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1 de julho de 2018

Harry Potter and the Cursed Child

Editora Scholastic

Finalmente, li "Harry Potter e a criança amaldiçoada" - o livro que não ia existir e, bem, praticamente não existe, já que é uma peça de teatro. Confesso que eu estava guardando - essa última expectativa de acompanhar a história do Harry Potter e os incríveis personagens que o rodeiam (não me venham com Bichos Fantásticos, que ainda não rolou uma motivação para ler o livro ou assistir a série. Não é HP sem HP).

Eu acredito que John Tiffany e Jack Thorne, os criadores da peça e do roteiro que envolveram J.K. Rowling nesse projeto, para nossa felicidade, fizeram um ótimo trabalho. A história, 19 anos depois, é ótima. Continua trazendo conflitos humanos num universo mágico, e também dá respostas ou sacia o apetite para os fãs que ficam remoendo revisitando a história original.

Eu fiquei obviamente muito curiosa para ver a peça ao vivo - deve ser algo realmente impressionante, porque as cenas descritas são realmente coisas de filme. Depois de Londres e NY, será que é uma peça que chegará aos mares brasileiros? Esperamos que sim!

28 de dezembro de 2012

A Décima Segunda Noite

Editora Objetiva - Capa Luiz Stein Design

Eu tenho um leve pé atrás contra versões de obras clássicas - geralmente são simplificações, só para o leitor conhecer a história, quando geralmente a forma em que essa história foi contada que torna a obra um clássico, que lhe dá o valor que tem. Mas se estamos falando de uma versão de Shakespeare feita por Luís Fernando Veríssimo, eu que não vou hesitar! 

"A Décima Segunda Noite" é uma adaptação divertidíssima de "Noite de Reis", com tantos elementos originais, como o papagaio narrador, exilados da ditadura e o principal cenário ser um salão de cabeleireiros em Paris, mas também uma trama intrinsecamente engraçada, que é aparentemente difícil saber onde acaba Shakespeare e começa Veríssimo, e me deu muita vontade de ir ler o original, para comparar e apreciar mais a genialidade do nosso autor brasileiro.

3 de dezembro de 2012

The Importance of Being Earnest


Eu nunca tinha lido nada do Oscar Wilde - ou assistido algo dele no teatro - e "A Importância de ser Prudente" foi uma surpresa deliciosa. É um livro muito engraçado, curto e dinâmico, fácil de imaginar como pode ser divertido de ver encenado. Realmente, dá vontade de ler outras coisas do autor.

Eu já tinha gostado do título quando eu entendi o trocadilho em inglês - prudente é tradução de "Earnest", que também é um nome próprio - e esse é o sentido literal, irônico, em toda a obra: a importância de ser nomeado Earnest, ou Prudente.

Quem não encarar ler, não pode perder a oportunidade de assistir... Aliás, se alguém assistiu o filme, e acha que valeu a pena, deixe um comentário...

27 de setembro de 2012

All's well that ends well

Editora Penguin
Ler Shakespeare no original parece algo complicado, mas não é. A questão é que ler teatro não é tão fácil assim - porque muito do que se passa está nas entrelinhas dos diálogos. É preciso soltar a imaginação, ver a cena, ir conhecendo os personagens e recriando o ritmo e as inflexões das falas para realmente entender a história. É um mergulho num universo diferente que é construído por sua própria mente - enquanto ao assistir uma peça, você mergulha na mente de quem montou aquela história.

Essa peça, "Tudo está bem quando acaba bem", tem uma trama bem simples, resumida basicamente em uma mulher procurando conquistar o homem que ela ama. Parte da história se passa na França e parte da história se passam em Florença e é incrível como poucas referências bastaram para o autor do livro do post anterior para localizar tão bem na Florença atual os lugares em que Shakespeare colocou seus personagens.

Se você leu nada em teatro, vale a pena aventurar-se. Pode não ser o seu estilo favorito (não é o meu), mas vai ser uma outra experiência de leitura, com certeza.

6 de abril de 2011

Estômago


Para não fugir do meu usual, é sobre um filme que eu não assisti, mas ouvi um amigo falando muito bem. Esse é o roteiro original, que inclui cenas que foram cortadas, além de ter um prólogo dos autores.

Estômago é sobre Raimundo Nonato que chega numa cidade "grande" e acaba morando num quartinho dos fundos de um bar, onde descobre um talento para cozinhar. Em paralelo, vemos ele na prisão, cozinhando lá também - onde é chamado de Alecrim. A história se desenvolve para você entender como um cara que parece tão inocente (que a princípio aceita um regime de quase escravidão no bar - cozinhando e trabalhando em troca de casa e comida) para a prisão.

É uma história bem crua, com bastante palavrão, sexo e até um pouco de violência, claro. Mas tem seus momentos de humor e ironia... Vale a pena, porque vai realmente rápido, é leve. Mas é claro que você não pode ter algo contra ler teatro, o tipo de texto que só tem diálogos e algumas marcações de cena.

Eu li esse livro (roteiro) no Kindle, e ele é disponibilizado pela Imprensa Oficial, junto com outras obras que são chamadas de Coleção Aplauso nesse site. Para quem procura cultura de graça e gosta de ler filmes também!

Ah, esse tem um bônus: todas as receitas feitas ao longo do filme, com comentários do Alecrim. Dá vontade de cozinhar!!!

28 de agosto de 2010

Romeu e Julieta

Ler Shapeskeare no original demanda uma certa boa vontade. Você pode saber inglês, mas é como ler Os Lusíadas, várias palavras desconhecidas, construções estranhas, termos que desapareceram do nosso português hoje. Ler Shakespearte não é fácil (em português ou em inglês), mas pode ser uma experiência ótima.
Eu particularmente não gosto muito de ler teatro - são somente diálogos, poucas marcações de cena, então você precisa interpretar e imaginar muito do contexto, na maior parte das vezes. Ajuda muito se você já conhece a história, já assistiu em algum lugar e agora só está "bebendo da fonte" para conhecer mais do livro.
Foi isso que me motivou a ler Shakespeare "do original" - o filme Romeu + Julieta de 1996 (sim, aquele que parece um videoclipe com o Leonardo DiCaprio). Lá, embora o contexto seja moderno, o texto é original. Depois que você se acostuma com o jeito estranho de falar, você começa a perceber a musicalidade, as rimas, a poesia do texto original, e isso me encantou. A cena na piscina, é uma leitura incrível do texto, muito romântica, linda.
Depois de assistir o filme, que eu fui ler Romeu e Julieta, original, da coleção Penguin, tão acessível até hoje (13 anos depois, como o tempo passa rápido). E foi muito bom mesmo, porque eu entendia o livro lembrando do filme, conseguia ver o que ficou de fora, e me encantar novamente, e me encantar sempre que eu releio - essa que é uma das histórias de amor de todos os tempos, escrita por um dos maiores gênios de todos os tempos.
Vai lá, compre um pocket em inglês e coragem! Já está aí o google para ajudar nas traduções!