30 de dezembro de 2025

Atmosfera

 

Editora Paralela

Depois de gostar de Daisy Jones, eu me empolguei para ler Atmosfera da Taylor Jenkins Reid, mas não gostei tanto assim. A parte de ambientação na década de 80 além de todo um panorama do programa espacial dos Estados Unidos é muito boa, mas achei os personagens um pouco mimizentos. Vale o entretenimento.

28 de dezembro de 2025

Liturgia do Ordinário

Editora Pilgrim

O livro da Tish H. Warren é um chá quentinho e um abraço - teologia prática aplicada, o sagrado encontrando o ordinário (onde nós estamos), Deus conosco. 

Cada capítulo é um momento do dia, e ela relaciona com os elementos do culto de domingo (ela é da igreja anglicana, então o culto tem muitos elementos da igreja católica romana e dos cultos reformados tradicionais). Assim, ela mostra para nós como podemos encher de "domingo" nossa semana, e ver cada dia e todo dia como adoração a Deus.

Recomendo para todos os cristãos, uma forma de entender mais sobre liturgia de culto e também como encontrar Deus no ordinário do dia a dia.





 

26 de dezembro de 2025

Uma fazenda com a magia do Natal

 

Editora Intrínseca

Sim, ganhei mais um livro de Laurie Gilmore, que se passa na doce cidade de Dream Harbor, e segue exatamente a mesma fórmula de casal se encontra, se apaixona, fica junto, sem deixarem de ser pessoas modernas, independentes e bem resolvidas. Leitura leve e sem compromisso com nada.

25 de dezembro de 2025

O Aprendiz de Gutenberg

 

Editora Plantea

"O Aprendiz de Gutenberg" é um romance histórico sobre a impressão da Bíblia, um dos primeiros trabalhos a usar impressora mecânica de tipos móveis e mudar a história da distribuição de livros. Considerando o quanto eu amo livros, eu realmente queria gostar desse livro, mas...

Ele é incrivelmente mal escrito e eu perseverei por dois motivos: 1 - porque eu ganhei de presente e achava justo ter uma opinião completa sobre ele, e 2 - pelos detalhes históricos que TALVEZ estejam corretos e são interessantes.

A biografia da autora Alix Christie indica que ela gosta muito de impressão, participa de sociedades e fez cursos, então as informações técnicas (embora difíceis de entender) devem estar bem embasadas. Além disso, ela coloca alguns dados históricos no final sobre os personagens - por exemplo, que um deles (o aprendiz de Gutenberg do título) é um dos fundadores da Feira do Livro de Frankfurt, que existe até hoje (500 anos depois!).

Esse livro me deu uma imagem mental melhor dessa parte da história, o que é um mérito da narração no cérebro humano - mas realmente daria para ser bem melhor escrito, nossa.

23 de dezembro de 2025

Tudo depende de como você vê as coisas

 

Editora Seguinte

Norton Juster escreveu um livro de moral para crianças (há claramente lições em cada capítulo) e embora eu não goste muito de livros com lições tão explícitas, ele fez isso muito bem, com imagens divertidas e boa didática.

Acredito que para os leitores dos Estados Unidos seja mais divertido (há, por exemplo, uma Abelha Soletradora literal), as crianças aqui do Brasil também podem aproveitar, se tiverem paciência. Aqui em casa, ainda preciso convencer alguém a ler.

22 de dezembro de 2025

Como água para chocolate

 

Edutora BestBolso

"Como água para chocolate", o livro de Laura Esquivel, entrega o que promete no subtítulo: romance, receitas e sabores do México, com uma boa dose de realismo fantástico da nossa literatura latino-americana. 

Há drama, comédia, suspense, e mulheres mais fortes e impressionantes que os homens ao redor. 

Ótimo livro para entretenimento e ficar com fome. 


21 de dezembro de 2025

No muro da nossa casa

 

Editora Bazar do Tempo



"No muro da nossa casa" é um livro pequeno, de menos de 100 páginas, e grandemente incômodo. 

Ana Kiffer descreve um diálogo imaginado com a mãe, refletindo sobre a vida, o passado, as crises e dores - numa família marcada pela prisão do pai na época da ditadura, da mãe grávida de Ana, e do amigo e motorista Justino. Há descrições terríveis sobre tortura física e psicológica, que eu gostaria muito de acreditar que não são verdade - mas sei que são sim, ao contrário de alguém que, no livro, pergunta: mas será que chegou a tanto assim?

É um livro doloroso, e poético também (o que me fez me perder um pouco às vezes), uma cena do Brasil que querem apagar e ainda tem cicatrizes por aí.