19 de fevereiro de 2016

Garota Exemplar

Editora Intrínseca

Considerei, adiei, relutei, decidi aguardar o filme, desencanei, e então, finalmente, peguei para ler Garota Exemplar. O livro é daqueles que não dá para parar de ler mesmo. Narrado do ponto de vista do marido - a partir do desaparecimento - e da esposa, num diário de anos anteriores, você vai se envolvendo com a história, os personagens, ora acreditando numa coisa, ora em outra, até perceber que o esquema é desconfiar de tudo e de todos até revelações melhores.

Gillian Flynn realmente criou uma personagem incrível - a Garota Exemplar, ou a garota que foi (Gone Girl, em inglês) - Amy. Já o marido, sei lá - uma hora parece normal, na outra idiota, na outra espertinho. 

Dá vontade de conversar sobre esse livro com alguém, discutir, xingar as pessoas, e pensar em finais alternativos - eu particularmente não gostei muito do final real. No entanto, é difícil de não dar spoiler - então, minha dica é: leia junto com algum amigo / amiga! 

(E eu acho que não vou ver o filme. Eu já li o livro visualizando Ben Affleck e Rosamund Pike, está bom, né?) 

13 de fevereiro de 2016

O Seminarista

Editora Agir - Capa Retina 78

"O Seminarista" é o apelido de um matador de aluguel. Que foi seminarista. Que adora livros. Que sabe latim. E que se aposentou. Ou está se aposentando. Ou gostaria de se aposentar. E é envolvido por uma tremenda confusão que traz revelações de supostos amigos, comparsas e até um grande amor.

Um livro surpreendente de Rubem Fonseca, como a boa literatura deve ser: é um estudo das relações humanas mas no limite do extraordinário, pois de ordinário já basta o jornal de hoje.

10 de fevereiro de 2016

Pequenas Grandes Mentiras

Editora Intrínseca

O que eu mais gostei em "Pequenas Grandes Mentiras" é que se trata de um livro cujos personagens principais se parecem comigo: tem filhos. Sim! Os protagonistas não são adolescentes ou jovens buscando cônjuges, nem alguém no final da vida lembrando de sua jornada. Temos 3 mulheres, totalmente diferentes, que se tornam amigas porque tem filhos da mesma idade. (Realmente é notável como é fácil fazer amizade a partir desse pressuposto).

O primeiro capítulo já entrega que vai haver alguma confusão grande numa reunião da escola, e aí a história vai e vem, com pequenos comentários de praticamente todos os personagens num inquérito policial a partir dessa noite. Eu não gosto muito desse recurso de antecipar o clímax, mas entendo que isso ajuda a construir a narrativa, e nós vamos analisando quem aparece a partir dos comentários a posteriori do grande evento (que só é explicado no final mesmo).

O mais legal é que vai ter uma série da HBO baseada nesse livro, com Reese Whiterspoon e Nicole Kidman. Elas são perfeitas para seus papéis! (E a história se passa na Austrália - legal para variar, né?)



4 de fevereiro de 2016

Criando Meninas

Editora Fundamento - Capa Commcepta Design

O livro "Criando Meninas" foi escrito pela psicóloga Gisela Preuschoff, e tem algumas perguntas interessantes na capa: "Por que elas ainda são frágeis?  Como as meninas aprendem? Quando se transformam em mulheres?". Escrito em 2004, parece algo ainda mais antigo, e bem baseado em experiências pessoais - "quando eu era criança...", "aconteceu isso com a uma amiga...", embora sejam citados alguns estudos científicos.

Uma das respostas é que os pais realmente tratam as meninas diferentes - permitem que elas desistam antes, não consideram elas realmente capazes como um garoto da mesma idade, e tendem as proteger de desafios, principalmente corporais. 

Preschoff procura tratar de vários temas relacionados a criação das meninas, as brincadeiras, a vaidade, a adolescência, a puberdade e namoro. Mas nada com muita profundidade, e contando muita "historinha", o que pode ser interessante, claro, mas não que se aplica a você e sua família.

De qualquer forma, há algumas dicas interessantes, por exemplo, como lidar com a chegada de um outro filho - sendo a menina a mais velha, e tendo um irmão ou irmã, ou vice versa. Nada muito profundo, mas indicando para tomar cuidado para não declaradamente preferir o menino a menina (porque pode criar problemas de feminilidade nessa última), ou não incentivar, mesmo não intencionalmente, uma disputa entre duas irmãs.

A parte que eu mais gostei, na verdade, é quando a autora critica a opinião de um outro psicólogo, Steve Biddulph, que é contra deixar as crianças aos cuidados de outros: "Mas, Steve Biddulph é um homem. Ele não sabe o que significa, na prática, ficar a sós com um bebê ou uma criança pequena, todo santo dia, em casa, porque ele exerce uma profissão privilegiada, exatamente como eu."

Acredito que esse livro é só para quem realmente gosta do tema, não achei ele distintivo o suficiente de um senso comum.

The 13 problems

Editora Harper

"Os 13 problemas" foi um dos primeiros livros que eu li da Agatha Christie, pré-adolescente, da biblioteca da escola. O livro gira em torno de um encontro de amigos, em que cada um apresenta um problema - um mistério, não necessariamente envolvendo assassinato - e os outros devem adivinhar a solução. Claro que praticamente todos desconsideram a senhorinha Marple, do vilarejo no interior, mas é claro que ela supreende sempre com a resposta certa. E supreendeu a mim, e conquistou uma fã!