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23 de dezembro de 2025

Tudo depende de como você vê as coisas

 

Editora Seguinte

Norton Juster escreveu um livro de moral para crianças (há claramente lições em cada capítulo) e embora eu não goste muito de livros com lições tão explícitas, ele fez isso muito bem, com imagens divertidas e boa didática.

Acredito que para os leitores dos Estados Unidos seja mais divertido (há, por exemplo, uma Abelha Soletradora literal), as crianças aqui do Brasil também podem aproveitar, se tiverem paciência. Aqui em casa, ainda preciso convencer alguém a ler.

14 de maio de 2025

Ei, Deus, está aí? Sou eu, a Margaret

 

Editora Rocco

O livro de Judy Blume acompanha uma pré-adolescente, a Margaret, numa casa nova, escola nova e falando sobre assuntos novos: sutiã, menstruação e garotos. A pitada extra foi coloca-la como filha de um judeu e uma cristã, que resolvem "não ter religião" e deixa-la escolher quando adulta. Com 11 para 12 anos, ela decide fazer sua própria pesquisa sobre diferentes religiões, enquanto tem conversas com Deus quase diárias...

O engraçado mesmo é esse livro de 1970 que poderia ser usado para muitas conversas entre pais e filhos estar nas listas de livros "contestados" dos Estados Unidos...

12 de janeiro de 2025

A morte tem 7 herdeiros

 

Editora Moderna

Eu guardei meu exemplar de "A morte tem 7 herdeiros" por quase 30 anos, e este ano finalmente foi compartilhado com as minhas filhas: um livro de mistério antes de ler Agatha Christie, pensava eu. Eu lembrava que era claramente uma homenagem - ela é citada na história! - afinal quem matou o patriarca da família entre tanta gente interessada na herança?

Mas o livro é um pouco confuso, vai morrendo gente, e a gente se perde entre tantos personagens, e é uma farsa, e eu acho que pré-adolescentes não conseguem apreciar isso, de certa forma. As minhas duas garotas leram (quase 10 e quase 12 anos), mas definitivamente não foi o sucesso que eu imaginava (nem para mim, tanto tempo depois).



7 de janeiro de 2025

O Fazedor de Velhos

 

Editora Companhia das Letras

O livro "O Fazedor de Velhos" foi lançado em 2008 e nas descrições que eu li na internet é um romance de formação (coming of age), sobre um garoto de 18 anos que não gosta da faculdade de história e não sabe o que fazer. Ele é apresentado então a um professor de histórias mais velho que se torna seu mentor, passando tarefas e lições de vida.

Eu pensei, a princípio, que era a história verdadeira do autor Rodrigo Lacerda (ah, essa moda atual de auto ficção), mas o personagem chama Pedro e aí percebi que era só ficção mesmo.

O livro ganhou o prêmio Jabuti de melhor obra juvenil, então deve fazer mais sentido para adolescentes mesmo, porque tudo parece bem dramático demais, aquela crise existencial de perder o grande amor e não saber o que fazer da vida.


30 de outubro de 2021

Flora e Ulisses

 

Editora Martins Fontes

Kate DiCamillo é uma escritora de livros infantis e eu escolhi esse, Flora e Ulisses, para ler com as minhas filhas. Tem o filme - que elas assistiram depois - e há outros livros dela adaptados para o cinema.

Flora é uma garota que faz amizade com Ulisses, um esquilo que vira super-herói após um acidente com um aspirador de pó... Ela já gosta de quadrinhos de aventuras, então por meio de narração, diálogos e desenhos vamos vivendo essa aventura com eles, e encontrando personagens muito fofos - e alguns nem tanto. 

Minha filha Anna leu "O ratinho Desperaux" depois desse, com 10 anos, e adorou. Com 11 anos, ela também gostou de A Extraordinária Jornada de Edward Tulane - um livro muito bonito e sensível, mais curto, que eu li também. Recomendamos!


3 de maio de 2021

Peter Pan

 

Editora Martin Claret

Quem não conhece Peter Pan?

Mas aí a pergunta pertinente: você conhece o Peter Pan da Disney ou do J. M. Barrie?

Peter Pan faz parte da cultura da nossa sociedade, em filmes, outros livros, referências psicológicas ou conversas entre amigos. Então eu achava que eu realmente conhecia Peter Pan, mas só agora que eu li o livro original mesmo.

Não que o Peter Pan seja muito diferente do que conhecemos, mas conhecer o J.M. Barrie foi uma grata surpresa. Eu adoro narradores que fazem comentários e conversam com os leitores e ele é assim - ainda com uma dose de sarcasmo bem pertinente.

É interessante como ele lida com o papel da mãe e do pai, do homem e da mulher, então dá boas discussões. Também é ótima toda a realidade que ele inventa - um meio caminho entre brincadeira de faz de conta e mundo real.

Por fim, eu li alto para as minhas filhas de 6 e 8 anos, e elas curtiram, mas o vocabulário é bem requintado - então precisava parar com uma certa frequência para explicar o que é "ficar a mercê", "olhar cobiçoso", "letargia", "convicção", "desejo soturno", ou então porque Peter esqueceu dos amigos depois de algum tempo, ou porque algumas mães fecham as janelas...


31 de dezembro de 2020

Crônicas de Nárnia

 

Editora WMF Martins Fontes

Comecei a ler para as minhas filhas o volume único de As Crônicas de Nárnia com a proposta de ler o livro antes de assistir os filmes, em junho de 2020. Era uma proposta ousada, mais de 700 páginas lidas 6 páginas por vez, antes de dormir, no dia que eu fazia a rotina de coloca-las na cama. Para a minha surpresa, elas se envolveram com a história - com a Anna logo vendo que Aslam era uma representação de Jesus, e as duas curtindo o protagonismo das crianças, Diggory, Polly, Pedro, Susana, Edmundo, Lúcia, Eustáquio, Jill. 

Quando eu percebi, elas já estavam envolvidas e eu curtindo muito mais as histórias do que quando eu tinha lido alguns anos atrás. Foi possível perceber o talento de C.S. Lewis na construção de paralelos, no seu conhecimento teológico, e como ele fez verdadeiramente uma história infantil, sem menosprezar a inteligência das crianças.

Fazendo as contas, foi possível perceber que era possível terminar tudo ainda esse ano - e agora em dezembro lemos "A última batalha", o livro que fala dos fins dos tempos, e dá tanto nervoso e sofrimento.

Mas o final é feliz, amigos, todos chegam ao país de Aslam, onde não há medo, dor ou tristeza, onde correm e não se cansam, onde a comida é mais saborosa e onde a história não tem fim. Há esperança logo ali após um portão de ouro e dentro dos nossos corações, e é com essa esperança que eu vejo 2020 terminar - e espero que 2021 seja melhor. 


6 de junho de 2020

Um Urso chamado Paddington

 

Editora WMF Martins Fontes

Comprei o livro "Um Urso chamado Paddington" para as minhas filhas antes de assistir o filme, só pelo meu amor por Londres e livros clássicos infantis. O livro é uma graça, com bons paralelos entre adoção, e muito respeito pela simplicidade da vida.

O filme já é bem mais moderno, com um vilão mais atuante e mais emoção, por assim dizer, mas também é legal. 

13 de janeiro de 2019

The Hobbit

Editora Houghton Mifflin

Eu li "Senhor dos Anéis" em 2000, e embora eu tenha gostado bastante - de não conseguir parar de ler - ficou mais na categoria dos livros que eu admiro do que na categoria dos livros que eu amo. Talvez essa seja a melhor explicação para eu demorar tanto tempo para ler "O Hobbit" (ver os filmes, então, nem fale). Tudo tem o seu tempo certo, e agora eu achei esse livro encantador.

É uma história simples, sem tramas paralelas, e personagens mágicos e misteriosos e incríveis, que envolvem a leitura e transportam o leitor para o seu mundo fantástico. Embora não seja curto, é mais próximo de um livro infantil, não chega nem perto dos tijolos da trilogia mais famosa. J.R.R. Tolkien foi definitivamente o mestre dos mundos encantados, e com certeza essa aventura do Hobbit que viajou para ser um ladrão, mas voltou com muito mais do que poderia imaginar, é uma boa introdução ao universo desse autor.



20 de janeiro de 2018

Short Stories from Hogwarts of Power, Politics and Pesky Poltergeists

Editora Pottermore

Nesse outro pequeno livro publicado pela J.K. Rowling, "Shorts Stories from Hogwarts of Power, Politics and Pesky Poltergeists", o maior foco é realmente em política, tendo uma lista de todos os Primeiros Ministros da Magia. É interessante como ela promoveu diversidade - há mulheres no poder - boas e más - e ainda "conversou" com a história política real da Inglaterra, como por exemplo nos períodos de I e II Guerra Mundial.

Há uma pequena nota no final a respeito do Poltergeist favorito da galera, Pirraça, e como ele se relaciona com as autoridades ao seu redor - a bagunça e desobediência não deixa ser uma forma de poder não oficial que ele tem mesmo, mas que é possível ser limitada por pessoas de respeito (e eu vejo muito da relação de criança e pais nisso, hahahaha).

7 de junho de 2016

O diário da Princesa

Editora Record - Design de capa adaptado de Ray Shappell

Entre os 100 livros da lista da BBC, estavam listados os dois primeiros da série O Diário da Princesa, de Meg Cabot. Aproveitei o Kindle Unlimited para ler, rapidinho, em menos de 5 dias, os dois. Eu não assisti o filme (para variar), mas sei que foi feito com a Anna Hathway jovem, o que já mostra uma boa diferença para os livros: a garota que se descobre princesa tem uns 11-12 anos de idade, ainda na pré-adolescência. 

Acredito inclusive que o filme deve ser um compilado dos primeiros livros, porque a historinha é curta, um conflito simples, nada muito intricado, de duração de uns 2-3 meses. Livro para pré-adolescente ler e crescer junto (e deve crescer bastante, já que são mais de 10 livros publicados sobre a personagem.) (Mas, na minha opinião, se for para crescer junto, que seja com Harry Potter). 

1 de maio de 2015

A mocinha do Mercado Central

Editora Globo - Ilustrações Laurent Cardon

O livro "A mocinha do Mercado Central" ganhou o prêmio Jabuti de melhor ficção em 2012, e ao le-lo é possível ver a característica inerente a maioria da literatura premiada: bem escrito, e um tanto quanto complexo (porque ser bom e simples é coisa de gênio mesmo). 

Stella Maris Rezende conta a história de Maria Campos, resultado do estupro de sua mãe numa viagem de ônibus, que mora em Dores do Indaiá, no interior de Minas Gerais. Ela resolve conhecer um pouco do mundo, muda para outras cidades, e assume novos nomes e identidades de acordo com eles - e é possível dizer que ao se tornar uma pessoa diferente, Maria está mesmo se auto-conhecendo. 

Esse é um livro infanto-juvenil para adolescentes, e acredito que com muito conteúdo para ser discutido numa sala de aula. Eu não consegui me envolver muito com o livro (eu me perdi sem saber se ela estava imaginando ou realmente vivendo algumas coisas), mas achei a história interessante e muito bem amarrada - além do fato, é claro, de apresentar vários nomes e seus significados, tema que eu adoro!

21 de abril de 2015

Hans Andersen's Fairy Tales

Editora Puffin Books

Contos de fadas fazem tanto parte da nossa vida, que esquecemos que um dia eles foram escritos por alguém originalmente. Nessa coletânea de Contos de Fadas de Hans Andersen, da editora Puffin Books, há 12 contos originais, entre eles A Princesa e a Ervilha, As novas roupas do Rei, e A Pequena Sereia, que se tornou símbolo da Dinamarca, país em que Andersen nasceu no início do século XIX. 

Aliás, há uma introdução interessante que fala sobre a vida do autor, explicando que ele é fruto de uma mãe muito supersticiosa e que conhecia muitas narrativas populares e de um pai que lia para ele e o encorajava a questionar visões tradicionais da igreja e da sociedade.

Nessa edição, há o conto Snow Queen (Rainha do Gelo), no qual foi inspirado o grande sucesso Frozen, da Disney. O que eu posso afirmar sem sombra de dúvida é que a história só foi inspirada mesmo, porque não tem nada a ver. Eu já tinha ouvido falar que os nomes dos personagens tinham sido modificados, mas a Rainha do Gelo desse livro nem tem uma irmã, e o personagem principal é Gerda, que sai procurando seu melhor amigo Kay, que foi raptado pela Rainha do Gelo. No entanto, é uma história de personagens femininos, tanto bonzinhos (como a avó de Gerda), como maus (há bruxas e a própria Rainha do Gelo), e a grande heroína é Gerda, que vai salvar o tal mocinho Kay. Girl Power diretamente do século XIX.

29 de dezembro de 2014

Paper Towns

Editora Speak

Para acabar 2014, um outro livro fácil do John Green, Cidades de Papel. Assim como no livro "Quem é você, Alasca?", a personagem forte, decidida, que faz e acontece é a garota, e temos o narrador acompanhando um garoto nerd, pouco popular, introspectivo e, claro, apaixonado por ela.

O que eu mais gostei desse livro (fora a explicação do que são Cidades de Papel) é a amizade do personagem principal e seus dois companheiros - Quentin Jacobsen, Ben Starling e Marcus "Radar" Lincoln, principalmente esse último. Em certo momento, Quentin está choramingando que o Ben não lhe dá a atenção que ele precisa num momento de crise (então garoto também tem dessas?), e o Radar rebate que todo mundo tem seus defeitos, e que amizade existe apesar disso. Concordo plenamente.



28 de dezembro de 2014

Harry Potter

Editora Rocco
Há pessoas que comem para se sentir bem. Há pessoas que passam horas na academia. Há pessoas que brincam com seus animais de estimação. 

Eu releio a série do Harry Potter, que é satisfação garantida. (Demorei uns 2 meses em 2014, mas consegui!)

Para quem quiser ler comentários mais detalhados, ver meu post de 2011, última vez que eu tinha relido toda série.

7 de abril de 2014

The fault in our stars

Editora Dutton Children's

Finalmente li meu primeiro livro do Jonh Green, e percebi que não será o último. Gostei do estilo do autor, com várias frases bonitas, que dá vontade de grifar (não cheguei ao ponto de querer tatuar, como eu vi pela internet - rs).

A culpa é das estrelas (em inglês, achei melhor: The fault in our stars) é um livro daqueles que pega pesado: é a história de amor de dois adolescentes com câncer. E não parece piegas ou uma chantagem emocional, é sensível e delicado. 

O autor afirma se tratar de ficção, mas parece realmente que foi inspirado numa garota que existiu de verdade - não me interessei em saber mais sobre ela, porque eu gostei muito do livro e isso me basta. Não sei se o filme, que estreia esse ano vai conseguir corresponder ao livro, já que, como eu disse, há citações tão boas que valem a leitura.

28 de setembro de 2013

Nariz de Vidro

Editora Moderna - Capa Claudia Scatamacchia

Dizem que é bom ler poesia para bebês, então eu resgatei esse livro do Mário Quintana da minha biblioteca juvenil, Nariz de Vidro, para ler para a minha filha. Eu adoro ler poesia em voz alta, degustando sua musicalidade - acho até que você não aprecia direito a poesia, se não for assim.

Mário Quintana escreve sobre fatos corriqueiros e eventos extradiornários, sobre a vida, a morte e o depois, e a própria escrita, de uma forma singela, direto ao nosso coração. Esse é um livro para crianças e adolescentes, e eu fico feliz de ver palavras "difíceis", conceitos abstratos, e até algo politicamente incorreto ("Que bom ficar assim, horas inteiras, fumando..."), porque a inteligência e a capacidade de discernir também se desenvolvem com arte.

1 de março de 2013

Píppi Meialonga

Editora Companhia das Letras - Capa Helen Nakao

Píppi Meialonga é o primeiro livro que eu li para a Anna, ainda na barriga. Não é muito apropriado para a idade dela (também, o que seria??), mas pelo menos é infantil, certo? O livro da sueca Astrid Lindgreen conta sobre Píppi Meialonga, que mora com o Sr. Nélson (um macaquinho) e um cavalo numa casa, enquanto o seu pai navega pela mundo (a mãe já morreu). 

Píppi não gosta de ir a escola (e nem vai), é super forte (no sentido literal - de carregar cavalos), não tem boas maneiras, é muito generosa, mente demais, adora brincar como qualquer criança e cuida da casa e de si mesma com muita independência. Ela é vizinha de Tom e Aninha, as crianças "normais" da história, parece o nosso trio Emília - Pedrinho - Narizinho, em alguns sentido (por mais esquisita que ela seja, ela é real e não uma boneca de pano).

Esse livro tem ilustrações muito bonitas e duas continuações em edições tão bem cuidadas quanto - Pippi a Bordo e Píppi no Mares do Sul. É ótima literatura para as crianças, talvez adequada a partir dos 8-9 anos. O único problema é se o filho ou a filha quiser "imitar" a Píppi - coitados dos pais!

28 de outubro de 2012

The perks of being a wallflower

Editora Gallery Books
Quando eu comentei com algumas pessoas que eu estava lendo o livro do filme "As vantagens de ser invisível", o que eu mais ouvi foi: "que filme é esse?", embora ele tenha estreado no cinema esse mês, e conte com pelo menos uma atriz famosa - Emma Watson, a Hermione. Então, se o filme não alcançou um grande público, imagina o livro de Stephen Chbosky, escrito no final da década de 90... Mas pelo que eu pesquisei, ele foi sim um best-seller nos Estados Unidos, e o seu retrato da adolescência estereotipada americana - com sexo, bebidas, drogas e até rock n'roll - chegou a ser proibido em alguns estados.

O livro é uma coletânea de cartas do personagem principal, Charlie, que decide escrever para alguém que ele não conhece sobre sua vida, suas emoções e seus pensamentos. É nítido que o garoto não é normal, tem algum tipo de imaturidade emocional que torna deturpada a sua visão de mundo. E ele chora muito. É um pouco irritante até, o tanto que ele chora, por diversos motivos. (Mas talvez seja eu, um pouco sem coração).

Eu não conheço os outros atores, mas puder ler o livro todo vendo a Emma Watson no papel de Sam, então perdi a vontade de ver o filme no cinema - é como se já tivesse assistido tudo na minha cabeça. Fora que é algo beeeeeeem adolescente, então, se você está próximo dessa época, pode rolar uma identificação e empatia, eu já estou acá pensando "crianças..." :-D Incrível como envelhecer altera mesmo as suas lentes de ver o mundo (e isso não é ruim). 

19 de agosto de 2012

Descanse em paz, meu amor

Editora Ática
"Descanse em paz, meu amor" é um livro de suspense de Pedro Bandeira - com vários contos de terror contados pelos personagens num ambiente tenso - uma casa abandonada no meio de uma tempestade, a noite. O grupo de amigos estava fazendo uma escalada, quando foram surpreendidos pela chuva, e precisaram se abrigar.

Os pequenos contos são memoráveis e eu acredito que podem causar uma certa impressão mesmo nos pré-adolescentes de hoje, tão modernos e tão familiarizados com o terror do cinema. Mas a história principal também conta com um mistério, muito bem construído pelo autor.

Pedro Bandeira é um dos maiores autores brasileiros da literatura infanto-juvenil, e embora há muitas obras suas que provem isso, a maior delas é o fato de seus livros terem ilustrado a infância e a adolescência de tanta gente, e serem parte de suas memórias até hoje.