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6 de junho de 2025

Adultos

 

Editora Bertrand

Eu adoro os livros da Marian Keyes - mas esse realmente deixou bastante a desejar... Não simpatizei com nenhum personagem, e o livro foi se arrastando por semanas até eu finalmente encarar as últimas 2 horas que faltavam (num total de 600 páginas)

Os temas sérios da vez são bulimia, gestão de negócios, imigração na Europa, pobreza menstrual e fidelidade conjugal. E sim, muitos temas sérios e muitos personagens, e a parte do humor foi muito pouca. 

E, para coroar, aparece um brasileiro filho de banqueiros chamado Tristão!


4 de junho de 2022

You, Me, and the colors of Life

 

Editora AmazonCrossing

Confesso que quis ler esse livro pelo título poético: Você, eu e as cores da vida. A capa do livro é linda também! Também achei interessante ler um romance contemporâneo de uma autora alemã, Noa C. Walker. Mas confesso que não achei tão legal assim. Algumas partes são muito forçadas, mesmo para um chicklit. Mas é isso aí, deve ressoar bem para algumas pessoas.


29 de março de 2020

Dando um tempo

Editora Bertrand Brasil

Mais um ótimo livro da Marian Keyes: Dando um tempo, ao qual eu dei 5 estrelas sem hesitar. Eu gosto demais dessa autora, que tem uma capacidade única de unir um conflito comum e talvez até cotidiano (um pedido de separação, assédio, vício em drogas legais) e unir com humor, com personagens totalmente verossímeis.

Nesse tijolo de 800 páginas, ela aborda vários aspectos de relacionamentos duradouros (a personagem principal está na faixa de 40 anos, mas há um casal de idosos também), e também fala sobre criação de filhos adolescentes, aborto e rede sociais. Tudo muito atual, tudo muito pertinente.

Com capítulos curtos e muito diálogo, é um livro fácil de ler, e vai muito rápido, apesar do tamanho. Claro que eu recomendo!

29 de outubro de 2019

The bucket list to mend a broken heart

Editora Zaffre Publishing
Esse é mais um chick lit de entretenimento, porque de vem em quando é bom algo assim com final feliz totalmente previsível.

No caso desse livro da Anna Bell, temos uma mulher que foi dispensada de um relacionamento de quase um ano, e aí, sem querer, acha uma lista de coisas que o ex-namorado gostaria de fazer antes de morrer (uma bucket list, e eu realmente não sei qual seria o termo para isso em português). Então, ela resolve fazer a lista dele, e é isso o título: "Lista para curar um coração partido", mas o objetivo dela é que ele volte a se apaixonar por ela. 

É claro que tem um desafio no emprego, ela conhece pessoas legais e divertidas e um carinha lindo que tem tudo para ser um namorado-amigo-parceiro bem melhor que o ex, mas ela está tão focada no ex que não consegue ver ao redor. A protagonista  é tão limitada na sua visão de mundo que, lá pelo meio do livro, eu comecei a me questionar se a gente também não consegue ler as situações ao nosso redor também.

Mas, calma, calma, é só um livro romantiquinho, nada de filosofias profundas.


9 de outubro de 2019

The Overdue Life of Amy Byler

Editora Laje Union Publishing - Capa David Drummond

Já li muitos livros do tipo "chicklit" em que a personagem principal está a procura de um marido, mas esse da Kelly Harms apresenta a personagem do título já com dois filhos, depois de uma separação conturbada, tirando férias e se redescobrindo. Temos ainda todos os clichês - a mulher que é mais bonita do que pensa (só precisa de uma arrumada), o sucesso profissional incluído, um homem bonito, gentil e interessado.

O título é algo como "A vida pendente de Amy Byler", ou seja, aí tem outro clichê que a maternidade interrompe a vida da mulher, ou ocupa tanto, que ela não vive mais. Não é que não faça sentido, mas o livro reforça a necessidade de umas "férias espetaculares", que, mesmo com a "culpa materna bombando", vai mudar a vida da mãe.

Ser mulher não é fácil não.

10 de abril de 2019

The Proposal

Editora Headline Eternal

A Reese Whiterspoon mantém um "clube do livro" virtual, divulgado pela internet, e esse foi o livro de abril: The Proposal, da autora Jasmine Guillory. É um chick lit, claro, fácil e simples. Eu gostei que a mocinha era negra e o mocinho era latino - na ensolarada Califórnia - e embora a questão de raça estivesse lá, não era o foco da história, e me pareceu tudo tratado de uma forma leve e ponderada.

Interessante foi o mocinho, Carlos, mencionar que ele não foi criado falando espanhol pelos pais que o queriam bem adaptado ao Estados Unidos, e aí - com a maior cara de latino - ele sofria o estranhamento de não saber falar espanhol e queria aprender após adulto.

Não é dos melhores da categoria, mas eu achei que vale a pena. 

2 de dezembro de 2018

How to Fall in Love

Editora Harper Collins

Cecelia Ahern começa zuando os livros de auto-ajuda que prometem ensinar alguma coisa - qualquer coisa - em alguns passos. A personagem Christine Rose tem obsessão por esses livros, e os coleciona aos montes, e planeja escrever o seu próprio um dia. Essa é a linha cômica da história.

Até que um dia, logo depois do seu divórcio e em sitação inusitada, ela encontra um carinha que, obviamente, é "O" cara perfeito, mas ela se coloca numa empreitada para ajuda-lo a reconquistar a ex. Tem mais detalhes nessa história, mas esse resumo e o estilo da autora já basta para perceber que teremos um final feliz, não?

A parte surpreendente para mim foi a abordagem do assunto sério do livro (essa literatura melhor para garotas sempre tem um assunto sério para dar peso emocional), que foi muito sensível e coerente. Recomendo muito essa jornada para descobrir como se apaixonar (acho que tem umas dicas boas mesmo).

31 de outubro de 2018

A Estrela mais Brilhante do Céu

Editora Bertrand Brasil - Capa Carolina Vaz

Marian Keyes nunca decepciona, gente.

No livro "A Estrela mais Brilhante do Céu", o ponto de partida é um personagem - espírito? força? energia? - que observa os moradores de um prédio, de uma forma quase onisciente, conseguindo não só ver o que eles fazem assim como também o que eles estão pensando, e uns vislumbres de passado e futuro. Esse personagem indica que tem um prazo a cumprir, uma decisão a fazer, e a medida em que as tramas dos personagens se desenrolam, também vamos entendendo um pouco mais desse personagem misterioso (mas ele faz parte do gran finale mesmo!).

Eu li esse livro de mais de 500 páginas em 3 dias, porque não dá para parar de ler. É muito envolvente, ir conhecendo as pessoas que parecem reais, seus relacionamentos e seus dramas. Marian Keyes sempre traz um tema pesado a baila, e esse livro não é diferente, mas ele não tinge de preto todo o livro, embora seja sensível e relevante.

É muito difícil Marian Keyes em promoção, mas podem gastar a mais, sempre vale a pena.


9 de janeiro de 2018

O Projeto Rosie

Editora Record

Um livrinho bonitinho estilo férias e disponível no unlimited: O Projeto Rosie, de Graeme Simsion. Nesse chick lit, o protagonista é um professor de genética com quase quarenta anos, Don Tillman, tirando o foco da estrutura tradicional desse tipo de livro - que geralmente foca nas meninas. É claro que a Rosie do título também é importante, mas o livro é todo do ponto de vista dele, que tem realmente algum tipo de espectro autista. Ele parece com o Sheldon de Big Bang Theory, mas ele transgride muito mais facilmente suas próprias regras - é a estratégia do autor para mostrar o quanto o personagem está apaixonado, mas ficou parecendo "fácil demais" para mim.

É daqueles livros que não dá vontade de parar de ler, mesmo sabendo o final, mas não é tão cativante a ponto de querer ler a continuação. Aproveitem esse!

12 de dezembro de 2017

Landline

Editora Orion Books

Eu sei que a Rainbow Rowell faz livros românticos açucarados, com uma pitada de modernidade. Então, quando peguei Landline para ler (Ligações, no Brasil), eu estava esperando exatamente isso, o que não é muito. Mas eu realmente me surpreendi.

Na história, temos um casal mais perto dos 40 anos do que dos 20, com filhos, vivendo uma crise, num desentendimento de prioridades e comunicação. De maneira inexplicável, a mulher se vê falando num telefone com o marido anos atrás, antes de eles se casarem, quando também ficaram separados. Ok, parece besta resumindo assim - mas é só o ponto de partida para acompanharmos a mulher repensando toda sua vida, seus relacionamentos, a própria decisão de casar com o marido na época, e agora de continuar casada.

É mais do que eu esperava, e eu realmente me surpreendi de ver uma história tão densa - porque depois de um tempo você percebe que chegar ao altar não é tão difícil quanto viver junto pelo resto da vida.

"As vidas das pessoas não se encaixam automaticamente. Você tem que trabalhar para as vidas se encaixem. É algo que você faz acontecer - porque vocês amam um ao outro."



11 de dezembro de 2017

Made for me

Editora Kathryn R. Biel - Capa Becky Monson
"Made for me" de Kathryn R. Biel é o clássico chick lit, livro fácil, com uma heroína que não confia muito em si mesmo, mas se supera, realiza sonhos e até arranja um namorado no processo - tudo simples e inspirador. Vale a pena mencionar que essa protagonista aqui não tem o corpo magro perfeito de revista - mais baixa, um pouco mais cheiinha, e a valorização disso durante a história não deixa de ser um trunfo. Para entretenimento e diversão sem ligar o cérebro.

13 de julho de 2017

The reinvention of Mimi Finnegan

Editora Kissing Frog Publications

A reinvenção de Mimi Finnegan, de Whitney Dineen, é para ler sem pensar. Na história, a "patinho feio" da família verdade vai virar um cisne logo logo (afinal é tão bonita, inteligente, esperta como as irmãs, bem sucedidas, mas ainda por cima é um coração de ouro), apesar de sua baixa auto-estima. Se você pensar, você conclui que essas pessoas e essas situações forçadas não existem. Se você não pensar, pode ficar sonhando que isso ainda vai acontecer com você: tornar-se uma Giselle Bundchen casada com o Rodrigo Hilbert.

2 de maio de 2017

Tequila and Tea Bags

Editora Createspace

De vez em quando, rola um livrinho bobo (e gratuito) para desestressar por aqui. A bola da vez foi Tequila & Tea Bags, de Laura Barnard. A garota queria ir para o Caribe com a amiga (vide: tequila), mas foi despachada para a casa da prima no interior da Inglaterra (vide: saquinhos de chá), e todas as pessoas com mais de 20 anos se comportam como adolescentes - hormônios aflorados, sexo, drama drama drama.


23 de dezembro de 2016

First Comes Love

Editora Ballantine Books
Em "First Comes Love", Emily Giffin fala sobre duas irmãs, muito diferentes, marcadas pela morte acidental de seu irmão aos 18 anos. Elas seguiram caminhos diferentes, e no meio de tantas presunções recíprocas, elas nem conseguem conversar direito. O livro vai pulando de foco ao longo dos capítulos, uma vez com Josie, uma vez com Meredith, e você pode perceber claramente que elas estão erradas uma sobre a outra.

Meredith é casada e tem uma filha, mas está passando por uma crise de identidade e uma crise de casamento. Josie mora com o melhor amigo, desiste de arranjar um namorado / marido, mas quer engravidar mesmo assim. O livro caminha nessa discussão sobre se o amor - o amor conjugal - é importante ou imprescindível ou necessário ou suficiente.

Eu, como romântica, acho que é tudo isso sim. Mas temos um mundo moderno de relações líquidas, e individualidade crescente, então para algumas pessoas, acho que não é nada disso mesmo. A temática desse livro está em linha com esse novo movimento.

Diary of a single Wedding Planner

Editora Charbar Productions
Eu gosto de ler uns livros bestas para variar - refrescar a mente de leituras sérias e rotina cansativa, mas agora eu estou começando a me questionar se realmente vale a pena. 

Violet Howe escreveu uma série de livros sobre Tyler, uma garota que é assessora de casamentos - Diary of a Single Wedding Planner. Nesse primeiro, ela está solteira - tem um melhor amigo que é "só" melhor amigo, um ex-namorado que casou com outra mas agora divorciou e reapareceu, e um diário em que ela escreve diariamente mesmo (e não, ela não é adolescente). Para ser engraçadinho, ela conta causos e ocorridos tanto da etapa de preparativos como da festa de casamento em si, mas que parecem um tico forçado.

Boa parte do livro ela tem crise existencial sobre o que quer da vida, de quem ela gosta, e se casamento vale a pena, e se ela vai morrer solteira, já que está solteira aos 25 anos. 25 anos. Puxa.

Aí eu fico revirando os olhos e achando a personagem principal tão besta, que eu realmente não sei se vale a pena como distração mesmo...

12 de julho de 2016

A probabilidade estatística do amor à primeira vista

Editora Galera - Capa Izabel Barreto

Ok, eu tenho uma queda por livros com títulos nerds como "A probabilidade estatística do amor à primeira vista" de Jennifer E. Smith. Fora o mega título (em tamanho, vai, sei que não é uma genialidade), o livro não é algo marcante, faz algumas semanas que eu li e lembro só de algumas coisas da trama (sim, o blog está meio atrasado).

O mote é garota vai viajar dos Estados Unidos para Inglaterra para o casamento do pai ainda cheia de mágoa do divórcio da sua mãe, mas se atrasa, perde o voo, e encontra o amor da sua vida. É romance adolescente, nada profundo, para se distrair e esquecer.

19 de abril de 2016

Simplesmente acontece

Editora Novo Conceito

Muitos conhecem Cecelia Ahern do livro (e filme) P.S. Eu te amo, que é bom. Então foi com ele em mente que eu fui ler "Simplesmente Acontece", que é ruim. Simplesmente ruim. 

E a partir daqui, spoilers sem controle. É um favor para você não ler o livro.

A história começa com a amizade entre um menino e uma menina - Alex e Rosie, que viram adolescentes, e obviamente poderiam se tornar namorados, mas "isso nem passa pela cabeça deles", Alex se envolve com outra pessoa, Rosie morre de ciúmes, e antes de resolver tudo, ele muda de Dublin para os Estados Unidos. No dia da formatura, ele viria para a festa, mas perde o voo, e Rosie fica com qualquer um aí e engravida. A partir daí, tudo - simplesmente TUDO - que remotamente poderia acontecer acontece postergando que eles fiquem juntos. A autora se dá ao trabalho até de - ironicamente - repetir o enredo do casal original com a filha de Rosie e um amigo da escola - a amizade "improvável" entre menino e menina, o menino que quer ser dentista (Alex queria ser médico), o romance que fica na berlinda. Sério? Apelação.

Talvez o único ponto interessante é que a história toda é contada através de bilhetes, cartas, mensagens, diário dos personagens, etc, qualquer forma de comunicação e registro por escrito. Fico pensando se a nossa história poderia ser contada dessa forma - mas acho que o recurso de áudio do whastapp já corta boa parte do registro escrito atualmente...   

8 de dezembro de 2015

The Peacock Emporium

Editora Hodder & Stoughton

O primeiro livro que eu li da Jojo Moyes foi esse, The Peacock Emporium,que ainda não foi traduzido. Ela realmente caiu no gosto popular - seus livros estão sempre em destaque nas livrarias, e já estava na minha listinha de desejo há meses.

Esse livro não me pegou direito, eu achei ele bem lento e confuso no começo, com várias histórias paralelas em lugares e épocas diferentes, e a personagem principal, Suzanna (demora para ela entrar no livro) não  me conquistou também. O que salva mesmo, na minha opinião, é a Jessie, a amiga que aparece na vida de Suzanna e a transforma completamente.

No entanto, o livro é bem triste e trágico - e ao que parece Jojo Moyes gosta de escrever histórias assim, então não me empolguei muito para emendar outro livro dela na sequência.