17 de fevereiro de 2012

Uma breve história do mundo

Editora Penguin - Capa Cathy Larsen

Entrei finalmente na onda de ler livros de história. Não me entendam mal, eu gostava relativamente de história na escola (não como literatura ou matemática), mas sempre por causa dos professores. Eles que sabiam (ou não) fazer tudo ficar bem mais atraente. No caso de livros, novamente, está tudo na mão do autor (e obviamente não da história em si, que pode ser um fantoche mesmo).

Fui supreendida positivamente com esse livro do Geoffrey Blainey, que eu prefiro traduzir como "Uma história muito curta do mundo", já que ele mesmo disse na introdução que ao escrever seu primeiro livro ( "Uma história curta do mundo"), recebeu críticas que ainda estava muito longo, então ele fez essa versão ainda mais compacta (450 páginas da pré história a até - quase - hoje).

Seu desafio é realmente contar o que "importa" filtrando muito do que é interessante, mas não tão essencial assim. Blainey consegue isso, escrever um todo fluido e coerente, incluindo passagens sobre costumes e hábitos das pessoas comuns de cada época e região - o que é muito legal - e não deixando de citar povos e fatos fora do eixo Europa - Estados Unidos, principalmente da Oceania, já que ele é australiano.

O livro é denso, cada assunto ocupa basicamente um parágrafo, mas a leitura vai fácil e rende. Vale a pena para matar as saudades de bons professores e guardar uns fatos curiosos para jogar numa conversa entre amigos.

18 comentários:

  1. Nossa, Taci, 450 paginas para contar toda a historia do mundo? O negocio deve ser ultra acelerado mesmo...

    ResponderExcluir
  2. É uma very very short story... tem a versão short story que é maior... hehehehe
    Debo

    ResponderExcluir
  3. o livro não é denso, ele é tendencioso, e tem partes erradas. Quer ler um livro que fala de história brevemente? A trilogia "Eras" do historiador falecido hoje, Eric Hobsbawm, ou então o livro Civilização de Niall Ferguson. Esses são historiadores de verdade, não um crente doente como Geoffrey.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, respeito sua opinião, porém, você deve saber que indiretamente pode estar ofendendo leitores de Geoffrey, todo mundo tem seus lados positivos e negativos, se você acha de Geoffrey é um crente doente tudo bem, só quero que saiba o que escrevi acima! Pode estar ofendendo leitores que gostam de Geoffrey, assim como você gosta do Eric Hobswn. Não estou te criticando, nem pense nisso, só estou te fazendo uma pequena "correção". Lembre-se que cada um tem seus gostos em tudo, livros, esportes, filmes etc. Assim como você gosta mais do Niall Fergusom, tem gente que não gosta, o mesmo com Geoffrey.

      Excluir
  4. Geoffrey Blainey é membro da extrema direita australiana, que defende o extermínio dos aborígenes por parte dos colonos ingleses.

    Não estou dizendo que isso torne seu livro ruim, mas é bom ter isso em mente antes de começar a lê-lo

    ResponderExcluir
  5. "Bóbs e Moga1 de outubro de 2012 20:15

    o livro não é denso, ele é tendencioso"

    Desculpe aí, amigo, mas você nunca vai achar um trabalho histórico que não seja tendencioso. Mesmo Hobsbawm, cujo trabalho é melhor do que o de Blainey, é tendencioso, e muito. Não esqueçamos que ele era membro do partido comunista inglÊs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O cara era Comuna? Entao existe a imensa possibilidade de suas obras serem um lixo.

      Excluir
  6. Eu realmente não leio muito livros de história e meus conhecimentos no assunto são limitados, mas também acho que todo mundo que escreve um livro de história não pode e nem consegue ser imparcial, sempre tem o viés da interpretação da pessoa baseada em sua visão de mundo e valores. Então, não recomendo a ninguém a ler um livro de história e dizer "isso sim é verdade"(quase tudo depende do seu ponto de vista).

    Eu não lembro de nenhum ponto em que Blainey defendia o extermínio dos aborígenes no livro, isso sim me chocaria. Ao contrário, lembro de achar bem interessante saber um pouco mais sobre esse povo, o que não se aprende em escolas no Brasil.

    Por fim, quando eu disse que o livro é "denso" quis dizer que eventos da história que devem encher prateleiras de livros por aí, são resumidos em um parágrafo, pouco mais de 10 - 15 linhas, então é muita "coisa" em pouco "espaço" e isso é a definição de densidade para uma engenheira como eu. :) De qualquer forma, eu agradeço as sugestões de leitura!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gostei muito de seu comentário eu acho que se envolvemos a religião em assuntos de descoberta sempre a um impencilio como disse Sartre que o mundo e diferente para cada pessoa, ou seja não existe verdade absolutas

      Excluir
    2. Gostei muito de seu comentário eu acho que se envolvemos a religião em assuntos de descoberta sempre a um impencilio como disse Sartre que o mundo e diferente para cada pessoa, ou seja não existe verdade absolutas

      Excluir
  7. Estou lendo o livro, adorei a pré-história, mas confesso que fiquei decepcionado quando ele falou de jesus, ele claramente deixou de lado a aparente imparcialidade do restante do texto e se declarou, ao assumir que ele praticava milagres. Achei muito tendenciosa esta parte afinal não é para ser um livro religioso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A, vá...ateu chato da por**!

      Excluir
    2. Os milagres de Jesus tem uma confiabilidade histórica enorme. Alias, o Jesus histórico é simplesmente inseparável de seus milagres, todos os relatos históricos que falam sobre Jesus falam também sobre seus milagres, seus prodígios, sua tortura, morte na cruz e ressureição... Tendencioso seria postular que os milagres não existiram por um mero compromisso axiomático com o materialismo...

      Excluir
  8. Uma coisa que me decepcionou um pouco, foi na parte em que trata do império romano. Salvo engano ele sequer cita César. Achei um pouco absurdo.

    ResponderExcluir
  9. Pessoal, apenas para deixar claro.. "Uma breve história do mundo" foi escrito por H. G. Wells, há muito tempo atrás. Essa versão "nova", está mais completa e mais atualizada, porque Wells só pode escrever a história que aconteceu até o momento em que ele existia, ele não tinha bola de cristal e não podia prever a segunda guerra mundial, a guerra fria, o homem pisando na lua, etc..

    Todavia, o livro escrito por H. G. Wells é plenamente imparcial. Não estou criticando o autor Geoffrey Blainey, nem o post, estou apenas dando uma sugestão. Esse livro, é uma "cópia" recente do livro original que é mais antigo e descreve apenas até a primeira guerra mundial.

    Sugiro a todos que leiam a história original, do H. G. Wells. Os 90 anos que faltaram no livro do Wells são muito mais fáceis de se conhecer, pois foram acontecimentos mais recentes, então, dado o contexto do livro (que descreve a vasta história do mundo), o leitor perde muito pouca informação. No que diz respeito aos acontecimentos mais antigos, Wells escreve maravilhosamente bem e de forma totalmente imparcial.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. pena que seu posto está no final. é o melhor, recomendando a leitura do original.
      valeu

      Excluir
  10. todos somos tendenciosos, como bem mostram os comentários acima...

    ResponderExcluir