7 de setembro de 2026

The sea, the sea

 

Editora Penguin


"O mar, o mar", escrito por Iris Murdoch, ganhou o Booker Prize em 1978, e por isso que entrou na minha lista de leitura.

Antes mesmo de saber que o livro são as memórias de um ator-diretor inglês, não parece que existe algo de teatral, dramático e empoado nesse título? 

Charles Arrowby vai viver numa casa a beira-mar e já declara que está escrevendo suas memórias, mas também um diário. O livro tem mais de 500 páginas e, na primeira parte do livro, eu tive a impressão de que simplesmente QUALQUER coisa poderia acontecer. É um drama? Um romance? Vai surgir um ser mitológico e começaremos uma fantasia? Simplesmente qualquer coisa.

Logo em seguida, quando surgiram interações com mais personagens, comecei a perceber que Charles era a definição de narrador não confiável - até por seu excessivo egocentrismo, não era simplesmente possível acreditar no que ele estava escrevendo. Eu comecei a achar que ele estava mentindo propositadamente, depois achei que ele não percebia que estava mentido, ou se enganando. 

Continuei lendo, deveras curiosa, e sinto em dizer que continuo muito curiosa com tantas interpretações. Fico igual às leitoras de young adult: cadê o POV da mulher? Do outro personagem? de qualquer um?

Se você já leu, por favor, entre em contato. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário