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13 de abril de 2022

Raiva

 

Editora Rua do Sabão

Um livro chamado RAIVA sobre uma mãe tem um apelo inegável. Porque sim, quem nunca sentiu raiva de alguma coisa, alguém, qualquer coisa, qualquer um em seu contexto de maternidade, pode atirar a primeira pedra.

No caso aqui, é um livro de ficção, e a mãe cansada se questiona da vida, da identidade, do futuro... É um retrato de branca classe média padrão, claro, mas também legítimo. 

Eu esperava bastante, mas não foi tudo isso, há outros livros sobre mães cansadas e maternidade melhores.


21 de setembro de 2011

O Mundo de Sofia

Companhia das Letras - Capa: Silvia Ribeiro

Esse considero esse livro um clássico. Pode não ser uma obra prima da literatura como de autores renomados que estamos acostumados a chamar de clássicos, mas tanto pela sua abrangência mundial e por não perder seu atrativo com a passagem de tempo (mesmo tendo só uns 15 anos, adolescente ainda).

 Quem já passou pela 3a década da vida (ou está nela) deve lembrar do sucesso que foi "O Mundo de Sofia" na época do lançamento. Sucesso de crítica e de vendas, mesmo com os 3 fatores contra: sobre filosofia, de um autor norueguês nada conhecido e um tijolo.

A verdade é que muita gente comprou, mas não sei se toda essa gente leu. Ou leu inteiro, as mais de 500 páginas. Mas tenho certeza que serviu para popularizar por aqui, relativamente, o autor Jostein Gaarder, que teve outros muitos livros publicados no Brasil, inclusive O Dia do Curinga.

 Nesse livro, existe a estória, com a Sofia, seu pai viajante e o seu professor misterioso de filosofia. E existe a história da filosofia, desde a concepção da própria e os primeiros pensadores sobre a vida e o sentido de tudo. No começo, são cartas - até a letra é diferente no livro - e depois são diálogos, também facilmente identificáveis. A história e a estória conversam entre si num certo nível, mas também dá para ler só a estória, pulando toda a parte didática da filosofia e se você não tem muita paciência para o tema, essa é uma das opções para "ler" o livro, pelo menos aproveita-se o enredo.

Esse livro funciona mesmo para quem quer conhecer um pouco de filosofia, saber mais ou menos quem foi e o que falou gente como Hegel, Nietzche, Sócrates, etc, mas sem se emaranhar muito pelo assunto - estudar seriamente filosofia demandaria um esforço bem maior, o qual, acredito, nem todos gostariam de exercer.

17 de julho de 2010

O Dia do Curinga

O Dia do Curinga é um livro incrível do mesmo autor de "O Mundo de Sofia", Jostein Gaarder. O livro da Sofia foi o que ficou mais famoso, lançado primeiro, toda uma nova abordagem em filosofia, mas, convenhamos, não deixa de ser um livro "didático", escrito para ser utilizado na sala de aula. (Então, para aqueles que não conseguiram chegar até o final, a minha sugestão é: leia só a história da Sofia, pulando a parte teórica - em cartas ou preleções. Vale a pena ler para ver o fim).
Agora o Dia do Curinga é diferente porque é um romance, mesmo, a história do pai e o filho que viajam de carro da noruega para a grécia a procura da mãe. No meio da jornada, algumas coisas bem estranhas acontecem - um anão dá ao garoto uma lupa e, por causa dela, ele ganha um livrinho de um padeiro que conta uma história fantástica sobre uma ilha em que as cartas de um baralho ganham vida. Um dos pontos mais interessantes do livro é o calendário da ilha: são 13 meses de 28 dias, cada um correspondente a uma carta do baralho (Ás, 2, 3, etc). Para dar 365 dias, tem mais o dia do curinga. A cada 4 anos, um dia do curinga a mais!
A filosofia está ali, nas reflexões do Hans Thomas, na interação do garoto com essa história do livrinho. É a parte séria, não sendo teorizada, mas vivida.
Esse livro é um dos preferidos da minha irmã Larissa, a aniversariante do dia 18 de julho. Esta loira linda não é uma leitora compulsiva como eu, o que lhe dá um filtro melhor para livros bons (é dela "Os Espiões"). Madura em seu 1/4 de século, é ainda a criança, alegria da casa e de todos que a conhecem. O Dia do Curinga combina com ela, uma história incrível, com humor, lances inteligentes e surpreendentes.
Recomendo muito ler, para se divertir e não ter medo de livros grandes. Recomendo muito conhecer a minha irmã, para se divertir e saber o que é uma grande amiga.
Amo muito você, pequena! Parabéns!