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28 de junho de 2026

The very Secret Society of Irregular Witches

 

Editora Berkley

Um livro perfeito da Sangu Mandanna para férias: A sociedade muito secreta de bruxas irregulares. Tem magia, tem rede social, tem diversidade étnica, tem senhorzinhos simpáticos, tem crianças encantadoras, confusões e um romance previsível.

Vale a pena!

7 de março de 2021

O Tigre Branco

 

Editora Harper Collins


Balram Halwai mata o seu patrão e resolve escrever cartas ao primeiro ministro chinês explicando o que aconteceu - por mais bizarro que isso possa parecer - e é através desse relato que somos levados a um passeio pela estrutura social da Índia. As castas, as famílias do interior, a corrupção, a tentativa de enriquecer na cidade grande, e os jogos políticos e sociais. 

Surpreendentemente, não é um livro pesado, e chega a ser divertido, apesar dos temas sensíveis. Por "O Tigre Branco" (raro, valioso - a quem o narrador é comparado quando criança), o autor Aravind Adiga ganhou o Man Booker Prize de 2008.

Não assisti o filme,  mas recomendo o livro, com certeza!

1 de dezembro de 2019

A Redescoberta do Mundo

Editora Nova Fronteira

O livro de Thrity Umrigar começa com uma mulher de origem indiana, nos Estados Unidos, descobrindo que possui câncer cerebral em estágio terminal e decide convidar as 3 melhores amigas da juventude (na época da faculdade) a ir visita-la para uma despedida. Duas delas continuam amigas, mais de 20 anos depois, mas a outra "sumiu" e não tem contato nem com os próprios pais. 

A partir daí somos levadas pela retomada da amizade e lembranças da trajetória de cada uma, num momento de reflexão sobre a vida toda que só uma crise como essa proximidade da morte pode trazer. É literalmente "A redescoberta do mundo", título da obra.

Embora com uma carga sentimental bem alta, a história é dinâmica, tocada pelo próprio andamento da doença, que vai se agravando e trazendo urgência para todo processo. Ele nos leva a pensar sobre o que define as amizades da juventude e como elas permanecem (ou não) em nossas vidas. Além disso, é muito interessante o retrato cultural da Índia, um pouco da pluralidade religiosa, das disputas políticas, e as classes sociais. 
 
É mais um romance do que um retrato cultural, mas acredito que isso realmente enriquece a literatura, quando você tem uma ótima história muito bem amparada no seu mundo literário (seja ele real ou imaginário).

19 de fevereiro de 2013

Os Versos Satânicos

Editora Companhia das Letras - Capa Jeff Fisher
Às vezes parece que existe uma fórmula para um livro ganhar prêmios - e ela deve passar por uma história complexa, com saltos temporais, elementos fantásticos e abordagem inusitada de assuntos polêmicos. Tudo isso faz parte de "Versos Satânicos" de Salman Rushdie, o livro que o condenou a morte pelo Aiatolá Khomeini. Compreensível, pela versão que ele conta das circunstâncias das revelações do profeta Maomé...

É possível perceber como uma história vai ser não convencional quando o resumo do livro é: dois atores indianos caem de um avião que explode no ar e se transformam num anjo e num diabo. Vai ser realmente uma viagem. 

Esse livro é muito bem elaborado, original e criativo, mas é difícil de não se perder um pouco e, no meu caso, de criar empatia com os personagens. Talvez um pouco pela falta de familiaridade com a cultura indiana e, particularmente, a religião muçulmana - e há muitas referências a elas. Quem estiver curioso, precisa ter bastante motivação, essa edição de bolso tem 600 páginas.

13 de novembro de 2012

O deus das pequenas coisas

Editora Companhia das Letras - Capa Jeff Fisher

Um livro belíssimo: "O deus das pequenas coisas", de Arundhati Roy. Essa autora indiana reuniu personagens incríveis, uma história emocionante e uma forma de narrar tão poética para fazer um livro de ir lendo com o lápis na mão, marcando trechos, ou virando pequenos cantos de página, para voltar e ler e se encantar novamente.

A história prende, mas tanto pelo belo uso das palavras, como pela narrativa não linear (ela brinca "pulando"  entre dois momentos principais da história), não é um livro de ler batido, correndo. É um livro de curtir, apreciar, surpreender-se até com a boa tradução feita, que não causa aquele mal estar da "legenda que não consegue traduzir a piada".

Ele foi lançado há cerca de 15 anos, e foi um grande sucesso, mas se você não o leu naquela época, recomendo fortemente ler agora!