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1 de março de 2013

Píppi Meialonga

Editora Companhia das Letras - Capa Helen Nakao

Píppi Meialonga é o primeiro livro que eu li para a Anna, ainda na barriga. Não é muito apropriado para a idade dela (também, o que seria??), mas pelo menos é infantil, certo? O livro da sueca Astrid Lindgreen conta sobre Píppi Meialonga, que mora com o Sr. Nélson (um macaquinho) e um cavalo numa casa, enquanto o seu pai navega pela mundo (a mãe já morreu). 

Píppi não gosta de ir a escola (e nem vai), é super forte (no sentido literal - de carregar cavalos), não tem boas maneiras, é muito generosa, mente demais, adora brincar como qualquer criança e cuida da casa e de si mesma com muita independência. Ela é vizinha de Tom e Aninha, as crianças "normais" da história, parece o nosso trio Emília - Pedrinho - Narizinho, em alguns sentido (por mais esquisita que ela seja, ela é real e não uma boneca de pano).

Esse livro tem ilustrações muito bonitas e duas continuações em edições tão bem cuidadas quanto - Pippi a Bordo e Píppi no Mares do Sul. É ótima literatura para as crianças, talvez adequada a partir dos 8-9 anos. O único problema é se o filho ou a filha quiser "imitar" a Píppi - coitados dos pais!

6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer


Tomas Tranströmer, esse senhor simpático, é o ganhador do prêmio Nobel de literatura de 2011, acabaram de anunciar - e já atualizaram a wikipedia. :)

Uma breve pesquisa na internet e eu posso informar a vocês: ele é um poeta sueco, de 80 anos, sofreu um derrame 20 anos atrás que trouxe a ele dificuldades de fala, mas ele continua escrevendo, tendo sido um dos favoritos para o prêmio nobel do ano passado, inclusive. Segundo o anúncio, ganhou o prêmio esse ano porque suas "imagens condensadas e translucentes nos dão um acesso renovado a realidade".

É muito legal que um poeta ganhe o prêmio Nobel, talvez num momento que esse gênero esteja um pouco desvalorizado. No entanto, poesia é o gênero que mais sofre com a barreira da tradução, na minha opinião. O tradutor é um pouco autor também, para escolher as palavras, preservar a musicalidade, e a estética da obra. E, nesse caso, acredito que muitas poucas pessoas poderão ter acesso aos originais, em sueco.

De qualquer forma, para quem ter um gostinho da obra em inglês:

Now the evening star burns through cloud.
Trees, fences and houses grow, grow larger
with the dark’s soundless, steepening fall.
And under the star is outlined clear and clearer
the other, secret landscape that lives
the life of contour on night’s X-ray plate.
A shadow draws its sled between the houses,
They wait.
[“Epilogue,” from 17 dikter, translated by May Swenson]

21 de julho de 2011

Assassinos sem rosto


Editora Companhia das Letras - Capa João Baptista da Costa Aguiar 

No meu vasto conhecimento da literatura sueca, que inclui este livro, a série Millenium e a Pippi Meia-Longa (sendo que vou desconsiderar esta última para a conclusão que eu farei, prometendo um post  sobre ela nos próximos meses), posso concluir que suecos "apreciam" uma violência explícita. Sim, os dois são livros policiais, de suspense, ou detetive (classifique como quiser), mas o grau de detalhe da narrativa é grande, ou você tem um estômago forte ou você os lê transversalmente sem nem tentar imaginar a cena (como eu).

Nessa história, dois velhinhos da zona rural da Suécia são brutalmente assassinados sem motivo aparente e os inspetores locais vão tentar desvendar o crime. A velhinha sobrevive ao ataque e vai para o hospital, e sua última palavra é "estrangeiro". Essa informação vaza para a imprensa, e dispara ataques xenófobos pela região, que a mesma equipe tem que resolver em paralelo - meio que eles ameaçam matar mais gente se não encontrarem os culpados. O contexto, começo da década de 90, é a presença de vários refugiados do Leste Europeu e da África em "campos" aguardando o visto de permanência ou a deportação.

Interessante ver o que é o interior da Suécia cerca de vinte anos atrás, cidades pequenas, pacatas, ligadas por rodovias, com a questão econômica e política de receber imigrantes. Henning Mankell, o autor, também tem uma preocupação em "humanizar" os personagens, eles são complexos, com problemas pessoais, interação com família e amigos. Não fica aquela narração focada em um só conflito, como se ninguém mais tivesse vida, os personagens são realmente humanos.

Também é interessante acompanhar a rotina dos policiais: um crime super sério para desvendar, mas eles trabalham das 9h às 18h, horas extras precisam ser permitidas, e isso só vai acontecer quando o bicho estiver pegando mesmo mais para frente. Fico imaginando você no lugar da família das vítimas: quer uma solução rápida, justiça e tal, mas policial é trabalhador-funcionário como toda gente, tem família, tem que voltar para casa...

Por fim, em determinado ponto do livro (não é spoiler), começam a procurar por um tal de Erik Magnusson e chegam no prédio principal da prefeitura da pequena Malmo, onde uma mocinha simpática explica que existem pelo menos 3 Erik Magnusson trabalhando ali. Ora, quem diria que José Santos na Suécia é Erik Magnusson??
Agradeço ao meu amigo que curte um livro policial, por continuar expandindo meu conhecimento sobre essa categoria...

25 de janeiro de 2010

Millenium

A Série Millenium!!!
Certamente, os livros que eu mais gostei de ler nos últimos tempos!!!!
1500 páginas de emoção!!!
Só exclamações!!!!!
Claro, eu recomendo!!!!!

Mais detalhes para empolgar vocês a lê-los assim como eu fiquei empolgada - eu ganhei os 2 primeiros livros da minha amiga Fér, que também os recomendou demais - já era um bom início.

Os três livros - "Os homens que não amavam as mulheres", "A menina que brincava com fogo" e "A Rainha do Castelo do Ar" tem como personagens principais duas figuras diferentes: um jornalista investigativo, garanhão, inteligente, chamado Mikael Blomkvist e uma hacker superdotada e antissocial, Lisbeth Salander.
A trama se passa na Suécia, então é muito legal ver um cenário diferente de histórias, ruas e cidades com nomes que você mal consegue pronunciar. O tema, por outro lado, é muito sério, passa por violência sexual contra as mulheres, espionagem, corrupção, conspiração, assassinatos, ou seja, nada muito light. No entando, o autor Stieg Larsson escreve um pouco como o Dan Brown, com muitos detalhes, situando você muito bem no meio da história, mas em trechos curtos, cheios de ação, em que o texto pula de um personagem para outro, ou de uma perspectiva para outra, deixando você em suspenso sem saber o que vai acontecer em seguida.
E assim como os livros do Dan Brown, já fizeram filmes, que obviamente não passaram pelo eixo Hollywood e por isso é difícil de achar uma informação na internet confiável quando eles vão estrear por aqui e se vão (e parece que a Sony Pictures comprou os direitos e também vai filmar...)
Bom, eu recomendo fortemente, não é um livro que dá para parar de ler. Por isso, se possível, já tenha o terceiro em mãos quando acabar o segundo, porque vai ser difícil não engatar um no outro!