27 de novembro de 2010

Quem me roubou de mim?

O autor desse livro é o padre Fábio de Melo, como diz meu marido: o padre que canta - e eu completo não o Marcelo Rossi. Um amigo da Igreja me recomendou o livro, e como eu nunca nego empréstimo, li essa semana.
O assunto que ele trata é difícil como demonstra o subtítulo "O sequestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa". E subjetividade, pessoa, relações símbólicas, diabólicas, etc, são conceitos que ele passa no livro, baseada numa tal de Antropologia Teológica Cristã. Ele avisa logo no começo que o livro é difícil e que é para perservar, e esse é um conselho útil.
O livro é complicado e a linguagem dele não ajuda, pomposa demais para um livro que se quer de auto-ajuda de amplo alcance. Eu realmente tive dificuldade de acompanhar o raciocínio.
Além disso, para um padre, e um livro cristão, eu achei que tinha muito pouco Deus nessa história, é bem humanista no meu entendimento. Resumindo: se você tem relacionamentos ruins com as pessoas, a culpa é sua que dá permissão para isso (o tal do sequestro da subjetividade), mas se você quiser, você muda e melhora, dispõe de si mesmo e dos outros e vira pessoa, com relações simbólicas, que são pontes. Simples assim. Deus? Ele se manifesta na criação. Jesus? Foi capaz de estabelecer relações simbólicas.
Bom, o Fábio de Melo cita histórias e fala sobre o fracasso de relacionamentos, que são fatos reais na vida de muita gente. O que me parece é que ele observa os fatos, mas dá explicações complexas (talvez acadêmicas demais para um público leigo) e uma alternativa de solução muito desconectada de uma vida espiritual para alguém que é padre.
Esse livro não atendeu as minhas expectativas, e eu não tive identificação com suas ideias, mas acredito que deve fazer sentido para algumas pessoas sim.
Como eu gosto de dizer, é bom sempre exercitar ver do outro lado, mesmo que você não concorde com ele. Ler livros é uma maneira muito simples de alcançar universos e dimensões diferentes, e como eu gosto disso! (Só assim para a transição de Ozzy para padre ser tão simples).
Obrigada, Gustavão, pelo livro. E te vejo no céu caso não o veja antes!!!

6 comentários:

  1. Adorei...principalmente o final!!!
    Bjssss e quero saber o meu livro!!!
    Tati
    http://comoagarrarummarido.blogspot.com/

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  2. Um comentário nada a ver com o livro acima...
    Vc já leu 80 livros em 2010? Que horas vc DORME??? hahhaha

    Acabei Freakonomics. Não achei tão legal quanto esperava (muitos dados, muita repetição em alguns momentos, e algumas teorias não tão revolucionárias assim), mas talvez, minhas expectativas que estavam muito altas... hehehe... Depois que vc ler, vc me diz o que vc achou.

    Bjos!

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  3. Taciana,
    Eu chamo de padre galã, mas um amigo meu chama de padre Favos de Mel! Hehehehe...
    Ele é cheio de idéias de psicologia, então eu não esperaria um sermão de padre e sim algo mais humano mesmo. Mas é pq já vi ele falando (sem ser em missa) umas vezes...
    Seu blog tá movimentado, cheio de resenhas... tô gostando...
    bjs

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  4. Eu adorei este livro.
    Fábio de Melo tem Cristo em cada palavra, em cada olhar, em cada detalhe. Sem precisar provar nada, só pq é padre.

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  5. Eu adorei este livro.
    Fábio de Melo tem Cristo em cada palavra, em cada olhar, em cada detalhe. Sem precisar provar nada, só pq é padre.

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  6. hahahaha, amei a última frase do post!!!

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