5 de setembro de 2026

Economia do Reino

 

Editora Thomas Nelson

O assunto de dinheiro - riqueza e pobreza - na perspectiva cristã sempre foi do meu interesse, e já vi muita discussão sobre isso, com diferentes pontos de vista.

Matheus Ortega, em seu livro Economia do Reino, apresenta uma abordagem simples e clara, estruturada em 4 perfis de pessoas que agem juntas em favor do reino de Deus (diferentes partes, o mesmo corpo). Para cada perfil, ele cita 3 boas características específicas e 2 perigos, ou seja, não há melhor ou pior. O fato de ser estruturado dessa maneira ajuda no entendimento (assim como partes ficcionais do livro), mas não me convenci completamente que todas as pessoas cabem exatamente nessas 4 caixinhas.

No entanto, não é esse o ponto - as pessoas podem mudar, e podem agir de maneiras diferentes em diferentes situações, então o entendimento do que é ensinado biblicamente sobre o assunto é o que importa. Há muitas citações bíblicas e referências a teólogos e escritos cristãos do primeiro século até hoje, então é realmente um livro repleto de ensinamentos muito ricos.

Eu recomendo com certeza, para aprender e também descansar em Deus sobre esse assunto.


1 de setembro de 2026

Histórias Apócrifas

 

Editora 34

Histórias Apócrifas foram escritas por Karel Capek há cerca de 100 anos, mas poderiam ter sido escritas ontem - de tão atuais. O autor da Tchéquia pega eventos da mitologia, bíblia ou mesmo de Shakespeare, e reconta trazendo muita humanidade, uma universalidade de emoções e desejos, tudo com muito bom humor.

Um livrinho gostoso de ler e de fazer pensar. Quem diria?



29 de agosto de 2026

Canto eu e a montanha dança

 

Editora Mundaréu

Amo títulos diferentes. 

Assim, "Canto eu e a montanha dança" é simplesmente irresistível.

Já me leva a lugares diferentes, sensações diferentes mesmo, do que pode ser esse mundo de uma montanha dançando.

É com alegria que digo: Irene Solà corresponde às expectativas e esse livro fantástico, repleto de lirismo (telúrico, como é dito no prefácio), é realmente maravilhoso.

Ele quebra expectativas, traz personagens diferentes, e vai construindo uma história humana e poética.

Recomendo, com certeza.


20 de agosto de 2026

O meu pé de Laranja Lima

 

Editora Melhoramentos

"O meu pé de laranja lima", de José Mauro de Vasconcelos, é um clássico - virou até novela - e a minha memória era que ele foi o primeiro livro que me fez chorar. Mesmo assim, tantos anos depois, eu não lembrava exatamente o que acontecia de tão triste.

Eu li com as minhas crianças recentemente (11 e 13 anos), e fiquei espantada com tanta coisa que acontecia para o pequeno Zezé (que, a toda hora, o autor nos lembra que tinha apenas 5 anos). É uma infância dolorida, de restrição financeira e castigos físicos, mas também de estripulias e uma certa independência, que parece não existir mais.

(Assim como livros chamados infantis com palavrões - literalmente palavrões - na boca do personagem principal).

Não choramos.

E também não sei se eu recomendo para outras famílias. Esse livro definitivamente não é infantil, mas com certeza é um retrato de uma outra época do nosso país.



14 de agosto de 2026

De Jogos e Festas

 

Editora Companhia das Letras

Esse é o primeiro livro que eu leio de José J. Veiga: De Jogos e Festas, que contém 3 contos (pequenas histórias? novelas?). A primeira, de um homem lidando com a morte do irmão, um mistério repleto de personagens, sem o esquema de uma história tradicional. Na terceira história, sobre um governador lembrando seus dias de juventude, eu já me deixei levar pela estranheza.

Agora, a segunda história é genial: "Quando a Terra era redonda". Ela é a menor de todas, e eu não sei o seu impacto em 1980, mas em 2026 - considerando todo a discussão da terra plana recente - é espetacular. Recomendo muito.



10 de agosto de 2026

Warbreaker

 

Editora Gollancz

Li o meu primeiro Brandon Sanderson!

Warbreaker (O sopro dos deuses) é bom, diverte, flui, tem magia, tem emoção, tem um mundo muito bem construído e apresentado. 

Fiquei feliz que é volume único (com mais de 600 páginas), mesmo tendo um possível gancho para aventuras futuras. 

Pena que é tããããão caro aqui no Brasil (até a versão kindle, que não paga papel e transporte, é mais cara que a versão física).




9 de agosto de 2026

Bom dia, Inverno

 

Editora Companhia das Letras


Eu não gosto de frio e inverno, mas ler sobre uma mulher brasileira que resolveu passar meses sozinha no pólo norte (ou bem próximo disso), parecia uma boa ideia - e é realmente uma boa ideia.

De forma leve, Tamara Klink nos leva nessa aventura de dizer "Bom dia, Inverno", e apresentar-se como personagem principal dessa história, mas também uma representante da geração mais jovem, de 20 e tantos anos, que pensa diferente em alguns pontos, iguais a mim em outros pontos, e tem qualidades e defeitos, como todo mundo.

Incrível como a história de uma viagem em solitário tem tanto personagem secundário interessante, e traz temas tão bons. Virei fã.