14 de agosto de 2026

De Jogos e Festas

 

Editora Companhia das Letras

Esse é o primeiro livro que eu leio de José J. Veiga: De Jogos e Festas, que contém 3 contos (pequenas histórias? novelas?). A primeira, de um homem lidando com a morte do irmão, um mistério repleto de personagens, sem o esquema de uma história tradicional. Na terceira história, sobre um governador lembrando seus dias de juventude, eu já me deixei levar pela estranheza.

Agora, a segunda história é genial: "Quando a Terra era redonda". Ela é a menor de todas, e eu não sei o seu impacto em 1980, mas em 2026 - considerando todo a discussão da terra plana recente - é espetacular. Recomendo muito.



10 de agosto de 2026

Warbreaker

 

Editora Gollancz

Li o meu primeiro Brandon Sanderson!

Warbreaker (O sopro dos deuses) é bom, diverte, flui, tem magia, tem emoção, tem um mundo muito bem construído e apresentado. 

Fiquei feliz que é volume único (com mais de 600 páginas), mesmo tendo um possível gancho para aventuras futuras. 

Pena que é tããããão caro aqui no Brasil (até a versão kindle, que não paga papel e transporte, é mais cara que a versão física).




9 de agosto de 2026

Bom dia, Inverno

 

Editora Companhia das Letras


Eu não gosto de frio e inverno, mas ler sobre uma mulher brasileira que resolveu passar meses sozinha no pólo norte (ou bem próximo disso), parecia uma boa ideia - e é realmente uma boa ideia.

De forma leve, Tamara Klink nos leva nessa aventura de dizer "Bom dia, Inverno", e apresentar-se como personagem principal dessa história, mas também uma representante da geração mais jovem, de 20 e tantos anos, que pensa diferente em alguns pontos, iguais a mim em outros pontos, e tem qualidades e defeitos, como todo mundo.

Incrível como a história de uma viagem em solitário tem tanto personagem secundário interessante, e traz temas tão bons. Virei fã. 

29 de julho de 2026

Dando nome ao elefante

Editora Monergismo

O nome do livro de James W. Sire é ótimo, Dando nome ao Elefante, mas a parte acessível do livro praticamente acaba aqui. Acho bem interessante o conceito de Cosmovisão, mas achei esse livro difícil, como se fosse necessário ter sido uma aluna de humanas (filosofia? sociologia? história do pensamento filosófico?) antes de ler esse livro - o que eu não sou.

Até as citações no livro são frustrantes: quando eu resolvia ir ler as notas de rodapé, achava só a referência ao livro que estava sendo citado, sem maiores explicações sobre a tal ideia do autor que estava sendo referenciada, sem considerar que, não sendo acadêmica nem filósofa, eu não vou ler lá no original.

Li inteiro porque fazia parte da matéria que eu estava cursando, mas realmente pouco me acrescentou (fora a tal história dos elefantes, a qual eu tenho muitos comentários - realmente me compadeço da criança que perguntou o que sustenta o mundo e ouviu "elefantes a perder de vista". Prefiro, inclusive, a versão da tartaruga. Aliás, prefiro explicar o big bang e a teoria gravitacional do que essa resposta de elefante. Afe.)

28 de julho de 2026

Árvore Velha


Árvore Velha é um livro sobre velhice, escolhas de vida e relações familiares. Sem papas na língua, de uma narradora muito interessante, de uma escritora brasileira muito boa: Marta Barbosa Stephens.

De vez em quando, livros assim, me fazem pensar se agora é tudo auto-ficção, mas um livro de literatura contemporânea bem escrito é realmente algo tão bem feito que poderia ser a vida, mas é tão engenhoso para ser sobre a vida, e como não é sempre sobre a vida?
 

26 de julho de 2026

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes

 

Editora Tag

Temos um título incrível: Criaturas Extraordinariamente Brilhantes, temos um narrador incrível: o polvo Marcellus, temos uma idosinha incrível repensando a vida, Tova - ou seja, um livro irresistível. 

E o livro é bom mesmo, talvez falte alguma coisa para ser espetacular, mas até o fato de ser um pouco surpreendida pelo fim foi bom. 

Vale o hype!


7 de julho de 2026

A Contagem dos Sonhos

 

Editora Companhia das Letras

Eu já li alguns livros da Chimamanda Ngozi Adichie e esse foi, particularmente, um dos mais difíceis de engatar. Um tanto pelo livro trazer o cenário da pandemia com todo o impacto que foram os primeiros meses de 2020, um tanto pelas descrições dos relacionamentos entre Chiamaka e homens tóxicos. Dá vontade de entrar na história e sacudir essa mulher até ela dar conta de si (ou recomendar o podcast Não Inviabilize).

Então, apesar de temas duros, Chimamanda nos entrega novamente sua análise sensível da vida das mulheres e seu momento histórico. O foco está um pouco mais na classe abastada da Nigéria, ricos que não temos nem noção (em certo momento, uma personagem secundária comenta que vai fazer compras de mercado em Londres toda semana), e Kadiatou (da Guiné) traz a realidade completamente oposta, já nos Estados Unidos. 

"A Contagem dos Sonhos" nos leva a um redemoinho de pesadelos, mas saímos mais empáticos dele.

Agradeço a Editora Companhia das Letras que me ofereceu uma cópia do livro em troca de uma crítica sincera.