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| Editora Planeta - Capa Renata Milan |
Sim, eu tenho minhas reservas. Coisas que eu não gosto. Ou não boto fé. Desconfio. Preconceito, se você quiser. Casos de Lolitas são justamente uma dessas coisas. Amor verdadeiro de um cara mais velho, meia-idade, e uma adolescente. 20 anos de diferença. E esse é justamente o tema do livro, que já avisa na contra-capa: E se for amor, amor de verdade?
ok, pode até ser amor de verdade, e tenho certeza que você, caro leitor, conhece alguém ou um amigo de alguém, ou a prima do amigo de alguém, que passou por uma história dessas e deu suuuper certo, então isso é possível e tal. Mas fazer o quê? Eu desconfio.
E não gosto dos clichês: adolescente linda, cheia de vida, animada, mas sentimentalmente madura para a idade; homem de meia idade, inteligente, com boa forma, bem sucedido, precisando de "vida", alguém que o relembre de como é se sentir pleno. E é claro que dá certo. Muito certo, em todas as áreas.
É verdade que eu comecei a ler esse livro com os dois pés atrás, mas acabei me decepcionando com outros detalhes também: como tramas paralelas dispensáveis, personagens caricatos demais, e uma tradução não lá muito boa (como se fosse literal, mas simplesmente não funciona em português. Algumas construções de frases pareciam bem estranhas).
Por outro lado, há vantagens também, como poder ler um romance contemporâneo italiano e ver como é um pouco da socidade (se alguém souber mais sobre o que se trata o tal exame de maturidade que eles fazem, contem aí - é um nome bem engraçado para um exame final de colegial) e da paisagem (descrições de Roma e algumas redondezas), e mais que isso, vale para ter a visão de um homem italiano - que, receio, atende a todos os esterótipos também, a ponto de ter a seguinte frase sobre uma noite do casal em Paris:
"E uma noite que perde os seus limites. E por fim até aquelas estrelas francesas devem admitir. Sim. É mais uma vitória. Os italianos o fazem melhor."
rá-rá-rá.
Bom, se você quiser saber um pouco mais sobre a história lendo outra crítica desfavorável (com a qual eu concordo), clique
aqui. Sem mais.