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| Editora Companhia das Letras |
Eu já li alguns livros da Chimamanda Ngozi Adichie e esse foi, particularmente, um dos mais difíceis de engatar. Um tanto pelo livro trazer o cenário da pandemia com todo o impacto que foram os primeiros meses de 2020, um tanto pelas descrições dos relacionamentos entre Chiamaka e homens tóxicos. Dá vontade de entrar na história e sacudir essa mulher até ela dar conta de si (ou recomendar o podcast Não Inviabilize).
Então, apesar de temas duros, Chimamanda nos entrega novamente sua análise sensível da vida das mulheres e seu momento histórico. O foco está um pouco mais na classe abastada da Nigéria, ricos que não temos nem noção (em certo momento, uma personagem secundária comenta que vai fazer compras de mercado em Londres toda semana), e Kadiatou (da Guiné) traz a realidade completamente oposta, já nos Estados Unidos.
"A Contagem dos Sonhos" nos leva a um redemoinho de pesadelos, mas saímos mais empáticos dele.
Agradeço a Editora Companhia das Letras que me ofereceu uma cópia do livro em troca de uma crítica sincera.
