17 de fevereiro de 2026

The Camomile

 

Editora British Library Women Writers

Catherine Carswell publicou "A Camomila" em 1922, a história da jovem Ellen que mora em Glascow, após ter feito curso de piano em Frankfurt. Ela quer ser escritora, tem amigas, um irmão que quer se mudar para os Estados Unidos, e depois de uma viagem de férias em Londres, um noivado com um partidão (irmão da amiga que é médico na Índia).

A partir desses fatos esparsos, conhecemos um pouco da cultura da época e, se 100 anos nos separam, as aspirações diferentes das mulheres parecem que continuam as mesmas. Algumas querem carreira, algumas querem casamento e filhos, algumas focam na vida religiosa, algumas ficam solteiras, algumas ficam viúvas. Cada uma no seu caminho, e o que parece muito recente, talvez não seja tão recente assim. É só uma visão diferente da sociedade, fora das balizas patriarcais.

Gostei de ler esse livro e agradeço a editora que me enviou uma cópia digital do livro através da plataforma NetGalley.





7 de fevereiro de 2026

O Expresso de Tóquio

 

Editora Todavia

"O Expresso de Tóquio" (ou em tradução literal Pontos e Linhas), de Seicho Matsumoto é tipo Agatha Christie, mas japonês, como escrito na capa, só que de um jeito gelado e extremamente formal. É curioso porque os ingleses também tem essa fama de formalidade, mas só quem já ouviu um mexerico da Miss Marple sabe que não é esse o caso. 

Eu acho que essa diferença cultural fez o mistério perder um pouco da graça, mas a fórmula está exatamente aí: um caso suspeito de suicídio, que vira assassinato, descobre-se o porquê, como e quem no final. Tudo com um tempero japonês. Recomendo somente para interessados.

4 de fevereiro de 2026

Cinzas do Norte

 

Editora Companhia das Letras

Em Cinzas do Norte, estamos em Manaus, vendo uma confusão familiar se desdobrar entre personagens complexos e difíceis - mas tudo isso numa boa leitura fluida.

Dá vontade de discutir com quase todos os personagens - oras, tomem um rumo, caiam em si, superem - e acho que isso mostra como uma boa ficção pode ser muito realista. Além de, é claro, provocar reflexão sobre escolhas de vida, destino, e necessidade generalizada de terapia para todo mundo.

Recomendo.