4 de dezembro de 2017

O Tribunal da Quinta-feira

Editora Companhia das Letras - Capa Raul Loureiro

Esse é o terceiro livro que eu eu leio de Michel Laub, e o que o consolidou como meu autor favorito brasileiro contemporâneo. Seus livros são fenomenais, gente! Corram, corram, vão lê-los todos.

(Eu ainda não li todos, mas com os 3 últimos já deu para perceber que há consistência no estilo).

Estilo esse bem característico de contar a história de forma não linear, que vai descortinando a trama aos poucos, a medida em que se conhece mais os personagens (não só o narrador, como também os coadjuvantes), num mergulho psicológico mesmo, e aí a cada página pode vir uma surpresa, aquela pecinha do quebra-cabeça que revela mais do que todas as outras.

Além disso, o autor incorpora nas histórias assuntos polêmicos e os desenvolve de uma forma tão interessante, que dá vontade mesmo de falar sobre o enredo, sobre a ideia, sobre a polêmica, e trazer para a vida o que era "só" literatura.

Por meio da história de "O tribunal da quinta-feira", dá para discutir rede social, intimidade, sexo, relacionamentos, homossexualidade e embora não seja um livro "leve" (com toda essa carga de conteúdo), é um livro que não dá para parar de ler - e que acaba deixando a gente ansiosa por mais.

E eu espero mesmo que venha muito mais!


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