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22 de dezembro de 2010

Mamãe e o sentido da vida

Com esse título sugestivo, resolvi presentear a minha mãe com esse livro no natal do ano passado. Do autor, Irvin D. Yalom, já tinha lido Quando Nietsche chorou e A cura de Schopenhauer e gostado e ela também.
Doze meses depois, fui ler o livro - e não gostei tanto assim. Os outros eram mais ficção, contavam histórias de divã, mas romanceadas, novelão. Eu acho que quem é psciólogo, terapeuta, analista, (sinônimos??), etc, vai gostar mais, porque tem muito sobre teoria de análise, técnicas e métodos. Há algumas histórias - reais e adapatadas, mas assim muito secas para quem gosta de romance como eu (e não de diálogos terapêuticos).
Tem uma parte bem Freud sobre sonhos e eu descobri que, para esse tipo de terapia, tem até importância o 1o sonho que você conta para seu analista, que vai demorar o tratamento todo para ser compreendido! (Sério!)
Bom, além de algumas curiosidades gerais, o que eu levo disso? Levar a sério subtítulos.

10 de março de 2010

De amor e outros demônios

Se eu gosto de ler, a culpa é da minha mãe.
Não culpa, vai, motivo. Ou causa.
Gosto de dizer que também há um componente genético - porque embora com a mesma mãe, eu e a minha irmã temos "ritmos" ou "gostos" de leituras diferentes.
E a minha mãe sempre gostou de ler, desde pequena (de lanterna, embaixo do lençol no quarto que dormia com os irmãos) e até a vida adulta. E na vida adulta, o que mais tem na biblioteca da minha mãe é Gabriel García Márquez, e foi mais ou menos aos 12 ou 13 anos, que eu li o meu primeiro - Do amor e outros demônios, um livro de contos, histórias curtas, uma verdadeira introdução ao grande escritor.
A primeira história é de uma garota que, depois de morta, ainda tem seus cabelos crescendo (e obviamente eles descobrem isso quando "desenterram" o crânio com um tamanho de cabelo impressionante, em metros - que eu não me lembro mais, dado o tempo!) Por esse detalhe, já dá para entender um pouco o que é o tal realismo fantástico do García Marquez, em que um pouco de absurdo sempre é aceito normalmente no cotidiano das pessoas (ok, essa pode não ser a definição formal, mas é a minha, hehehehe).
Minha mãe tem vários livros dele, e eu fui me deliciando com cada um deles, inclusive os clássicos Cem anos de solidão e Amor nos tempos do cólera, sendo que esse último foi o que eu mais gostei. O final é o melhor!!!! E especificamente a frase do personagem principal, que eu não posso comentar, claro, porque é o final!
Por fim, vale o comentário: eu comecei a ler livros em espanhol da Isabel Allende, que é uma maravilha, super fácil de ler (para mim, que fiz 3 anos de espanhol na escola e para minha mãe que só teve uma mãe espanhola). Minha mãe comprou a autobiografia do GGM, e achou bem difícil de ler... Realmente, não dá para falar que espanhol é tudo igual! Está aí a dica!
Bom, esse post é para minha mãe (outro!), porque ela fez aniversário agora no dia das mulheres (parabéns a todas nós), porque ela é uma mãe maravilhosa, que "inoculou" em mim esse gosto por leituras!

19 de janeiro de 2010

A minha querida mamãe

Romances, contos, poesia,
Eu gosto muito de ler
Nos livros encontro alegria,
Mas alegria maior em você!

Taciana, aos quase 27 anos, justificando porque não virou poeta...