22 de dezembro de 2021

O vilarejo

 

Editora Suma das Letras

Raphael Montes escreveu essa história no que parece ser o Leste Europeu e eu sempre acho curioso quando autores brasileiros escrevem sobre outro país... mas por que não, certo?

O Vilarejo é uma série de contos que são independentes, mas também compõe um mistério maior, mas todos com seus aspectos de terror. Achei bem mediano, mas quem gosta de histórias que dão medo deve gostar mais.

19 de dezembro de 2021

Os Últimos de Nossos Pais

 

Editora Intrínseca

Mais um livro sobre a II Guerra Mundial, com um ângulo diferente: franceses são recrutados pelo Serviço Secreto Britânico para serem agentes secretos - eles passam por treinamentos intensos, tornam-se muitos amigos, quase uma família, e são encaminhados para missões separadas. 

É guerra, então obviamente não vai ser um livro feliz - embora eu realmente tenha torcido pelo contrário. Ainda por cima, lá pela metade, diferentes linhas da história se cruzam de uma forma que parece um pouco forçada - mas pode ser por causa do estilo rebuscado que o autor Joël Dicker usa de vez em quando.

Para quem gosta do tema, pode ser interessante - e é uma leitura rápida.

17 de dezembro de 2021

Jeito de Matar Lagartas

 

Editora Companhia das Letras

"Jeito de matar lagartas" é um livro de contos curtos, escrito por Antônio Carlos Viana, em sua maioria contemporâneos - homens, mulheres, jovens, idosos. Eu gostei particularmente de uma história de um senhorzinho fazendo aniversário e criticando tudo em sua cabeça. Levou-me a concordar que cantar parabéns depois de uma certa idade é algo realmente estranho.

No entanto, fiquei incomodada com alguns contos do ponto de vista feminino, como se fosse uma versão estereotipada de mulheres envelhecendo. Talvez elas estejam por aí, talvez a ideia era trazer luz para esse tipo de personagem, mas fiquei pensando se não é uma visão masculina, e precisamos de mais visões femininas do assunto. 


12 de dezembro de 2021

The Yellow Wallpaper

Kindle Edition

"O papel de Parede Amarelo", de Charlotte Perkins Gilman é um conto que acompanha uma mulher convalescendo de alguma doença num quarto - tcharanran - com um papel de parede amarelo. Estamos falando do final do século XIX, e aos poucos vamos vendo que é uma doença mental, mas a narrativa é criada para duvidarmos de que ela já estava doente antes, ou vai ficando louca com o isolamento.

É muito bem escrita e por isso que se trata de um clássico, além de claro, levar ao centro das atenções uma personagem feminina e seu sofrimento.


 

Nada me faltará

 

Editora Companhia das Letras

O livro de Lourenço Mutarelli - Nada me faltará - é escrito num estilo peculiar: só há o que os personagens falam, sem descrições, sem identificação de personagens, sem informações extras além do que você pode ouvir. 

A premissa da história também é muito interessante - um homem volta um ano depois de ter desaparecido da face da terra com a mulher e a filha, mas simplesmente não sabe o que aconteceu com elas - ou melhor - nem se importa com o que aconteceu com elas.

Dá para discutir tantas implicações a partir do que acontece, mas eu fiquei um pouco decepcionada com o final, mas acho que isso faz parte do fato de ter várias interpretações possíveis.

Life

 

Kindle Editions

Life, de Lu Yao, fala sobre um homem no interior da China e sua trajetória como jovem adulto - a perda de emprego para o filho de alguém mais influente, a volta para o trabalho braçal, e mais para frente duas possíveis candidatas ao seu coração, e o que o amor representa numa sociedade tão regulamentada ou controlada a fim de funcionar bem.

Escrito por um chinês, é uma forma de conhecer pequenos mecanismos da sociedade, que nem sendo turista seria fácil de observar. 



10 de dezembro de 2021

O silêncio da chuva

 

Editora Companhia das Letras

Luiz Alfredo Garcia-Roza parece nome de escritor espanhol ou de algum país hispano-hablante, mas é carioca e escreveu vários livros policiais com o personagem Delegado Espinosa, sendo que o "O silêncio da chuva" é o primeiro deles. Tem a pegada da sociedade brasileira (muito ricos, muito pobres), tem os policiais corruptos e os corretos, tem o Rio de Janeiro. É um bom entretenimento.