1 de setembro de 2026

Histórias Apócrifas

 

Editora 34

Histórias Apócrifas foram escritas por Karel Capek há cerca de 100 anos, mas poderiam ter sido escritas ontem - de tão atuais. O autor da Tchéquia pega eventos da mitologia, bíblia ou mesmo de Shakespeare, e reconta trazendo muita humanidade, uma universalidade de emoções e desejos, tudo com muito bom humor.

Um livrinho gostoso de ler e de fazer pensar. Quem diria?



20 de agosto de 2026

O meu pé de Laranja Lima

 

Editora Melhoramentos

"O meu pé de laranja lima", de José Mauro de Vasconcelos, é um clássico - virou até novela - e a minha memória era que ele foi o primeiro livro que me fez chorar. Mesmo assim, tantos anos depois, eu não lembrava exatamente o que acontecia de tão triste.

Eu li com as minhas crianças recentemente (11 e 13 anos), e fiquei espantada com tanta coisa que acontecia para o pequeno Zezé (que, a toda hora, o autor nos lembra que tinha apenas 5 anos). É uma infância dolorida, de restrição financeira e castigos físicos, mas também de estripulias e uma certa independência, que parece não existir mais.

(Assim como livros chamados infantis com palavrões - literalmente palavrões - na boca do personagem principal).

Não choramos.

E também não sei se eu recomendo para outras famílias. Esse livro definitivamente não é infantil, mas com certeza é um retrato de uma outra época do nosso país.



14 de agosto de 2026

De Jogos e Festas

 

Editora Companhia das Letras

Esse é o primeiro livro que eu leio de José J. Veiga: De Jogos e Festas, que contém 3 contos (pequenas histórias? novelas?). A primeira, de um homem lidando com a morte do irmão, um mistério repleto de personagens, sem o esquema de uma história tradicional. Na terceira história, sobre um governador lembrando seus dias de juventude, eu já me deixei levar pela estranheza.

Agora, a segunda história é genial: "Quando a Terra era redonda". Ela é a menor de todas, e eu não sei o seu impacto em 1980, mas em 2026 - considerando todo a discussão da terra plana recente - é espetacular. Recomendo muito.



10 de agosto de 2026

Warbreaker

 

Editora Gollancz

Li o meu primeiro Brandon Sanderson!

Warbreaker (O sopro dos deuses) é bom, diverte, flui, tem magia, tem emoção, tem um mundo muito bem construído e apresentado. 

Fiquei feliz que é volume único (com mais de 600 páginas), mesmo tendo um possível gancho para aventuras futuras. 

Pena que é tããããão caro aqui no Brasil (até a versão kindle, que não paga papel e transporte, é mais cara que a versão física).




9 de agosto de 2026

Bom dia, Inverno

 

Editora Companhia das Letras


Eu não gosto de frio e inverno, mas ler sobre uma mulher brasileira que resolveu passar meses sozinha no pólo norte (ou bem próximo disso), parecia uma boa ideia - e é realmente uma boa ideia.

De forma leve, Tamara Klink nos leva nessa aventura de dizer "Bom dia, Inverno", e apresentar-se como personagem principal dessa história, mas também uma representante da geração mais jovem, de 20 e tantos anos, que pensa diferente em alguns pontos, iguais a mim em outros pontos, e tem qualidades e defeitos, como todo mundo.

Incrível como a história de uma viagem em solitário tem tanto personagem secundário interessante, e traz temas tão bons. Virei fã. 

29 de julho de 2026

Dando nome ao elefante

Editora Monergismo

O nome do livro de James W. Sire é ótimo, Dando nome ao Elefante, mas a parte acessível do livro praticamente acaba aqui. Acho bem interessante o conceito de Cosmovisão, mas achei esse livro difícil, como se fosse necessário ter sido uma aluna de humanas (filosofia? sociologia? história do pensamento filosófico?) antes de ler esse livro - o que eu não sou.

Até as citações no livro são frustrantes: quando eu resolvia ir ler as notas de rodapé, achava só a referência ao livro que estava sendo citado, sem maiores explicações sobre a tal ideia do autor que estava sendo referenciada, sem considerar que, não sendo acadêmica nem filósofa, eu não vou ler lá no original.

Li inteiro porque fazia parte da matéria que eu estava cursando, mas realmente pouco me acrescentou (fora a tal história dos elefantes, a qual eu tenho muitos comentários - realmente me compadeço da criança que perguntou o que sustenta o mundo e ouviu "elefantes a perder de vista". Prefiro, inclusive, a versão da tartaruga. Aliás, prefiro explicar o big bang e a teoria gravitacional do que essa resposta de elefante. Afe.)

28 de julho de 2026

Árvore Velha


Árvore Velha é um livro sobre velhice, escolhas de vida e relações familiares. Sem papas na língua, de uma narradora muito interessante, de uma escritora brasileira muito boa: Marta Barbosa Stephens.

De vez em quando, livros assim, me fazem pensar se agora é tudo auto-ficção, mas um livro de literatura contemporânea bem escrito é realmente algo tão bem feito que poderia ser a vida, mas é tão engenhoso para ser sobre a vida, e como não é sempre sobre a vida?