30 de outubro de 2021

Flora e Ulisses

 

Editora Martins Fontes

Kate DiCamillo é uma escritora de livros infantis e eu escolhi esse, Flora e Ulisses, para ler com as minhas filhas. Tem o filme - que elas assistiram depois - e há outros livros dela adaptados para o cinema.

Flora é uma garota que faz amizade com Ulisses, um esquilo que vira super-herói após um acidente com um aspirador de pó... Ela já gosta de quadrinhos de aventuras, então por meio de narração, diálogos e desenhos vamos vivendo essa aventura com eles, e encontrando personagens muito fofos - e alguns nem tanto. 

Minha filha Anna leu "O ratinho Desperaux" depois desse, com 10 anos, e adorou. Com 11 anos, ela também gostou de A Extraordinária Jornada de Edward Tulane - um livro muito bonito e sensível, mais curto, que eu li também. Recomendamos!


17 de outubro de 2021

Deixe-me ser mulher

 

Editora Fiel

Elisabeth Elliot escreveu esse livro "deixe-me ser mulher" para sua filha perto do seu casamento - e numa época de crescente feminismo (na década de 1970). Em capítulos curtos, temos diversos temas relacionados ao cristianismo e ao casamento, baseada em seu conhecimento como teóloga, missionária, mulher e mãe. O livro é singelo e sincero e não deixa de fazer pensar, mesmo quem não concorde com tudo o que é falado ali sobre os papéis de marido e mulher.

14 de outubro de 2021

Curando as feridas da alma

 

Editora Thomas Nelson Brasil

Achei esse livro da Sheila Walsh bem superficial e genérico para um objetivo tão grandioso "Curando as feridas da alma" - não desisti de ler, então recebeu 2 estrelas.

Talvez faça sentido para algumas pessoas, mas acredito que meu coração é cínico demais para uma auto-ajuda com frases bonitas.


8 de outubro de 2021

O que Deus diz sobre as mulheres

 

Editora Fiel

Neste livro, Kathleen Nielson começa em gênesis e traz diversas personagens bíblicas para apresentar e discutir como Deus valoriza as mulheres de forma diversificada e sensível. 

Não é um livro muito profundo, mas pelo menos fica mais próximo da Bíblia do que de tradições humanas.

Recomendo para quem é cristão, e interessado na temática do feminismo dentro da igreja.

3 de outubro de 2021

O filho eterno

 

Editora Record

Ler "O Filho Eterno" de Cristóvão Tezza é uma jornada intensa, ainda mais sendo mãe. O autor relembra a gestação e o nascimento do filho, e como foi difícil descobrir que ele tinha Síndrome de Down e como isso afetava todo o futuro que ele tinha planejado.

É bruto, é verdadeiro, é sensível, e para quem conhece desse universo das crianças atípicas, é possível ver como o mundo mudou da década de 80 até hoje em relação a terapias, inclusão e até preconceito - embora esse continue aí, forte.

Mas esse livro traz esperança e pode ser um alento sobre a paternidade atípica. Eu recomendo para quem está nessa jornada, e para quem quer conhecer mais.


21 de setembro de 2021

Nove Desconhecidos

 

Editora Intrínseca

Eu gosto muito dos livros da Liane Moriarty porque parece que ela escreve sobre a faixa etária de 30 - 40 anos, que às vezes me parece pouco representada nos livros de entretenimento atuais. Mas "Nove Desconhecidos" parece uma loucura - ela coloca nove desconhecidos numa clínica de reabilitação com uma guru muito louca (ou métodos bem alternativos) para expor ali as profundezas da psicologia humana. 

Eu não assisti a série, mas, para quem gostou bastante de "Pequenas Grandes Mentiras", simplesmente não é a mesma vibe - então continua sendo uma leitura fácil, uma construção interessante, mas não estamos em Kansas mais (ou seja, em dramas urbanos envolvendo mulheres com filhos).


17 de setembro de 2021

Babbit

 

Editora Bibliolife

Babbit é uma sátira, ou seja, uma história contada com muita ironia para criticar os costumes da sociedade ou de uma parcela da mesma. Escrito por Sinclair Lewis na década de 1920, retrata a vida de um homem classe média no interior dos Estados Unidos - que venceu na vida por trabalho e motivos escusos, e seu relacionamento com a sociedade, a política, a igreja, o casamento e os filhos.

É interessante como estudo humano e cultural da época, mas - e é um grande mas - o personagem principal, que dá título ao livro é um grandíssimo chato.

Até entendo que era essa a intenção do autor, levar ao ridículo o homem comum norte-americano, mas foi bem difícil engatar no livro e fiquei imaginando que, se eu estivesse um pouco mais próxima do objeto do livro - geográfica ou temporalmente - teria aproveitado melhor.