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4 de julho de 2026

Um Cavalheiro em Moscou

 

Editora Intrínseca

Eu procurei brevemente na internet se o nome desse autor, Amor Towles, é por conta da palavra Amor em português mesmo - e não encontrei (e os irmãos chamam Stokley e Kimbrough, então reparem na peculiaridade). Mas o que eu tenho certeza é que esse livro, Um Cavalheiro em Moscou, é um amor. 

O personagem principal é um encanto, e toda a história nos transporta para um outro mundo - em tempo e espaço - e dá vontade sim de conhecer essas pessoas e morar um hotel para sempre (mas talvez não na antiga URSS).

A história nos surpreende, diverte e ainda dá esperança na humanidade. Não dá para querer mais que isso. Vou entrar na fila para ler outros do mesmo autor, com altas expectativas.


14 de abril de 2026

The Seven Dials Mystery

 

Editora Harper Collins

Na trilha da mini série da Netflix baseada nesse livro, O Mistério dos Sete Relógios, resolvi matar minhas saudades de Agatha Christie para ver as diferenças entre o livro e o audiovisual. 

Realmente a Bundle, a detetive amadora, é uma personagem muito interessante - não a mocinha aristocrata que costumamos conhecer, e é bonito de ver como a autora nos engana descaradamente. É realmente uma gênia do crime. 

Recomendo!

1 de julho de 2025

A Mulher Enjaulada

 

Editora Record

Aconteceu, gente.

Venho aqui comunicar a todos que achei uma série melhor que o livro. No caso, a série Dept. Q da Netflix, que se baseia no livro A mulher enjaulada do autor dinamarquês Jussi Adler-Olsen.

Eu assisti primeiro a série, e gostei tanto dos personagens, principalmente, que acabei querendo mais.  Quando eu vi que tinham 10 - DEZ - livros na série, queria ler todos. Mas aproveitei que o primeiro, em português, estava no kindle unlimited, baixei e comecei a ler (só tem os dois primeiros traduzidos, pelo que eu vi). 

Só que, como sempre, tem diferenças entre o livro e a série, e TODAS as diferenças melhoraram a trama do livro. Há mais personagens femininos e eles não são descritos apenas pela sua beleza ou utilidade para o personagem principal (que é mais chato no livro), o personagem sírio é menos caricato e traz uma outra camada de mistério para a história, e até a justificativa do crime é melhor. 

Então é isso, assistam a série, e torçam comigo por uma segunda temporada!


12 de março de 2022

Crônicas Saxônicas

 

Caixa de livros Crônicas Saxônicas - Editora Record

Ler os 13 livros de Crônicas Saxônicas foi uma jornada e tanto - para conhecer mais da história da Inglaterra, para aprender como vivia o povo na Idade Média, para, é claro, se encantar por Uhtred, um guerreiro esperto.

Os livros fluem bem, já que Bernard Cornwell escreve ficção histórica como ninguém, e são repletos de romance e aventura. Há cenas violentas, mas não exageradas.

Essa série foi adaptada como "The Last Kingdom" na Netflix, e foi muito bem feita, apesar de claro, reduzir bastante a história e a quantidade de personagens - os livros se passam por várias décadas, enquanto a série preserva um pouco a juventude deles (o que ajuda bastante no apelo). O último livro é dedicado ao ator principal da série, Alexander Dreymon, e o autor disse que chegou a imaginar as falas do Uhtred com a voz dele.

Recomendo a série tanto escrita como gravada e fiquei um pouco órfã dela sim.


31 de março de 2021

A noite da espera

 

Editora Companhia das Letras

Milton Hatoum é um grande autor brasileiro contemporâneo cujos livros fogem do eixo Rio-São Paulo e isso os torna tão interessantes. Em "A noite de Espera", acompanhamos alguns anos da vida de um adolescente - e então jovem universitário - em Brasília, na década de 60.

Temos ali a família que se rompe, com o pai querendo se afastar fisicamente da mãe que iniciou um novo relacionamento, as novas amizades e namoros, a cena cultural, o relacionamento com a política turbulenta e o movimento estudantil da época. É um retrato incrível, muito tangível, desse momento na vida de Martim.

Senti uma grande inquietação, um desconforto com esse jovem tão distante da mãe (que não consegue ir visita-lo) e do pai que transfere a raiva pelo fim do casamento para o filho. Ele é amparado por alguns amigos, surgem mentores, mas a quebra da estrutura familiar é uma dor real para ele.

Planejada como uma trilogia, o segundo volume da série "O Lugar mais sombrio" já foi lançado - Pontos de Fuga.



4 de janeiro de 2019

Em busca de Watership Down

Editora Planeta - Capa Sophie Eves

"Em busca de Watership Down" entrou na minha lista de leitura por ser um dos livros que aparecem nos 100 preferidos da BBC. Depois eu fiquei sabendo que era uma história sobre coelhos, que um pai contava para as filhas e não fiquei tão animada. (Um dos livros da BBC que também fala sobre animais humanizados era bem chato). Aí comecei a ler, porque vi que já tinha a série no Netflix.

E é espetacular!

No prefácio, o autor conta como gostava de inventar história para as filhas, e ao ler alguns livros tão toscos, achou que poderia fazer melhor, e a filha incentivou com a história dos coelhos. 

E que história!

Eu nunca me envolvi tanto com uma história com animais - humanos são mero coadjuvantes, e todo o contexto que Richard Adams criou: há uma "religião", há mitos, há um passado, as relações comunitárias e extra comunitárias são muito interessantes mesmo, fui surpreendida.

E que surpresa!

Fiquei com vontade de ler para as minhas filhas, fiquei com vontade de assistir a série com elas (após ler o livro), mas acredito que ainda não é o momento certo. Primeiro, porque a menor, com quase 4, não tem tanta concentração para livros sem figuras ainda. Segundo, porque é violento (e essa restrição é mais para assistir a série). Há lutas, derramamento de sangue, alguma tortura. Nada muito longe de filmes de heróis por aí, mas acho que é uma questão sensível para se abordar. 

De qualquer forma, espero que a série ajude a popularizar o livro aqui no Brasil, porque é realmente muito bom!

30 de março de 2018

O Conto da Aia

Editora Rocco - Capa Laurindo Feliciano

Eu li O Conto da Aia! Mas ainda não vi a série.

A história de Margaret Atwood é incrível e fantástica - escrita há 30 anos atrás, relata um futuro distópico - quando os Estados Unidos são dominados por um poder religioso cristão que proíbe as mulheres de terem cidadania. A ideia dos líderes é voltar ao tempo bíblico de Abraão, no que é conveniente e da forma que é conveniente, o que dá uma boa discussão sobre tradição, religião, cristianismo e poder.

A narrativa é feita por uma mulher, a Aia do título, rememorando o que se passou. No entanto, a forma em que isso é feito - a velocidade dos acontecimentos, as explicações, mesmo a própria personagem - deixa muito a desejar. Dá para entender porque esse livro ficou no esquecimento por tanto tempo (não havia uma edição disponível para venda aqui no Brasil quando a série foi lançada). Aliás, seu sucesso atual é por conta da série realmente - ouvi muitos comentários positivos - que deve ser mais emocionante que o livro.

Geralmente o livro é melhor que o filme, mas aqui não parece ser o caso. Vale a leitura se você não for assistir a série, ou se quiser mesmo saber detalhes da história.

15 de maio de 2017

The Return of Sherlock Holmes

Editora Wilco Publishing House

Eu comprei os três volumes de histórias do Sherlock Holmes há muitos anos atrás - 7 - e eu fiquei assim, guardando o último para ler depois para ver se não acabava. Mas acabou e foi muito bom! "The return of Sherlock Holmes" já mostra nosso amado personagem no auge da fama, escolhendo casos cada vez mais intrincados, no limite da criatividade do autor.

O que eu gostei dessa vez foi relacionar com a série da BBC - Sherlock - que fez um trabalho maravilhoso de adaptar as obras para a atualidade. É interessante ver como eles conseguiram preservar a essência dos personagens, e souberam ousar de maneira coerente com o universo fantástico de Arthur Conan Doyle. 

Pronto, gastei vários adjetivos como elogios - e mais um para terminar: isso é entrentenimento de qualidade!

26 de novembro de 2016

The Girl Who Circumnavigated Fairyland in a Ship of Her Own Making

Editora Much-in-Little 

O livro de Catherynne M. Valente tem um título bem poético especialmente em inglês: The Girl Who Circumnavigated Fairyland in a Ship of Her Own Making (e a cena em que isso acontece é realmente significativa), a tradução da Editoria Leya não é exata: A Menina que navegou ao Reino Encantado no Barco que ela mesma fez, e está até errada com o que acontece (a garota chega na Terra das Fadas levada pelo vento criado pelo Leopardo).

Ler a história de uma menina levada pelo vento para a terra mágica de fadas, que recebe uma missão e faz as amizades mais diferentes é ter todo o tempo O Mágico de Oz pipocando na mente. Não é uma versão, mas parece quase uma homenagem, sendo, é claro, muito mais moderno: a garota, Setembro, se dá mal por diversas vezes, não sabe o que fazer, é enganada, mas sua integridade e inteligência a leva mais longe e lhe dá as saídas mais engenhosas, com ajuda dos amigos, claro.

O universo de Fairyland é bem complexo, com várias leis e criaturas diferentes e interessantes. Eu particularmente achei complexo demais, o que tornou o livro cansativo, mas entendo que terá apelo para muitas pessoas (por isso ganhou prêmios e há sequências publicadas) - para quem gosta, é um retrato de girl power, assim como O Mágico de Oz (a coleção completa, também tem a resenha nesse blog).

10 de fevereiro de 2016

Pequenas Grandes Mentiras

Editora Intrínseca

O que eu mais gostei em "Pequenas Grandes Mentiras" é que se trata de um livro cujos personagens principais se parecem comigo: tem filhos. Sim! Os protagonistas não são adolescentes ou jovens buscando cônjuges, nem alguém no final da vida lembrando de sua jornada. Temos 3 mulheres, totalmente diferentes, que se tornam amigas porque tem filhos da mesma idade. (Realmente é notável como é fácil fazer amizade a partir desse pressuposto).

O primeiro capítulo já entrega que vai haver alguma confusão grande numa reunião da escola, e aí a história vai e vem, com pequenos comentários de praticamente todos os personagens num inquérito policial a partir dessa noite. Eu não gosto muito desse recurso de antecipar o clímax, mas entendo que isso ajuda a construir a narrativa, e nós vamos analisando quem aparece a partir dos comentários a posteriori do grande evento (que só é explicado no final mesmo).

O mais legal é que vai ter uma série da HBO baseada nesse livro, com Reese Whiterspoon e Nicole Kidman. Elas são perfeitas para seus papéis! (E a história se passa na Austrália - legal para variar, né?)



29 de novembro de 2015

The Name of the Wind e The Wise Man's Fear

Editora DAW Books - Capas por G-Force Design

Uma grande amiga indicou os livros do Patrick Rothfuss como um "Harry Potter" para adultos. Como somos órfãs do bruxinho (por mais releituras que possamos fazer), resolvemos encarar os livros: "The name of the wind" e "The Wise Man's Fear". E aí está o primeiro ponto de atenção - a trilogia ainda não está completa e o autor não dá nem previsão de quando irá lançar o próximo tijolinho. Sim, cá estamos presas no meio de uma série assim como "Guerra dos Tronos". Não gostamos disso definitivamente, mas já tínhamos começado a ler a série quando descobrimos isso.

O personagem principal Kvothe é um bruxo prodígio e precoce (assim como Harry Potter), que resolve contar a história da sua vida para um "historiador", que viaja pelo mundo recolhendo histórias e as reconta. Ele é realmente um gênio, mas vive como um dono de estalagem, simples e simplório, embora tenha algo como um aprendiz, que sabe quem ele é realmente. O ponto é, claro, como um mágico de alto potencial não está usando seus talentos e conhecimentos para ajudar a si mesmo e talvez até o mundo (que está passando por uma grande ameaça de forças desconhecidas / negras). 

Eu particularmente não gostei muito do primeiro livro - achei o Kvothe um chato metido. Se você não simpatiza com o personagem principal, fica difícil se envolver na história. No segundo livro, um pouco mais maduro, ele realmente fica menos metido, e demonstra melhor suas fraquezas. Então, estou ansiando pelo terceiro para ver como tudo se resolve, e não só como o bruxo chega a dono de estalagem, mas como vai ser sua redenção - porque estou torcendo pelo seu sucesso, e a vitória do bem contra o mal, e a mocinha ficar com o mocinho.

Não substitui o HP no meu coração (nem chega perto), mas vale como um novo mundo de fantasia para se entreter. 



30 de dezembro de 2013

Coleção (quase) Completa do Mágico de Oz

Editora Bedford Park Books

E quando vocês menos esperam, eu apareço para contar sobre os últimos 12 livros do ano: A Coleção (quase) Completa do Mágico de Oz. (As minhas prioridades de tempo livre são a Anna e dormir, então 2 livros ficaram para o ano que vem.) 

Aqui no Brasil, esses livros não são muito conhecidos, (aliás, quem sabia que o filme Mágico de Oz foi baseado num livro?), mas Dorothy, o Mágico de Oz, o Espantalho, o Homem de Lata, o Leão, Ozma, Glinda e muitos outros personagens desse reino encantado povoaram a infância de muitas crianças americanas. L. Frank Baum escreveu 14 livros sempre agradecendo a crianças de todas as idades que escreviam cartas perguntando sobre o reino de Oz, seus habitantes e como fazer para chegar lá.

Escritas no começo do século XIX, as histórias parecem "Faz de Conta" de criança mesmo: cheias de situações que parecem insolúveis e aí aparece um ser que voa para tira-los da enrascada, ou o inimigo fica cansado de brigar, ou uma mágica resolve a situação. Histórias inocentes, onde o mal e o bem estão bem definidos, há mensagens morais claras e o bem sempre vence. 

No entanto, meu personagem favorito foi Rinkitink, um rei muito irônico e folgado que fugiu dos seus súditos na história que se passa quase completamente fora do reino de Oz, "Rinkitink em Oz". Ele tem uma cabra super mal humorada, e ótimos diálogos se passam entre eles (porque, sim, todos os animais falam).

Eu estou lendo em inglês (sim, pretendo acabar), e a coleção completa é super barata no Kindle (menos de 1 dólar). Para finalizar, algumas citações:

"Quanto mais alguém sabe, mais sortudo ele é, porque conhecimento é o maior presente na vida."

"Conselho não custa nada - a menos que você siga-o."

"Esse é a maneira de ter ideias [para se salvar de alguma situação]: nunca deixe nenhuma circunstância adversa desencoraja-lo, mas acredite que existe uma forma de sair de toda situação difícil, que pode ser descoberta por um raciocínio cuidadoso."

"Pensamentos devem ser contidos da mesma maneira que o seu óleo [para o Homem de Lata], e somente aplicado quando necessário e para um bom propósito. Se usado cautelosamente, pensamentos são uma boa coisa para se ter."




25 de outubro de 2011

Uma canção de Fogo e Gelo (livros 1, 2 e 3)

 
Bantam Books

Eu estive lendo a série "Uma canção de fogo e gelo" pelas últimas 5 semanas e cheguei até o final do terceiro livro. Porque sim, os livros são pequenos tijolos de centenas de páginas e isso leva um tempo.

Para quem não sabe do que eu estou falando, esses são os livros que originaram a série Guerra dos Tronos do canal HBO, que está na 2a temporada agora, e que  motivou as vendas dos livros (já que o primeiro foi lançado há mais de 15 anos). Aqui no Brasil já tem 3 publicados, mas eu consegui a pechincha de comprar os 4 livros juntos, em inglês, pelo Kindle, por 18 dólares. #recomendo

Enquanto eu lia, comecei a procurar outras pessoas lendo e assistindo a mesma série - porque ela parece novela, dá vontade de comentar as cenas do último capítulo. São muitas as reviravoltas e surpresa sque o autor nos reserva, numa velocidade incrível, então dá muita vontade de falar: "Você viu o que aconteceu com fulano?? Eu nem desconfiava!!!" (Por experiência própria, garanta que a pessoa já tenha lido o que você quer comentar, é chato fazer / descobrir spoiler desse livro.)

Um dos motivos de eu parar de ler agora no 3o livro é este: esperar outras pessoas chegarem no ponto que eu estou, para comentar comigo (vai, vai, começa a ler agora) e tentar me livrar da obsessão de só falar desse assunto: o mundo novo de Westeros.

Outro fato importante a saber é que o autor não tem dó nenhuma de matar personagens e sim, isso depois de você se apegar tanto a eles (porque os bonzinhos simpáticos também morrem, parece que até numa frequência maior do que os mauzinhos), que você fica realmente triste de ver isso acontecer.

O autor, George R. R. Martín, já publicou 5 livros dessa série e prometeu mais 2, então eu estou só na torcida pelos meus personagens favoritos para saber quais deles irão sobreviver, principalmente a Arya, que é uma garota impressionante.

Por fim, essa série foi associada ao Senhor dos Anéis e eu gostei muito da comparação que foi feita aqui, que defende que esses livros são melhores do que os da série famosa Tolkien - eu gostei da saga do Frodo, mas eu concordo com (quase todos) os argumentos dados, e estou achando essa série mais divertida que Senhor dos Anéis mesmo.

Aguardemos os próximos capítulos!

12 de outubro de 2011

Di-versos...

Editora Scipione

 Para comemorar o dia das crianças, literatura infantil. No embalo do prêmio nobel de 2011, que escreve poesia que nunca poderemos ler no original, lembro dessa coleção de poesias russas, hebraicas e alemães, traduzidas e ilustradas para encantar crianças brasileiras.

A tradução é de Tatiana Belinky, uma autora maravilhosa para crianças, junto com Mira Perlov na edição de poemas hebraicos, e ilustrações lindíssimas da Cláudia Scatmacchia. Esses livros me encataram demais na minha infância, com menos de 10 anos mesmo, e me inspiraram a escrever meus próprios versos, até sobre as mesmas temáticas - notas de boletim, sinais de pontuação, meninos desobedientes, festa de bonecas, pescaria, passarinhos, os pais e até a morte - temas que conversam com crianças do mundo todo.

Em fases darks, minha poesia preferida era de Goethe (o próprio), "O Rei da Floresta", em que um pai cavalga pela floresta com a criança doente delirando no colo (achei nesse blog aqui, mas a versão do livro rima em português, é mais musical e numa linguagem acessível para crianças, realmente). Mas eu gostava e gosto até hoje de uma bem mais leve e engraçadinha, também de um alemão, chamado Wilhelm Busch, que deixo aqui com vocês.

Três tias

A primeira tia disse:
- Precisamos já pensar
Pra Soninha, nos seus anos,
Que presente vamos dar.

Então disse a segunda:
- Minha ideia, irmãs, é esta:
Um vestido verde-ervilha.
Essa cor Sônia detesta!

A terceira diz: - Concordo!
Verde a irrita pra valer!
Ela vai ficar furiosa.
Mas terá de agradecer!

17 de julho de 2011

Harry Potter

Editora Rocco - Capa Warner Bros. Ent. Inc.
Livros para crianças e adolescentes não existiram desde sempre, mas alguns autores fizeram fama escrevendo para esse público e também conquistando os adultos mais crescidinhos. Livros que hoje são clássicos como A ilha do tesouro e O Jardim Secreto com certeza já encantaram milhares por aí, atravessando gerações, mesmo que em suas versões adaptadas ou resumidas.

Os livros do Harry Potter já fizeram história na literatura infanto-juvenil. Nessa geração, que outros livros acompanharam 10 anos da vida de crianças e adolescentes (e até adultos) mantendo a mesma atração e interesse? (E estou falando exclusivamente dos livros, embora os filmes possam ter sua parcela nisso.)

Escrever sobre um universo paralelo de magia, tão tangível e consistente, foi um mérito da J. K. Rowling para atrair tantos leitores, alguns que se fossem deixados nas mãos da escola, nunca teriam lido 7 tijolinhos por livre e espontânea vontade.

Nas últimas semanas, empolgada com o lançamento do último livro, eu decidi reler todos os 7 livros, direto. Embora eu já tivesse relido vários (eu realmente gosto deles!), eu nunca tinho lido num espaço tão curto de tempo. Vou deixar aqui a minha impressão sobre a experiência, em itens, porque é mais fácil...

- A história é incrivelmente consistente. Sirius Black, personagem super importante que aparece no 3o livro, já é citado na 2a página do 1o livro, e no 5o livro é mecionado o irmão de Alvo Dumbledore que foi envolvido num escândalo com bodes. A autora já disse que viu a história toda pronta, quando estava viajando de trem, e aí foi começar a escrever e dá para perceber que isso é verdade, pelo menos para o grosso do enredo.

- O modo que ela escreve é mesmo de prender a atenção. Eu conhecia a história, conhecia o fim, e não conseguia parar de ler. Viciante!

-  Os livros cresceram com a gente e isso faz toda a diferença. O primeiro livro é bem infantil, simples, mas o último já é mais denso e com um conflito psicológico mais intenso (por exemplo, a amizade entre os 3 e a relação com Dumbledore que não é explorada no filme).

- O fato do ponto de vista da narração ser acompanhando o que Harry está fazendo e pensando e, em algumas vezes, sendo enganado e nos enganando na percepção de alguns fatos e de pessoas, é um dos pontos mais interessantes. A gente se leva pela emoção dele, só aumentando a empatia.

- Todos os livros tem uma história particular, mesmo que o fio que as une seja a briga com Voldemort, que só será resolvida bem no final. É muita coisa para acontecer com uma pessoa só? Tem alguns momentos que só estão ali para que a históra continue? Sim, mas e daí?  O importante é a jornada.

- Para constar, o meu preferido é o 6o livro, Enigma do Príncipe, porque é o mais romântico de todos, com certeza!

- A maioria dos conflitos existentes no livro é por causa da falta de comunicação. Harry que não consegue falar com Sirius, Dumbledore que não conta tudo para Harry, Neville e Harry que não conversam. Eu ficava pensando: nossa, nada disso aconteceria se pelo menos eles ouvissem um ao outro! Mas será que na nossa vida também não acontece isso direto? Diferentes expectativas e conversas que não acontecem criam uns conflitos totalmente desnecessários...

- Por fim, ver Harry, Hermione e Rony crescerem juntos é emocionante, e o fato de existirem os filmes torna tudo mais real. Relendo, eu vejo as cenas na minha cabeça com Daniel Radcliffe, Emma Watson e Ruppert Grint - não consigo imaginar de outra forma, o que não perde a graça ao meu ver por que se o primeiro filme é o pior, eles realmente foram melhorando ao longo do tempo e o 7o filme é muito bonito e bem feito (mas ler o livro é essencial, já aviso, porque ele é bem resumido e os "pulos" só fazem sentido se você conhece a história).

Eu poderia falar e escrever horas sobre esses livros, sendo totalmente parcial, porque fui encantada por eles... Mesmo assim, acredito que vale mesmo a pena ler, se você não tem problemas de encarar um mundo em que a magia é possível, por mais irreal que isso seja.

12 de outubro de 2010

Desventuras em série

Editora Cia das Letras

Em homenagem ao Dia das Crianças, vou falar sobre uma das minhas séries favoritas de livros infanto-juvenis: Desventuras em Série. Talvez você já tenha visto o filme, que é na verdade um apanhado geral dos 3 primeiros livros, e conhece os órfãos Baudelaire: Violet, Klaus e Sunny, cujos pais morreram num incêndio e tem seus destinos cruzados por Conde Olaf, o vilão de 1a categoria da história.
Aí vão os vários motivos que eu gostei tanto desses livros:

- Violet tem talentos mecânicos, quer ser engenheira mecânica quando crescer - eu sou engenheira mecânica (sem muitos talentos mecânicos é verdade).
- Klaus adora ler, e lê tudo o que vê pela frente (muito parecido comigo!)
- Sunny é só um bebê e adora morder coisas (qq coisa). (Nope, nada parecida comigo.)
- Num mundo em que crianças e adolescentes são quase super poderosos (livros e filmes em gerais), você não fica surpreso quando eles conseguem criar geringonças, lembrar de informações aleatórias lidas no passado e sair de enrascadas fenomenais. Agora, um bebê que não só cozinha, mas faz alta gastronomia não deixa de ser extremamente irônico.
- Como a Sunny não sabe falar, ela balbucia coisas e os irmãos interpretam, e geralmente são pensamentos bem elaborados - fico imaginando se não é isso que muita mãe faz com criança por aí!
- O narrador é um personagem, Lemony Snicket, que acompanha a trajetória desafortunada das crianças. Ele também é muito irônico, e tenta convencê-lo a qualquer custo a parar de ler o livro e ir fazer algo melhor. "Eu prometi escrever essa história até o fim, mas você não tem obrigação de lê-la."
- Embora sejam livros infantis, o autor não tem medo de uma linguagem elaborada e com palavras difícies - um dos livros se chama o Elevador Ersatz - que é uma palavra que existe no Aurélio e não um nome próprio. O mais legal é vê-lo explicar as palavras, com um "ou seja", e não dar sinônimos mas relacionar com a situação da história. É a forma mais simples de expandir o vocabulário, não? Veja alguns exemplos aqui.
- Os títulos em inglês são ótimos, duas palavras que começam com a mesma letra,  mas é claro que zuaram isso na tradução aqui no Brasil:
The Bad Beginning = Mau Começo
The Reptile Room = A Sala dos Répteis
The Wide Window = O Lago das Sanguessugas
The Miserable Mill = Serraria Baixo-Astral
The Austere Academy =  Inferno no Colégio Interno (podia ser A Academia Austera)
The Ersatz Elevator = O Elevador Ersatz
The Vile Village = A Cidade Sinistra dos Corvos (Aqui, eles até disseram no 6o livro que seria O Vilarejo Vil, mas resolveram mudar porque C.S.C é algo importante na história)
The Hostile Hospital = O Hospital Hostil
The Carnivorous Carnival = O Espetáculo Carnívoro
The Slippery Slope =  O Escorregador de Gelo
The Grim Grotto = A Gruta Gorgônea
The Penultimate Peril = O Penúltimo Perigo
The End = O Fim (simples, né?)

- O fim é ótimo e totalmente coerente com a história - eu gostei muito. 13 livros depois + 2 extras (Autobiografia não autorizada e Cartas de Beatriz - que não tem no Brasil, mas o meu marido trouxe da Inglaterra para mim), poderia ser muito decepcionante, mas não foi. A medida que os livros passam, embora seja um tempo bem curto (Semanas), os conceitos tratados ficam mais complexos - e O fim é sobre a vida em geral.
Muitos amigos meus começaram a ler a série, mas desistiram, uma pena. Palmas para a Debô que foi comigo até o final! E se outros corajosos estiverem a fim, os livros estão disponíveis!

25 de agosto de 2010

O último olimpiano

Finalmente, li o último livro da série Percy Jackson, a qual eu já tinha anunciado nesse post aqui. Ah, como eu adoro livros infanto juvenis! E séries são especiais, porque é mais tempo para você curtir os personagens e uma história (mais tempo relativamente, afinal, cada um deles dessa coleção é sim para ler em 1 dia).

Na definição do meu amigo Lucas, o Percy Jackson é um Harry Potter melhor, porque sai a bruxaria e entra a mitologia grega (e obviamente ele curte os antigos deuses). No início da saga, são muitas as similaridades: o pré-adolescente, depois de ter passado por vários episódios estranhos em sua vida, tem uma revelação de que na verdade é "especial", vai para uma escola (acampamento de férias no caso) com outros especiais, e, para deixar mais emocionante, existe uma profecia sobre o jovem, que trará problemas, mas ele não foge à responsabilidade, e no final, vai ser uma grande lição de moral. Ah, claro, para todas as aventuras, ele terá uma amiga super inteligente e um amigo meio bobo mas fiel.

Viu a fórmula? Ok. Ela funciona, certo, então, paciência.

No caso, Percy Jackson descobre que é um semi-deus, ou herói, filho de Poseidon com uma humana (sua mãe). Sim, porque os deuses gregos continuam existindo, como sempre existiram, acompanhando os centros de poder da civilização por isso que agora o Monte Olimpo fica numa dimensão acima de Nova York. Ele vai para o tal acampamento, conhece outros jovens especiais que vão para lá aprender mais sobre seus poderes, e fica amigo de uma filha de Atena (a garota sabichona) e de um centauro (de bom coração e confuso). Existe uma profecia dada pelo Oráculo de Delfos que uma escolha dele (o herói) vai definir o destino dos deuses antes de ele fazer 16 anos. Mas antes disso acontecer, muita confusão vai rolar, mas bem específicas - uma por ano, uma por livro, como no HP (ele começa a história com 11 anos).

Diferente do Potter, ao invés de acompanharmos a vida dele durante o longo ano escolar (e nas férias não acontecer nada), cada livro cobre um período de uns 7 dias, e no resto do ano não acontece nada. Mas é muita aventura concentrada - tudo acontece muito rápido, muita confusão, lutas, viagens, e etc - realmente mais dinâmico nesse sentido.

Para quem gosta de mitologia grega, obviamente, é um prato cheio. Eu conheço alguma coisa e já achei bem legal. Existem muitas referências a deuses maiores e menores, picuinhas internas e personalidades - o livro explica um pouco sobre a mitologia, mas se você entende, vai aproveitar bem mais. Tem um romancezinho, algum esforço intelectual e estratégico por parte dos personagens (principalmente a filha de Atena) mas as coisas são resolvidas bem mais na "paulada" - acho que esse livro apela mais aos garotos, mas é uma impressão contraditória, porque eu gostei, hehehe.

Claro que eu recomendo a coleção inteira para se divertir mesmo, já avisando que vem mais por aí como prometido pelo autor (mas possivelmente não com os mesmos personagens). Ah, cuidado, pode viciar e tirar algumas horas do seu sono!

14 de julho de 2010

Coleção Percy Jackson

Quem conhece Percy Jackson e os Olimpianos?
Meu amigo Lucas, de SJBV, apostou na promoção e comprou os quatro livros, me emprestou todos para eu devorá-los em 8 dias e ficar adicta.
Falta lançarem o quinto livro, para eu ler, e aí  farei o comentário completo aqui. Já fica a dica. E a explicação que eu parei com o blog nas últimas semanas, mas não com os livros...

27 de junho de 2010

Diários do Vampiro

A Nani me alimenta de livros pop como esses, Diários de Vampiro - tema da moda, série de TV. Eu li os dois primeiros, rapidinho, leitura fácil. Mas não dá para não comparar com Crepúsculo, já que teve mais evidência primeiro, embora, ao que pareça esses dois vieram primeiro (na década de 90!).
Também se trata do amor de uma jovem humana (Elena) por um vampiro Stefan, que é um vampiro bonzinho que não quer matar ninguém (ou pelo menos tenta se controlar). O terceiro no triângulo amoroso é o irmão do vampiro bonzinho, Damon, que é mau, claro, e tem uma disputa antiga (séculos) com o irmão por causa de uma mulher que amou os dois. Então, os dois vampiros gostam da garota humana, e a garota humana gosta do bonzinho, mas sente uma tensão com o mauzinho. No meio do rolo, tem alguns amigos e amigas da Elena, típicos do high school americano.
Stefan e Damon não são muito parecidos com Edward e cia, nada daquela história de brilhar no sol, ou de ser organizado em família. O que mais me surpreendeu foi como a autora, Lisa Jane Smith, fez do fato de beber sangue alheio algo quase sexual. Quando o Stefan se enfraquece, a Elena oferece seu sangue a ele, e toda a cena é tão íntima que, sim, parece que eles estão se pegando. Ou seja, toda aquela pureza apregoada de Crepúsculo, vai embora também, deixando os livros mais parecidos com o que se pode esperar de adolescentes modernos.
Já eu prefiro realmente Crepúsculo, e todo seu romance melado (até demais, eu sei), de suspirar e pensar em príncipe encantado - fantasia é isso, realiade a gente já tem de monte por aí.

18 de abril de 2010

Gossip Girl 1, 2, 3 e continua...

Algumas pessoas, principalmente aquelas com contato com garotas adolescentes, já devem ter ouvido falar de Gossip Girl, um seriado americano e uma coleção de livros sobre adolescentes riquíssimos de Nova
York e sua rotina de aula, compras, fofocas, drogas, festas.
Eu já li o volume zero ano passado, aí assisti a primeira temporada, e agora esses três primeiros livros, emprestados da Nani. Minhas impressões:
- os livros são bem fáceis de ler, ou seja, em 1 dia e um pouco de dedicação, eles já eram.
- vários cenários da cidade são mencionados, então se você está familiarizado, é mais interessante;
- muita, mas muita marca de roupa é citada. Se aparece um personagem, você vai saber não só o que eles está vestindo, mas quem assina a bendita peça de roupa. Para mim, uma inutilidade, já que eu mal sei de quem eles estão falando.
- os personagens são (praticamente) os mesmos, mas eles são beeeeeeeeeem diferentes em detalhes importantíssimos.
Acho que isso que acabou me decepcionando mais, porque, a TV deve ter alguma censura implícita com certeza. Para quem conhece: o Nate é um drogado mega bobo, a Serena também é boba, não sabe o que fazer com o sucesso que faz com os homens, e não está nem aí para nada em geral, a mãe da Blair, depois de ser largada pelo marido gay, arranja um cara folgado e brega para casar, e quem tem um irmão mais novo é a Blair e não a Serena, o Dan é um idiota que acha que é Rimbaud. Não que o seriado seja mais profundo ou mais articulado, mas as pessoas são mais "boazinhas", e disso eu gosto, hahahaha.
Bom, tá sem nada para fazer? Quer descansar a cabeça? Pega um desses para ler - é melhor que novela!