rende imagens maravilhosas e cheias de fantasia (algo que não tem no livro). Eu estava numa fase sensível e chorei o filme inteiro... Aliás, eu já assisti n vezes esse filme (n tendendo ao infinito) e chorei várias vezes. É um filme infantil, claro, mas tão sensível!

Depois eu li o livro nessa versão pocket em inglês e adorei também. Várias partes são diferentes do filme, mas a ideia do filme é mantida e eu gostei da adaptação ao cinema (o que é meio difícil de acontecer). A autora, Frances Hodgson Burnett, escreveu outros livros sobre a mesma época com crianças como o hit da sessão da tarde O Jardim Secreto. (Eu gosto muito do século XIX na Inglaterra!)

A história é sobre Sarah, que perde a mãe quando bebê na Índia e depois é levada para Londres (no filme é NY) para estudar num colégio interno só para garotas. O pai a cerca de boas roupas e brinquedos, e a diretora do colégio - uma chata - a escolhe para ser sua "aluna de destaque", o que rende ciúmes de algumas garotas. Mas suas boas maneiras, sua gentileza e o dom de contar histórias conquista a maioria das amiguinhas. No meio tempo, o pai morre na Índia (no filme, é numa guerra) e ela fica sem dinheiro algum e agora precisa trabalhar no colégio fazendo limpeza em troca apenas de moradia e o mínimo para sobreviver.

O que eu acho mais legal é que a Sarah diz que gosta de se imaginar uma princesa para então se comportar como uma - e ser uma princesa significa ter valores morais muito elevados e agir de acordo com eles. (No filme, o pai diz que ela é uma princesa, porque todas as garotas são princesas). Mesmo na pobreza e no luto, ela continua acreditando nos seus princípios e valores, e que não importa a situação - ela é uma princesinha. Percebam o detalhe no título em inglês: Uma princesinha, que se perdeu na tradução - A little princess.
Além disso tudo, a música tema do filme é uma das minhas preferidas e tocou no meu casamento, logo antes de eu entrar (a letra só começa depois do primeiro minuto).
Kindle My Heart  - Patrick Doyle

As the moon kindles the night
As the wind kindles the fire
As the rain fills every ocean
And the Sun the Earth
your heart will kindle my heart

Take my heart
Take my heart
Kindle it with your heart
And my heart cannot be
Kindled without you
with your heart kindle my heart

Acende meu coração

Como a lua acende a noite
Como o vento acende o fogo
Como a chuva enche cada oceano
E o Sol, a Terra
O seu coração acenderá o meu coração

Pegue o meu coração
Pegue o meu coração
Acenda-o com o seu coração
E o meu coração não pode ser
Aceso sem você
Com seu coração acenda meu coração

Kindle: quer dizer "acender", "colocar fogo em", "estusiasmar", "estimular" - é uma palavra muito bonita, não?

1 de abril de 2011

O estranho caso do cachorro morto

Esse é um livro de 2003, sobre um cachorro morto.

Tudo bem, vai, na verdade é sobre Christopher, um garoto de 15 anos. A sua mãe morreu 2 anos antes, e ele vive com o pai. E então ele resolve investigar a morte do cachorro do vizinho em seu quintal. O título em inglês é mais interessante, algo como "O curioso incidente do cachorro a noite" (The curious incident of the dog in the night time).

A particularidade desse livro é que Christoph é autista, ou possui algum outro tipo de problema (limitação? politicamente corretos, perdoem-me), de comportamento e a história é contada do ponto de vista dele, e sempre é muito legal ler um livro em que a perspectiva é completamente diferente da sua.

Se bem que eu me identifiquei completamente com a cena em que ele pega um metrô em Londres, e quando as pessoas começam a deixar lotado o vagão, ele grita porque não suporta que toquem nele, e forma-se uma espaço vazio ao seu redor. Já tive muita vontade de fazer isso aqui...

Quem me emprestou esse livro do Mark Haddon foi a Fér, que inclusive ganhou um prêmio com a sua resenha sobre ele, que foi vinculada num programa de rádio de incentivo a leitura. No entanto, eu o associo a minha sogra, fisioterapeuta, que conhece muito esse mundo de crianças com características especiais. Ela tem verdadeira paixão pela sua profissão e seu trabalho, o que é muito inspirador. Para quem quiser conhecer mais sobre o assunto, recomendo o seu blog Fisioterapia e Inclusão Escolar. E ler esse e outros livros com essa temática, de quem vive no nosso mundo, mas de uma maneira totalmente diferente.

Este post é para a minha sogra querida, Nilcea, dando os parabéns pelo seu aniversário nesse domingo. Que Deus continue abençoando você em todas as áreas de sua vida, em todas suas paixões e todos os seus sonhos! 

11 de novembro de 2010

As Brumas de Avalon

Lá pelos meus 14 anos, a tia Helô, muito querida, me entregou uma edição velhinha de Brumas de Avalon (não essa da foto), também em 4 volumes, e disse: "você tem que ler esse livro". Olha, era sobre o Rei Artur, magia, não fui muito com a cara não. Mas depois de começar a ler o primeiro livro, foi paixão. E passando rapidamente para o segundo, comecei um "clube do livro", e a Fér foi a próxima a ler, passando para a Ania e para não lembro mais quem.
E nós, um grupo de amigas (já chamado de Clube da Lulu), adoramos o livro, falávamos e discutíamos sobre ele, nos identificávamos. Naquela época de ICQ, adotamos os apelidos de acordo com as personagens que nos foram mais simpáticas, ou que mais tivemos identificação: a Ania virou a Morgana, Anacarol era Raven (se não me engano), a Fér era Dierna, e eu era Sianna (estas duas últimas de outro livro: A Senhora de Avalon que se passa antes de Brumas, e eu acabei comprando na época).
Porque, mais do que sobre o Rei Artur e magia, acredito que Brumas é um livro super feminista, que mostra a atuação da mulher apesar de uma socidade machista, como ela pode exercer um poder diferente do homem, às vezes mais sutil e "dos bastidores". Era o Girl Power das Spice Girls com mais cérebro, eu diria.
Esse discurso todo fala muito com a garota adolescente, está relacionado a auto-estima. Esse livro foi importante para a gente, mas está relacionado com uma época da nossa vida, que passou. Acho que nenhuma de nós leu de novo. (Mas é interessante ver que esse livro pode significar muito mais para outras pessoas, como a Cláudia, da Vaquinha Gertrudes, que agora tem uma filha chamada Morgana).
Mais do que isso, "Brumas" para mim está marcado como um aspecto da nossa amizade: de ler junto, conversar, discutir, analisar sempre nosso papel como mulher, nossa vida, desde aquela idade.
Por isso, esse post é para dar os Parabéns para as Anas e celebrar a amizade de todas nós. Feliz aniversário, garotas! Que venham mais eventos, livros, conversas e análises por aí!

27 de outubro de 2010

The Last Song

"A última música" é um livro desses bem açucarados, muito gostosos e rápidos de ler. Ele também é um filme da Miley Cirus que, para variar, eu não assisti. O autor, Nicholas Sparks, é especialista em escrever livros que vão (ou para?) virar filmes: "Um amor para recordar", "Diário da nossa paixão", "Uma carta de amor", "Querido Jonh" entre outros que (ainda) não viraram filmes. Se você já assistiu algum desses, pode imaginar a quantidade de romance que se pode esperar num livro dele.
Essa é a história de Ronnie, que mora com a mãe em Nova York, e aos 17 anos, final do colegial, é levada junto com o irmão caçula para passar as férias de verão com o pai numa cidade litôranea minúscula. Aí o história vai sobre a relação dela com o pai, os problemas de adolescente revoltadinha, o que fazer com a vida, e, claro, chega na paixão com um local, que precisa se provar se "sobe a serra" ou não, como dizem por aqui... Mas como nada vem de graça, tem um fator surpresa no livro muito importante, que eu não vou contar, claro, mas cuidado ao ler em público - ainda bem que eu já estava em casa quando comecei a chorar...
Eu estava com muita vontade de ler livros desse autor, e o meu marido me deu de presente - 9 anos e meio de namoro mês que vem. E eu posso dizer que ao ler o livro, e ver descrito ali um garoto dos sonhos, eu pude ficar feliz porque eu encontrei meu príncipe encantado (3 anos de casamento hoje)... E ele ainda não virou sapo, hahahahaha.
Mas é claro que ninguém é perfeito como os livros-para-garotas querem provar. Não adianta se iludir, pensando que a vida vai ser um conto de fadas, por mais que a gente case com o príncipe, e ele lhe trate como princesa, a vida real dá mais trabalho (pensando na Tati). Mas é muito mais gostosa por isso. É real.
E eu acredito no viver felizes para sempre, Deus está abençoando demais o nosso relacionamento, isso eu posso sentir. Para quem duvida, daqui a uns trocentos anos, eu confirmo para vocês!

17 de julho de 2010

O Dia do Curinga

O Dia do Curinga é um livro incrível do mesmo autor de "O Mundo de Sofia", Jostein Gaarder. O livro da Sofia foi o que ficou mais famoso, lançado primeiro, toda uma nova abordagem em filosofia, mas, convenhamos, não deixa de ser um livro "didático", escrito para ser utilizado na sala de aula. (Então, para aqueles que não conseguiram chegar até o final, a minha sugestão é: leia só a história da Sofia, pulando a parte teórica - em cartas ou preleções. Vale a pena ler para ver o fim).
Agora o Dia do Curinga é diferente porque é um romance, mesmo, a história do pai e o filho que viajam de carro da noruega para a grécia a procura da mãe. No meio da jornada, algumas coisas bem estranhas acontecem - um anão dá ao garoto uma lupa e, por causa dela, ele ganha um livrinho de um padeiro que conta uma história fantástica sobre uma ilha em que as cartas de um baralho ganham vida. Um dos pontos mais interessantes do livro é o calendário da ilha: são 13 meses de 28 dias, cada um correspondente a uma carta do baralho (Ás, 2, 3, etc). Para dar 365 dias, tem mais o dia do curinga. A cada 4 anos, um dia do curinga a mais!
A filosofia está ali, nas reflexões do Hans Thomas, na interação do garoto com essa história do livrinho. É a parte séria, não sendo teorizada, mas vivida.
Esse livro é um dos preferidos da minha irmã Larissa, a aniversariante do dia 18 de julho. Esta loira linda não é uma leitora compulsiva como eu, o que lhe dá um filtro melhor para livros bons (é dela "Os Espiões"). Madura em seu 1/4 de século, é ainda a criança, alegria da casa e de todos que a conhecem. O Dia do Curinga combina com ela, uma história incrível, com humor, lances inteligentes e surpreendentes.
Recomendo muito ler, para se divertir e não ter medo de livros grandes. Recomendo muito conhecer a minha irmã, para se divertir e saber o que é uma grande amiga.
Amo muito você, pequena! Parabéns!

27 de março de 2010

Doutor Jivago

Doutor Jivago é outro livro russo que eu li, motivada por ouvir falar do filme, um sucesso da década de 60, que popularizou a música "Tema de Lara" e o nome Larissa - a personagem principal.

Esse livro se passa por um longo período de tempo, o romance de encontros e desencontros e revoltas e ventos políticos entre o doutor Jivago e Lara. Sinceramente, não gostei tanto assim desse livro, geralmente eu gosto de histórias felizes! (espero não estar estragando o filme para ninguém, depois de 50 anos!)

Anos depois de ler o livro, descobri que o meu futuro sogro tinha gostado tanto do filme, que sempre sonhou em ter uma filha chamada Larissa. Deus deu a ele dois garotos primeiro, mas a caçula veio a tempo de receber esse nome que parece russo, mas na verdade é grego. Larissa signifca alegria, o que cai bem nas minhas duas irmãs de mesmo nome.

Eu assisti o filme - de 3 horas ou mais, em 2 dvds - na casa do tio Joel, meu sogro muito querido - que fez aniversário no começo do mês e só agora que eu associei um livro a ele! Demorou, mas chegou. Ele não leu o livro, mas não precisa, o filme é impressionante de tão belo, e toda a emoção está lá. Recomendo, para inspirar outros pais e mães e Larissas...

10 de março de 2010

De amor e outros demônios

Se eu gosto de ler, a culpa é da minha mãe.
Não culpa, vai, motivo. Ou causa.
Gosto de dizer que também há um componente genético - porque embora com a mesma mãe, eu e a minha irmã temos "ritmos" ou "gostos" de leituras diferentes.
E a minha mãe sempre gostou de ler, desde pequena (de lanterna, embaixo do lençol no quarto que dormia com os irmãos) e até a vida adulta. E na vida adulta, o que mais tem na biblioteca da minha mãe é Gabriel García Márquez, e foi mais ou menos aos 12 ou 13 anos, que eu li o meu primeiro - Do amor e outros demônios, um livro de contos, histórias curtas, uma verdadeira introdução ao grande escritor.
A primeira história é de uma garota que, depois de morta, ainda tem seus cabelos crescendo (e obviamente eles descobrem isso quando "desenterram" o crânio com um tamanho de cabelo impressionante, em metros - que eu não me lembro mais, dado o tempo!) Por esse detalhe, já dá para entender um pouco o que é o tal realismo fantástico do García Marquez, em que um pouco de absurdo sempre é aceito normalmente no cotidiano das pessoas (ok, essa pode não ser a definição formal, mas é a minha, hehehehe).
Minha mãe tem vários livros dele, e eu fui me deliciando com cada um deles, inclusive os clássicos Cem anos de solidão e Amor nos tempos do cólera, sendo que esse último foi o que eu mais gostei. O final é o melhor!!!! E especificamente a frase do personagem principal, que eu não posso comentar, claro, porque é o final!
Por fim, vale o comentário: eu comecei a ler livros em espanhol da Isabel Allende, que é uma maravilha, super fácil de ler (para mim, que fiz 3 anos de espanhol na escola e para minha mãe que só teve uma mãe espanhola). Minha mãe comprou a autobiografia do GGM, e achou bem difícil de ler... Realmente, não dá para falar que espanhol é tudo igual! Está aí a dica!
Bom, esse post é para minha mãe (outro!), porque ela fez aniversário agora no dia das mulheres (parabéns a todas nós), porque ela é uma mãe maravilhosa, que "inoculou" em mim esse gosto por leituras!

25 de janeiro de 2010

Grande Sertão: Veredas

Hoje, 25 de janeiro, é o aniversário do meu marido, vulgo amor da minha vida, Daniel Trigo. Então esse post é para ele, de um livro que eu já li e reli faz tempo mas fala muito de amor para mim. Grande Sertão: Veredas é um livro bem árido para algumas pessoas, mas depois que você entra nesse universo peculiar do Guimarães Rosa, é difícil escapar. Em cada linha, em cada palavra inventada, é ver poesia, é ver coração, é ver humanidade. Não vou explicar o enredo, afinal qualquer site de vestibular pode fazer isso melhor do que eu. Para mim, esse livro fala de amor, amor de verdade, e eu sou grata a Deus por ter encontrado um amor assim.
"Diz que direi ao senhor o que nem tanto é sabido: sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na ideia, querendo e ajudando; mas, quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois." 
Feliz aniversário, Amor.