13 de janeiro de 2026

Eva

 

Editora Todavia

Eu gostei do começo do livro "Eva", da Nara Vidal, mas depois achei tão confuso, difícil de saber em que momento se está no livro, ou até, na última parte, quem estava contando a história...

Ele traz temas sérios sobre a mulher - maternidade, violência, se xualidade, mas achei pesado e difícil de acompanhar. 


12 de janeiro de 2026

Shogun

 

Editora Companhia das Letras

Eu gosto de ficções históricas - é sempre possível aprender mais sobre a cultura e os acontecimentos de um povo ou nação através da literatura. É necessário dar um peso para a veracidade, é claro, não se trata de uma aula de história, mas algo construído para entreter.

No caso de Shogun, ainda no começo do livro, eu fui achando tão estranho como os japoneses estavam sendo descritos, que comecei a desconfiar que havia um certo exagero ali, embora para o lado positivo. Pelo que eu vi de resenhas na internet, o autor James Clavell buscava sim posicionar a cultura japonesa como algo superior a cultura ocidental que ele fazia parte (nasceu na Austrália, cresceu na Inglaterra, morou nos Estados Unidos). Então, acabei achando algumas descrições bem artificiais, e realmente não sei o que é água do banho e o que é o bebê.

Isto posto, o livro é interessante, com bastante ação e personagens femininas fortes e objetificadas (me pareceu um livro para homens). Não assisti a série, mas entendo como deve ser um adaptação impressionante.

No entanto, o final me pareceu muito súbito - e fiquei sem saber se era o final mesmo ou um problema no arquivo que eu recebi via NetGalley em troca de uma resenha. Fiquei querendo saber mais.

Quem já leu para trocar ideias comigo?



7 de janeiro de 2026

Asymmetry

Editora Simon & Schuster

Assimetria é composto por 3 histórias - e embora eu tenha lido na sinopse que as duas primeiras contam sobre relações assimétricas (ou seja, alguém tem mais poder que o outro), a terceira foi para mim muito confusa - nada como a internet para explicar o caso.

Lisa Halliday escreve bem, e eu gostei particularmente da segunda (que fala sobre imigração) e também traz uma perspectiva cultural diferente.

25 de dezembro de 2025

O Aprendiz de Gutenberg

 

Editora Plantea

"O Aprendiz de Gutenberg" é um romance histórico sobre a impressão da Bíblia, um dos primeiros trabalhos a usar impressora mecânica de tipos móveis e mudar a história da distribuição de livros. Considerando o quanto eu amo livros, eu realmente queria gostar desse livro, mas...

Ele é incrivelmente mal escrito e eu perseverei por dois motivos: 1 - porque eu ganhei de presente e achava justo ter uma opinião completa sobre ele, e 2 - pelos detalhes históricos que TALVEZ estejam corretos e são interessantes.

A biografia da autora Alix Christie indica que ela gosta muito de impressão, participa de sociedades e fez cursos, então as informações técnicas (embora difíceis de entender) devem estar bem embasadas. Além disso, ela coloca alguns dados históricos no final sobre os personagens - por exemplo, que um deles (o aprendiz de Gutenberg do título) é um dos fundadores da Feira do Livro de Frankfurt, que existe até hoje (500 anos depois!).

Esse livro me deu uma imagem mental melhor dessa parte da história, o que é um mérito da narração no cérebro humano - mas realmente daria para ser bem melhor escrito, nossa.

23 de dezembro de 2025

Tudo depende de como você vê as coisas

 

Editora Seguinte

Norton Juster escreveu um livro de moral para crianças (há claramente lições em cada capítulo) e embora eu não goste muito de livros com lições tão explícitas, ele fez isso muito bem, com imagens divertidas e boa didática.

Acredito que para os leitores dos Estados Unidos seja mais divertido (há, por exemplo, uma Abelha Soletradora literal), as crianças aqui do Brasil também podem aproveitar, se tiverem paciência. Aqui em casa, ainda preciso convencer alguém a ler.

21 de dezembro de 2025

No muro da nossa casa

 

Editora Bazar do Tempo



"No muro da nossa casa" é um livro pequeno, de menos de 100 páginas, e grandemente incômodo. 

Ana Kiffer descreve um diálogo imaginado com a mãe, refletindo sobre a vida, o passado, as crises e dores - numa família marcada pela prisão do pai na época da ditadura, da mãe grávida de Ana, e do amigo e motorista Justino. Há descrições terríveis sobre tortura física e psicológica, que eu gostaria muito de acreditar que não são verdade - mas sei que são sim, ao contrário de alguém que, no livro, pergunta: mas será que chegou a tanto assim?

É um livro doloroso, e poético também (o que me fez me perder um pouco às vezes), uma cena do Brasil que querem apagar e ainda tem cicatrizes por aí.

20 de dezembro de 2025

O Caminho Imperfeito

 

Editora Dublinense


"O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto me lembrou os livros de Rosa Montero, meio comentário sobre escrita, meio história, meio reflexões pessoais, e, sinceramente, gostei mais do jeito que a espanhola escreve.

Logo no começo era tanto pulo, tanta gente aparecendo na narrativa, que eu fiquei realmente perdida, e só depois que resolvi "deixar ir", sem me apegar a entender a linha temporal, que consegui aproveitar o livro.

É um bom livro que trata diversos temas: colonialismo, linguagem, corpo, turismo, família, mas é confuso também.