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27 de dezembro de 2021

Garden Party and Other Stories

 

Edição de Domínio Público

Katherine Mansfield é uma escritora da Nova Zelândia do começo do século passado e ela retrata o cotidiano e as relações sociais das mulheres do seu tempo em breves contos. Eles são bem escritos, e a visão feminina sobre as mulheres é relativamente inédito para a época, mas são bem comuns para os dias de hoje. O interessante é a visão da época mesmo.

5 de julho de 2020

15 Contos Escolhidos de Katherine Mansfield

 

Editora Record

No prólogo, Katherine Mansfield é nos apresentada como uma autora neozelandesa do começo do século XX que escreveu muitos contos e, muitos anos depois e meio mundo de distância, foi lida por Clarice Lispector, que se encantou com sua obra ainda em pé numa livraria.

Nesse livro, encontramos os "15 contos escolhidos de Katherine Mansfield", pela Editora Record, e embora sejam boas histórias - dá para perceber como Clarice Lispector levantou a mesma proposta a outro patamar. Então, embora cronologicamente anterior, para a gente que é brasileiro e conhece a Clarice de perto de longe de todo lugar, não se encanta da mesma forma...

Mas é sempre interessante ver histórias humanas, pequenos relatos sobre a vida no interior da Nova Zelândia ou em Paris, de gente nova ou gente idosa, de pobre e de rico.


20 de setembro de 2014

The Luminaries

Editora Granta

Eu encontrei esse livro na mão de uma pessoa em Manaus e era um pequeno tijolo - então eu anotei o nome e comprei depois no kindle. No meio tempo, descobri que a autora Eleanor Catton foi a mais jovem ganhadora do prêmio Man Book exatamente com esse livro, seu segundo, The Luminaries. 

A princípio, ele parece interessante - uma história no século XIX na Nova Zelândia, num pequeno vilarejo que gira em torno da corrida pelo ouro. Há apenas três mulheres: uma prostituta, a esposa do chefe da prisão, e a dona de uma casa de entretenimento, que chega depois. Cada um dos personagens masculinos estabelece uma relação diferente com essas mulheres, principalmente a primeira, Anna Wetherell. Engraçado que, em pensamento, muitos gostam dela, e querem protege-la ou cuidar dela, mas suas atitudes não condizem com isso.

O fluxo da narrativa é um pouco confuso - são vários personagens com histórias paralelas, que vão se entrelaçando, ou já estavam entrelaçadas, porque muito é contado em flashback, de até um ano antes do início da história, quando doze homens se encontram para discutir os eventos das duas semanas, desde a noite quando um ermitão morre, Anna foi encontrada na rua entorpecida por ópio, um político chega para fazer campanha, e o jovem de grande sucesso nas minas some.

A trama toda é muito bem feita, mas eu pensava: porque ela não escreveu um pouco menos?  Para que tanto flashback? Realmente não consegui apreciar o estilo, o que seria esperado num livro ganhador de prêmio literário. 

Para terminar, logo no começo, ela fala que no livro são usados os signos como deveriam estar no céu no século XIX, e não agora, algo assim e cada capítulo tem um título do tipo "Mercúrio em Sagitário", "Saturno em Libra" que deve fazer sentido só para os iniciados no assunto...