O Dia do Curinga é um livro incrível do mesmo autor de "O Mundo de Sofia", Jostein Gaarder. O livro da Sofia foi o que ficou mais famoso, lançado primeiro, toda uma nova abordagem em filosofia, mas, convenhamos, não deixa de ser um livro "didático", escrito para ser utilizado na sala de aula. (Então, para aqueles que não conseguiram chegar até o final, a minha sugestão é: leia só a história da Sofia, pulando a parte teórica - em cartas ou preleções. Vale a pena ler para ver o fim).
Agora o Dia do Curinga é diferente porque é um romance, mesmo, a história do pai e o filho que viajam de carro da noruega para a grécia a procura da mãe. No meio da jornada, algumas coisas bem estranhas acontecem - um anão dá ao garoto uma lupa e, por causa dela, ele ganha um livrinho de um padeiro que conta uma história fantástica sobre uma ilha em que as cartas de um baralho ganham vida. Um dos pontos mais interessantes do livro é o calendário da ilha: são 13 meses de 28 dias, cada um correspondente a uma carta do baralho (Ás, 2, 3, etc). Para dar 365 dias, tem mais o dia do curinga. A cada 4 anos, um dia do curinga a mais!
A filosofia está ali, nas reflexões do Hans Thomas, na interação do garoto com essa história do livrinho. É a parte séria, não sendo teorizada, mas vivida.
Esse livro é um dos preferidos da minha irmã Larissa, a aniversariante do dia 18 de julho. Esta loira linda não é uma leitora compulsiva como eu, o que lhe dá um filtro melhor para livros bons (é dela "
Os Espiões"). Madura em seu 1/4 de século, é ainda a criança, alegria da casa e de todos que a conhecem. O Dia do Curinga combina com ela, uma história incrível, com humor, lances inteligentes e surpreendentes.
Recomendo muito ler, para se divertir e não ter medo de livros grandes. Recomendo muito conhecer a minha irmã, para se divertir e saber o que é uma grande amiga.
Amo muito você, pequena! Parabéns!